Memórias e retratos: MAR inaugura exposição sobre Tião
Entre becos, festas de família, carnavais improvisados e paisagens de uma região em constante transformação, um homem registrou silenciosamente décadas da história do Rio de Janeiro a partir de dentro do Morro da Providência. Agora, esse olhar sensível e profundamente humano ganha protagonismo no Museu de Arte do Rio com a inauguração da exposição “Tião: um fotógrafo da Providência”, aberta ao público a partir de 16 de maio.
Apresentada pela Equinor, a mostra homenageia Sebastião Pires de Oliveira (1943–2015), conhecido como Tião, fotógrafo e morador da região portuária que dedicou mais de três décadas a documentar o cotidiano da comunidade. Reunindo mais de 270 fotografias impressas — muitas delas inéditas — produzidas entre os anos 1960 e 1980, a exposição revela cenas de afeto, encontros, celebrações populares e a vida pulsante da Providência, construindo um retrato íntimo e autêntico da cidade.
Em um formato expandido, a exposição ultrapassa as galerias do MAR e ocupa também a estação do Teleférico da Providência, onde um dos núcleos da mostra recupera memórias da Praça Américo Brum antes da construção do equipamento urbano. A proposta reforça a conexão entre território, memória e pertencimento, aproximando o público dos espaços retratados por Tião ao longo de sua trajetória.
A abertura contará com programação especial gratuita, incluindo visita mediada com a curadoria e moradores da comunidade que participaram da construção da exposição, apresentações de blocos carnavalescos da região e sessão de cinema aberto. O museu também disponibilizará vans ao longo do dia para o trajeto até o Morro da Providência, promovendo uma experiência imersiva entre exposição e território.
O acervo original de Tião foi redescoberto em 2015 pela moradora Aline Mendes, que guardava em casa um álbum de família produzido pelo fotógrafo. A partir desse encontro, iniciou-se um amplo trabalho de pesquisa, preservação e digitalização conduzido pela equipe do MAR. Ao lado dos consultores Aline Mendes, Maurício Hora e Rosiete Marinho, a curadora Janaina Melo percorreu mais de duas mil fotografias, identificando personagens, lugares e histórias que ajudaram a reconstruir a memória afetiva da região portuária.
Mineiro, Tião chegou ao Rio de Janeiro no início dos anos 1960 para servir ao Exército. Foi nesse período que aprendeu o ofício de mecânico e adquiriu sua primeira câmera fotográfica. Autodidata, estudou fotografia por correspondência e passou a oferecer seus serviços aos moradores da Providência nos fins de semana. Instalado na Praça Américo Brum, fotografava aniversários, casamentos, conquistas familiares e encontros comunitários, revelando e entregando pessoalmente cada encomenda. Ao longo de mais de 30 anos, construiu um acervo com mais de 10 mil fotogramas, hoje reconhecido como patrimônio visual da história social do Rio de Janeiro.
Mais do que uma exposição fotográfica, “Tião: um fotógrafo da Providência” propõe uma reflexão sobre memória, identidade e representação. Ao transformar imagens do cotidiano em documento histórico e expressão artística, o MAR celebra não apenas a obra de Tião, mas também as múltiplas narrativas que formam a cidade do Rio de Janeiro.
SERVIÇO:
Museu de Arte do Rio
LOCAL: Praça Mauá, 5 – Rio de Janeiro
visitação, ter a dom, 11h – 18h (última entrada às 17h)
fechado às quartas-feiras
Ingressos:
bilheteria e totens de autoatendimento (pilotis do MAR)
pagamento com cartões de crédito ou débito / também disponível online
inteira: R$ 20,00
meia-entrada: R$ 10,00
terças-feiras: entrada gratuita
entrada gratuita: alunos da rede pública de Ensino Fundamental e Médio / crianças de até 5 anos de idade / pessoas com idade a partir de 60 anos / professores da rede pública de ensino do município do Rio de Janeiro / funcionários de museus / vizinhos do MAR / guias de turismo *em todos os casos, é necessário apresentar documentação comprobatória.
Teleférico:
A operação funciona de domingo a domingo.
De segunda a sexta 06h até às 23h
Aos sábados 06h até às 19h
Domingos e Feriados 08h até às 16h






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Dividida em sete núcleos temáticos, como Final Fantasy, Vampire Hunter D e Angel’s Egg, a exposição revela as múltiplas fases e influências de Amano. Sua trajetória começou no estúdio Tatsunoko, referência na animação japonesa, mas foi com a icônica franquia Final Fantasy que ele consolidou seu nome na história, criando personagens e uma estética que marcaram gerações.


