Camarote de luxo entra nos preparativos para o Carnaval
Assistir aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí é, por si só, viver o Maior Espetáculo da Terra. Mas, para muitos amantes do
Carnaval, a experiência vai além da arquibancada. Nos camarotes, o público acompanha cada detalhe da avenida com vista privilegiada, conforto e uma estrutura que transforma a noite em festa do início ao fim.
Muito mais do que um espaço para assistir aos desfiles, os camarotes se consolidaram como verdadeiros pontos de encontro de quem vive intensamente o Carnaval carioca. De frente para a Passarela do Samba, é possível observar a evolução das escolas, sentir o impacto das baterias e vibrar com cada comissão de frente sem perder nenhum detalhe do espetáculo.
O serviço all inclusive é um dos grandes destaques dessa experiência. Gastronomia variada, bares bem servidos e drinks circulando durante toda a noite reforçam o clima de celebração que toma conta do espaço enquanto as escolas desfilam na Avenida.
Nesse cenário, a Revista Manchete acompanhou de perto, no passado, a montagem de um grande camarote que será palco dessa festa maravilhosa. Instalado na Sapucaí, o espaço chama atenção pela grandiosidade da estrutura: três andares preparados para receber mais de 2 mil pessoas por noite, reunindo conforto, visão privilegiada e diferentes ambientes para viver o Carnaval.
Durante a cobertura, conversamos com Tadeu Silva, gerente-geral do Camarote King, que destacou que a preparação do espaço começa logo após o encerramento da festa. “Assim que acaba o Carnaval de 2026, já iniciamos os ajustes e o planejamento para o Carnaval de 2027. É um trabalho contínuo, que acontece ao longo de todo o ano”, explica.
Mais do que assistir aos desfiles, o camarote também se transforma em festa. Shows privados, DJs e atrações exclusivas embalam o público entre uma escola e outra, enquanto espaços de beleza e ativações especiais ajudam a manter o clima de produção e glamour que fazem parte do imaginário do Carnaval carioca.

Entre plumas, paetês e sorrisos, os camarotes revelam como o Carnaval é feito de múltiplas experiências. São espaços onde espetáculo, encontros e paixão pelo samba se cruzam, sem perder a essência da maior festa popular do país.
A Revista Manchete segue valorizando a memória e os bastidores do Carnaval, contando histórias que ajudam a entender por que o desfile das escolas de samba continua sendo o Maior Espetáculo da Terra






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Aos 76 anos, o consagrado intérprete do Carnaval brasileiro inicia uma nova etapa artística, focada em expandir sua contribuição à música brasileira para além da Avenida, mas sem se afastar de sua escola de coração. Após cinco décadas como a voz oficial da Beija-Flor de Nilópolis, Neguinho anunciou que não seguirá mais como intérprete principal da agremiação. A decisão marca o fim de um ciclo vitorioso que ajudou a transformar o desfile da escola em um espetáculo inesquecível para milhões de foliões. Apesar disso, o artista garante: continuará participando dos desfiles da Beija-Flor, mantendo o vínculo afetivo e cultural com a comunidade de Nilópolis, com quem construiu uma relação profunda ao longo dos anos. “Quero que conheçam o meu lado cantor, não apenas o intérprete de Carnaval”, afirmou Neguinho, reforçando sua decisão de investir em novos projetos e explorar outras vertentes da música popular brasileira.

Luiz Antônio Feliciano Neguinho da Beija-Flor Marcondes nasceu na Casa da Mãe Pobre, em Vila Isabel, e cresceu na Baixada Fluminense. Filho de um padeiro e músico amador e de uma diarista, teve seu primeiro contato com o samba ainda menino. Começou no bloco Leão de Iguaçu e, em 1975, chegou à Beija-Flor. “Me deram a responsabilidade de cantar na Avenida o samba e a Beija-Flor, para a minha felicidade, foi campeão. Pela primeira vez, uma escola considerada de médio porte ganhou das quatro grandes”, lembra. No ano seguinte, estreou como intérprete oficial com o samba Sonhar com Rei Dá Leão, que levou a escola ao título de campeã. A partir dali, sua voz se tornaria símbolo do Carnaval carioca.
A Imperatriz Leopoldinense prepara um dos desfiles mais aguardados do Carnaval 2026 ao apresentar um samba enredo em homenagem a Ney Matogrosso, um dos artistas mais revolucionários e emblemáticos da música brasileira.
O samba enredo nasce a partir da obra e da construção simbólica de Ney Matogrosso como figura artística à margem.

