Paço Imperial apresenta “Geometria Visceral”, nova exposição de Gilberto Salvador

O Paço Imperial inaugura, na próxima terça-feira, 9 de dezembro de 2025, a exposição “Geometria Visceral”, que apresenta um amplo panorama da produção mais recente do artista paulistano Gilberto Salvador. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra reúne cerca de 40 obras, entre pinturas, esculturas e vídeos, distribuídas pelos três salões do segundo pavimento do Paço. Após 17 anos sem expor no Rio de Janeiro, Salvador retorna à cidade com a qual mantém forte relação, refletida em obras que retratam a paisagem carioca.

Atento à acessibilidade, o artista, que tem dificuldade de locomoção devido à paralisia infantil, criou duas esculturas táteis que poderão ser tocadas pelo público. “Acho fundamental o público ter essa experiência”, afirma.

Para a curadora, a chegada da exposição ao Rio também revela um caráter de descoberta. “A obra de Salvador, essencial na cena artística paulista, ainda é pouco conhecida no Rio, muito em razão das dificuldades de locomoção do artista, cadeirante e discreto sobre suas limitações. Por isso, esta mostra oferece ao público carioca a oportunidade rara de conhecer um artista em plena maturidade criativa”, destaca Denise Mattar.

Embora centrada na produção recente, a exposição começa com obras emblemáticas das décadas de 1960 e 1970, que marcam o início da trajetória do artista. Entre elas está “Viu…!” (1968), que dialoga diretamente com o contexto da ditadura militar. “Desde seus primeiros trabalhos, Gilberto fundiu a racionalidade construtiva a um impulso visual orgânico. Suas experimentações revelam uma consciência política presente no próprio gesto artístico, a cor como discurso, o traço como denúncia”, explica a curadora.

A trajetória de Salvador parte de obras mais figurativas e avança para composições cada vez mais abstratas, sempre com forte presença de materiais diversos, acrílico, metal, tinta e objetos vindos da construção civil, em referência à sua formação em Arquitetura e Urbanismo. Os recortes que destacam formas e a paleta vibrante, marcada pela brasilidade, são características constantes. O artista relembra que a inspiração para os recortes vem da infância, quando se impressionava com cartazes recortados em portas de cinemas. “Esse fator me acompanha até hoje, junto ao cromatismo forte que tem a ver com a nossa tropicalidade. O Brasil é colorido”, diz. A curadora reforça: “Linhas geométricas, volumes fragmentados e composições calculadas evocam seu olhar de arquiteto, sempre permeado por inquietações subjetivas.”

O título “Geometria Visceral” reflete exatamente essa combinação entre rigor construtivo e organicidade. “Mesmo nas obras que dialogam com a Pop Art, a geometria está sempre presente, mas acompanhada por um contraponto orgânico que atravessa toda a trajetória de Salvador”, afirma Mattar.

As primeiras salas apresentam obras históricas e as esculturas táteis. Depois, a mostra se organiza por temas e linguagens, incluindo peças que representam paisagens do Rio de Janeiro, do Morro Dois Irmãos ao Pão de Açúcar, passando pelo Saco do Mamanguá, em Paraty, algumas inspiradas nos desenhos de Thomas Ender, feitos no século XIX.

Um conjunto de obras com quadriculados, que remetem a azulejos de piscinas, também se destaca. “São memórias gráficas das piscinas onde eu nadava. Esse padrão virou quase uma textura do meu trabalho, gerando tridimensionalidade quando a madeira é recortada”, explica Salvador.

Outra série reúne nove obras amarelas em caixas de acrílico que contêm materiais diversos, como prumos, bolas de tênis pintadas de preto e placas de chumbo marteladas e costuradas na madeira. “São linguagens múltiplas, com suportes variados, da aquarela à escultura”, comenta o artista.

O acrílico, especialmente o que polariza a luz, aparece em outras obras que parecem emitir luminosidade. Uma delas será exibida em uma sala com parede preta, para evidenciar o efeito.

Na última sala, vídeos apresentam o processo de trabalho do artista e mostram obras que não estarão fisicamente presentes, como aquarelas feitas com café e gravuras em metal, ampliando a compreensão de sua pesquisa visual.