maiores criadores da cultura brasileira. Em cartaz no CCBB RJ, “Viva Mauricio – Mauricio de Sousa, a experiência imersiva” ocupa 780m² entre a rotunda e o primeiro andar da instituição e convida crianças, jovens e adultos a entrarem literalmente na mente do artista que criou personagens eternos como a Turma da Mônica, Chico Bento, Horácio, Penadinho e tantos outros.
Logo na rotunda, o visitante é recebido por uma grande praça cenográfica com tela de cinema, onde os personagens narram a história de Mauricio enquanto os traços ganham vida. Ao olhar para cima, a famosa claraboia do CCBB abriga um vitral inspirado no universo do artista. A partir daí, o percurso se transforma em uma verdadeira travessia afetiva: cadernos da infância, fotos raras, os primeiros gibis publicados e cerca de 210 itens originais de acervo pessoal, além de mais de 200 reproduções de desenhos, vídeos e registros históricos.
Atento à acessibilidade, o artista, que tem dificuldade de locomoção devido à paralisia infantil, criou duas esculturas táteis que poderão ser tocadas pelo público. “Acho fundamental o público ter essa experiência”, afirma.
A trajetória de Salvador parte de obras mais figurativas e avança para composições cada vez mais abstratas, sempre com forte presença de materiais diversos, acrílico, metal, tinta e objetos vindos da construção civil, em referência à sua formação em Arquitetura e Urbanismo. Os recortes que destacam formas e a paleta vibrante, marcada pela brasilidade, são características constantes. O artista relembra que a inspiração para os recortes vem da infância, quando se impressionava com cartazes recortados em portas de cinemas. “Esse fator me acompanha até hoje, junto ao cromatismo forte que tem a ver com a nossa tropicalidade. O Brasil é colorido”, diz. A curadora reforça: “Linhas geométricas, volumes fragmentados e composições calculadas evocam seu olhar de arquiteto, sempre permeado por inquietações subjetivas.”

Entre os destaques da exposição está o quadro “Retrato de Vinicius” (1938), de Cândido Portinari, exibido pela primeira vez no Rio, além de croquis de figurinos de Orfeu da Conceição, cartazes de divulgação de Djanira, Scliar e Luiz Ventura, e instrumentos musicais originais que pertenceram ao poeta, como um piano e um violão, utilizados em grandes parcerias, incluindo Os Afro-Sambas com Baden Powell e ensaios com Tom Jobim. O núcleo dedicado ao livro infantil Arca de Noé, com ilustrações de Elifas Andreato, traz uma experiência interativa e fotografável para o público.
Não perca a oportunidade de conhecer de perto a vida, a obra e o legado de Vinicius de Moraes, um dos maiores nomes da cultura brasileira, em uma experiência que combina música, literatura, teatro e artes visuais, oferecendo ao público um retrato abrangente e emocionante do poeta que marcou o século XX.
Marie Antoinette, empresária multifacetada, de origem guineense e cabo-verdiana, de nacionalidade suíça, apresenta sua obra que será lançada no Brasil no Rio de Janeiro no MUHCAB- Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira no dia 13 de junho às 11 horas na sala Carolina de Jesus e na Bienal do Livro no Espaço da Secretaria da Educação no dia 14 de junho às 11h30.
A data, Dia da Criança Africana que acontece em 16 de junho , também é um importante marco na luta por uma educação de qualidade que respeite a cultura, a origem e as histórias de todas as crianças, especialmente as africanas. Para a autora poliglota, mãe solo e atípica, a chave de sua emancipação foi a educação que ela teve que brigar para acessar e assim sair do terror vivenciado ainda quando era criança, ponderando o quanto pode ser difícil ser menina em alguns contextos, famílias e sociedades.
O acervo
O ARTWEEK RIO está de volta para sua segunda edição e promete transformar o Instituto Brando Barbosa, no Jardim Botânico, em um verdadeiro polo de arte e pensamento contemporâneo! De 4 a 7 de junho, o público poderá mergulhar em uma programação exclusiva que une artes visuais, design, música, moda, filosofia e gastronomia — tudo em um só circuito criativo.
Toda a programação é presencial, com atividades acontecendo no Instituto Brando Barbosa (Rua Lopes Quintas, 497 – Jardim Botânico). Os ingressos custam R$ 120 e estão à venda no Sympla, com número de participantes limitado, sujeito à lotação.