Fruto de dois anos de pesquisa e seis meses de preparação intensa, o espetáculo constrói um delicado diálogo poético entre Clarice Lispector e quatro de suas personagens, presentes em obras emblemáticas como Perto do Coração Selvagem, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres e nos contos Amor e Perdoando Deus. Textos extraídos de entrevistas, correspondências e da própria obra literária da autora formam um mosaico íntimo que aborda temas universais como vida e morte, criação, Deus, cotidiano, silêncio, solidão, entrega, inspiração e entendimento.
Ao longo de mais de um mês, o público poderá viver experiências imersivas que exaltam a cultura do samba, com encontros musicais emblemáticos, aulas de samba no pé, oficinas carnavalescas e apresentações das 12 escolas de samba do Grupo Especial, além de diversas ativações pensadas para aproximar ainda mais os foliões do universo do carnaval carioca.
Serviço:
Em formato intimista, Roberta divide o palco com Alaan Monteiro no bandolim e Gabriel de Aquino no violão, criando um ambiente de proximidade e delicadeza que valoriza cada canção. O espetáculo revisita momentos marcantes de sua carreira em um repertório cuidadosamente escolhido, que reúne clássicos como “Eu Sambo Mesmo”, “Cocada”, “Pavilhão de Espelhos”, “Casa Pré Fabricada”, “Fogo de Palha” e “O Lenço e o Lençol”, além de “Olho de Boi”, faixa que inspira o título do projeto a partir do verso “Tudo o que cantei sou”.
Mais do que uma retrospectiva, “Tudo Que Cantei Sou” marca o início de uma nova fase na carreira de Roberta Sá, unindo memória, identidade e renovação. No palco do Teatro Riachuelo Rio, o público é convidado a acompanhar essa travessia musical feita de afeto, elegância e verdade, uma celebração da canção brasileira e de tudo o que, ao ser cantado, se transforma em quem somos.