Gilberto Salvador é formado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/USP e possui mais de 60 anos de trajetória. Entre suas principais exposições individuais estão “Água + Forte” (2017), no MACC; “Dois momentos” (2013), na Pinacoteca de São Paulo; “Gênesis” (2009), no Museu da Casa Brasileira; “Reflexões Visuais” (2006), no Espaço Cultural da FIESP; “O Reino Interior” (2001), na Pinacoteca de São Paulo e no Museu Alfredo Andersen; “30 Anos de Pintura” (1995), no MASP; e “História Natural do Homem Segundo Gilberto Salvador” (1985), também no MASP

Serviço: Gilberto Salvador – Geometria visceral

Abertura: 9 de dezembro de 2025, das 15h às 19h

Exposição: até 1º de março de 2026

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [2° pavimento]

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Casa Brasil: o novo núcleo da criatividade brasileira

Em uma nova fase, o tradicional equipamento cultural do Centro do Rio, antigo Casa França-Brasil , muda de nome, reforça sua programação e reafirma a importância da pluralidade da arte brasileira.

A Casa Brasil passa por uma nova fase com destaque para as artes brasileiras. Foto: Leonardo Barros

A Casa Brasil, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras, abre suas portas para celebrar a brasilidade. A partir do dia 19, com entrada gratuita, a exposição Casa Brasil reúne trabalhos de 57 artistas de todas as regiões do país. A mostra marca o início de um novo momento para um dos mais importantes espaços culturais do Corredor Cultural do Centro. No mesmo período, o público também poderá visitar a exposição “Tarde do Fauno”, individual do artista Arthur Chaves.

Resultado de um processo curatorial realizado por meio de chamada pública, a exposição recebeu cerca de mil inscrições de artistas de todo o Brasil, reforçando a representatividade e a diversidade que orientam o projeto. A Casa Brasil funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, e a mostra fica em cartaz até 15 de março de 2026, com programação totalmente gratuita.

“A Casa Brasil amplia sua vocação como um espaço democrático e de promoção de arte acessível ao público, mostrando a diversidade cultural do país em um ícone da nossa história. É um patrimônio a serviço da cultura e da pluralidade da arte brasileira”, destaca Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Com curadoria de Aliã Guajajara, Cadu, Marcelo Campos, Jocelino Pessoa e Tania Queiroz, a exposição apresenta 259 obras que representam múltiplos estilos, linguagens e expressões da cultura nacional, todas selecionadas por meio de convocatória pública.

“Diante de tantas propostas significativas, escolhemos aquelas que pudessem apresentar os ‘brasis’, suas territorialidades e diferentes formas de pensar, criando significados poéticos para tantas possibilidades. Também consideramos a história da Casa, sua inserção no território fluminense, seu reposicionamento e a relação com sua arquitetura”, explica Tania Queiroz, diretora da Casa Brasil.

A primeira mostra individual da nova fase da Casa Brasil é assinada pelo artista Arthur Chaves, que apresenta a instalação inédita “Tarde do Fauno”. Seu trabalho envolve ocupações feitas com materiais têxteis, criando superfícies e volumes que dialogam com o espaço, com memórias pessoais e com a História da Arte.

Usando máquina de costura, tecidos e roupas como ponto de partida, o artista propõe novas abordagens para pintura, desenho e escultura, estabelecendo diálogos com o teatro e outras artes da cena , convidando o público a interagir com suas personagens e paisagens.

A Casa Brasil, antes conhecida como Casa França-Brasil, é um centro cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O projeto, em parceria com a V ARTE, é realizado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio oficial da Petrobras.

A mudança de nome e o reposicionamento fazem parte de um amplo projeto de reestruturação do espaço, que foi contemplado pelo edital Novos Eixos da Petrobras, na linha Ícones da Cultura Brasileira, entre mais de 8 mil propostas inscritas. Assim, a Petrobras torna-se patrocinadora oficial nesta nova etapa.

“Nesta primeira grande exposição da nova fase da Casa Brasil, selecionamos 57 artistas, mais que o dobro do limite inicial de 20 proposto na chamada pública. Todas as regiões do país estão representadas, atendendo a uma preocupação central da curadoria. Será uma grande oportunidade para fomentar as diversas vertentes da cultura brasileira”, afirma Jocelino Pessoa, diretor da V ARTE.

Marco tradicional do Corredor Cultural, a antiga Casa França-Brasil inicia em 2025 um novo capítulo como Casa Brasil. Além do novo nome, o espaço ganha identidade visual renovada, novos programas e ações voltadas à interação com artistas e público.

Com esse reposicionamento, a Casa Brasil reforça sua missão: valorizar a produção artística nacional, ampliar o acesso à cultura e colocar a brasilidade no centro de sua atuação. Um patrimônio cultural do estado que, agora renovado, abre suas portas ainda mais para o país, e para o mundo.