maiores criadores da cultura brasileira. Em cartaz no CCBB RJ, “Viva Mauricio – Mauricio de Sousa, a experiência imersiva” ocupa 780m² entre a rotunda e o primeiro andar da instituição e convida crianças, jovens e adultos a entrarem literalmente na mente do artista que criou personagens eternos como a Turma da Mônica, Chico Bento, Horácio, Penadinho e tantos outros.
Logo na rotunda, o visitante é recebido por uma grande praça cenográfica com tela de cinema, onde os personagens narram a história de Mauricio enquanto os traços ganham vida. Ao olhar para cima, a famosa claraboia do CCBB abriga um vitral inspirado no universo do artista. A partir daí, o percurso se transforma em uma verdadeira travessia afetiva: cadernos da infância, fotos raras, os primeiros gibis publicados e cerca de 210 itens originais de acervo pessoal, além de mais de 200 reproduções de desenhos, vídeos e registros históricos.
No palco, Mônica Martelli dá vida à personagem Fernanda, uma mulher casada há oito anos que enfrenta uma profunda crise no relacionamento. Com humor afiado e muita identificação, a protagonista tenta encontrar saídas para os conflitos cotidianos do casamento, como a rotina desgastante, a falta de libido, o acúmulo de mágoas e as expectativas frustradas. “A personagem luta contra o medo da separação, o medo da solidão, o medo de ressignificar sua vida e, claro, o medo de se separar com 45 anos numa sociedade machista onde a mulher não tem permissão para envelhecer”, explica Mônica.
Desde sua estreia, em 2017, o espetáculo percorreu dezenas de cidades brasileiras, sempre com sessões esgotadas, acumulando mais de 300 mil espectadores e cinco indicações a prêmios. O enorme sucesso nos palcos levou a história para o cinema, em uma adaptação protagonizada por Mônica Martelli ao lado de Paulo Gustavo (1978 2021), marcando a última parceria dos dois e emocionando o público em todo o país.
Estrelado por Bianca Bin e Edson Fieschi, o espetáculo acompanha Jane, uma profissional responsável por filtrar conteúdos impróprios na internet. Após anos exposta ao lado mais sombrio do ambiente digital, ela sofre um colapso emocional e passa a frequentar sessões com um terapeuta. A partir desse encontro, a narrativa se transforma em um jogo tenso e instigante, onde verdade, controle e fragilidade humana se confrontam.
A encenação se desenrola em três tempos que se cruzam e se transformam: o presente, durante a gravação de um documentário sobre seus 50 anos de carreira; a infância, vivida em uma Belém lírica, povoada por lendas, rios e ancestralidade; e o caminho artístico que levou Fafá de Belém para o mundo. Três atrizes representam essas etapas, Fafá-menina, Fafá-cantora e Fafá de Belém, até que as histórias se encontram e se completam diante do público.
“Peça Infantil – A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay” é tudo, menos infantil. Trata-se de um espetáculo adulto, humorístico e filosófico, dirigido por Felipe Hirsch, que divide a dramaturgia com o escritor e tradutor Caetano W. Galindo. A montagem recria, de forma livre e nada literal, episódios da infância e adolescência do ator, misturando lembranças possíveis, histórias improváveis e referências clássicas da literatura.
Ao longo dessas seis décadas, Maria Bethânia construiu um repertório que atravessa gerações e se tornou parte da memória afetiva do Brasil. Canções como Carcará, Explode Coração, Negue, Olhos nos Olhos, Oração ao Tempo, Reconvexo, Cálice, Gita, Ronda e As Canções Que Você Fez Pra Mim são apenas alguns dos clássicos que ajudaram a consolidar sua trajetória singular, sempre marcada pela intensidade interpretativa e pela escolha cuidadosa das palavras.
O verão carioca ganha ainda mais calor, música e diversidade na Fundição Progresso. Muito além de uma casa de shows, o espaço se transforma em um verdadeiro ponto de encontro cultural, onde ensaios de carnaval, grandes shows, oficinas, dança, samba e arte popular ocupam cada canto do prédio histórico, da Lapa ao Terraço, com direito a chuveirões refrescantes e vista privilegiada para os Arcos.
No dia 20 de janeiro, a tradicional Lavagem de São Sebastião, padroeiro da Casa e da cidade, reúne fé, música e celebração popular, com a participação de grupos religiosos e do Céu na Terra. Já entre 22 e 25 de janeiro, o Breaking do Verão movimenta a Fundição com batalhas de dança, oficinas e encontros da cultura hip-hop.
Fevereiro chega com força total: o Monobloco realiza seus ensaios abertos nos dias 6 e 13 de fevereiro, preparando o público para a maior festa de rua do país. E a programação segue intensa com blocos, shows e encontros que fazem do verão da Fundição um dos mais vibrantes do Rio. Verão é na Fundição Progresso, onde a cultura ferve e o encontro acontece.
Ícone do synthpop mundial e referência para a comunidade LGBTQ+, Andy Bell desembarca para cinco apresentações exclusivas reunindo os maiores sucessos de sua carreira. No repertório, o público poderá reviver clássicos eternos do Erasure como “A Little Respect”, “Sometimes”, “Chains of Love”, “Oh L’Amour”, “Blue Savannah”, “Love to Hate You” e “Stop!”, canções que marcaram gerações e se tornaram verdadeiros hinos das pistas e do pop eletrônico.
Com mais de 20 milhões de discos vendidos, 17 singles no Top 10 britânico e uma carreira que ultrapassa quatro décadas, Andy Bell consolidou-se como uma das vozes mais influentes do pop mundial. Sua atuação vai além da música, com projetos teatrais marcantes como Torsten The Bareback Saint e Torsten The Beautiful Libertine, além de colaborações com artistas como Jake Shears, Claudia Brücken, Perry Farrell e Dave Audé, que renderam dois #1 na Billboard Dance.
Na abertura da temporada, Pretinho da Serrinha recebeu Caetano Veloso, em um show marcante que emocionou o público com clássicos e grandes momentos. Já no dia 20 de novembro, foi a vez de Lulu Santos subir ao palco, em uma noite que uniu o samba de raiz à força do pop e do rock nacional, duas apresentações que já entraram para a história do projeto.
No filme, Selton interpreta o personagem Carlos Santiago e fez questão de dividir o momento especial com o irmão Danton Mello e o pai Dalton Mello, que também estiveram presentes na noite. Em clima de emoção, o ator homenageou a mãe ao usar um anel que pertencia a ela e celebrou o aniversário do pai, que completa 84 anos no dia 25 de dezembro, data da estreia do filme, com um bolo em formato de cobra.
A Ubook foi indicada ao Prêmio Rose d’Or Latino, na categoria Áudio, com a audiossérie The Red Harlequin, uma produção original da plataforma. A série de fantasia é narrada pelo ator João Bellotto e conta com a participação de mais de trinta atores, entre eles Eriberto Leão, Leonardo Franco e Isabel Guéron. Considerada uma das mais importantes premiações internacionais dedicadas à excelência em conteúdo e narrativas inovadoras, a indicação reforça o investimento da Ubook em produções autorais de alta qualidade e no fortalecimento do áudio como linguagem criativa.
Reconhecido como o elo entre o samba de ontem e o de amanhã, Diogo leva ao palco sua história, seu carisma e uma musicalidade que atravessa gerações. Em “Infinito Samba”, ele transforma essa trajetória em uma experiência envolvente, que une música, estética e emoção.
“Infinito Samba” é mais do que uma comemoração: é a prova de que Diogo Nogueira segue em movimento, respeitando suas raízes, ampliando caminhos e apontando novos destinos para o samba, com liberdade, alegria e muita verdade.