Serviço

Casa Brasil, a exposição

Temporada: De 19 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026 

Horários: De terça a domingo das 10h às 17h (Confira a programação semanal nas redes da Casa)

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro, 

Entrada:  Gratuita 

Classificação : Livre

Exposição “Vinicius de Moraes – Por Toda a Minha Vida” já está em cartaz no MAR

O Rio de Janeiro celebra a vida e a obra de um dos maiores poetas e compositores brasileiros com a exposição “Vinicius de Moraes – Por Toda a Minha Vida”, que já está aberta ao público no Museu de Arte do Rio (MAR) e ficará em cartaz até 3 de fevereiro de 2026. A mostra reúne mais de 300 itens, incluindo manuscritos, fotos históricas, cartas, instrumentos musicais, capas de discos, livros raros e obras de arte de artistas próximos a Vinicius, como Cândido Portinari, Carlos Scliar, Lila Bôscoli, Djanira e Dorival Caymmi.

Entre os destaques da exposição está o quadro “Retrato de Vinicius” (1938), de Cândido Portinari, exibido pela primeira vez no Rio, além de croquis de figurinos de Orfeu da Conceição, cartazes de divulgação de Djanira, Scliar e Luiz Ventura, e instrumentos musicais originais que pertenceram ao poeta, como um piano e um violão, utilizados em grandes parcerias, incluindo Os Afro-Sambas com Baden Powell e ensaios com Tom Jobim. O núcleo dedicado ao livro infantil Arca de Noé, com ilustrações de Elifas Andreato, traz uma experiência interativa e fotografável para o público.

A exposição propõe uma viagem estética e afetiva pela vida de Vinicius de Moraes,poeta, compositor, dramaturgo, diplomata e cidadão do mundo e percorre seus principais eixos de criação: música, poesia, teatro, artes visuais e as cidades que marcaram sua trajetória. Entre os itens expostos estão manuscritos de clássicos como Garota de Ipanema e Chega de Saudade, livros raros, o pequeno jornal O Mexerico, criado por Vinicius aos oito anos, e cartas pessoais que revelam seu lado íntimo e afetuoso.

O projeto, com curadoria de Eucanaã Ferraz e Helena Severo, apresenta ainda obras inéditas de artistas como Lasar Segall, Guignard, Di Cavalcanti, Carlos Leão, Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Dorival Caymmi, reforçando a convivência de Vinicius com grandes nomes de sua geração.
A exposição é apresentada pelo Ministério da Cultura, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, com realização da Flor de Manacá e produção da AYO Cultural e V-Arte. Segundo Helena Severo, “a mostra propõe um percurso sensível por sua vida e criação, pela alegria e delicadeza com que Vinicius transformou o cotidiano em arte”.

Não perca a oportunidade de conhecer de perto a vida, a obra e o legado de Vinicius de Moraes, um dos maiores nomes da cultura brasileira, em uma experiência que combina música, literatura, teatro e artes visuais, oferecendo ao público um retrato abrangente e emocionante do poeta que marcou o século XX.

 

 

Serviço:

Exposição: Vinicius de Moraes – por toda a minha vida
Local: Museu de Arte do Rio (MAR) – Praça Mauá, 5 – Centro, Rio de Janeiro
Em cartaz: 18 de outubro de 2025 a 3 de fevereiro de 2026
Funcionamento: Fechado às quartas, demais dias aberto.

Venda de Ingresso na bilheteria e/ou totens: 10h30 às 17h

Visitação ao pavilhão de exposições: 11h às 18h (última entrada às 17h)
Valor do Ingresso Inteira: R$ 20,00; Meia-entrada: R$ 10,00 /
Entrada gratuita às terças-feiras
Formas de pagamento: Cartões de crédito ou débito.

Informações de gratuidade:
https://museudeartedorio.org.br/visite/horarios-e-ingresso/
Como chegar:
https://museudeartedorio.org.br/visite/como-chegar/

MAC Niterói recebe exposição inédita de Edo Costantini

Rodrigo Neves, prefeito de Niterói e artista. Crédito: Claudio Fernandes

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) recebe a exposição Através do Véu Verde (Through the Green Veil), primeira mostra individual do artista argentino Edo Costantini em um museu brasileiro. A exposição, que ficará em cartaz até novembro, reúne uma década de produção do artista, incluindo fotografia, vídeo, música e esculturas em bronze. A curadoria é assinada por Nicolas Martin Ferreira, com texto crítico de Paulo Herkenhoff.

Edo Costantini é filho de Eduardo Costantini, empresário argentino e fundador do renomado MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires). Além de sua trajetória nas artes visuais, Edo tem uma carreira diversificada: foi diretor-executivo do MALBA por cinco anos, produtor de filmes — entre eles o premiado Tropa de Elite —, investidor e ex-integrante do conselho da plataforma de streaming Mubi, conhecida por seu catálogo voltado ao cinema de arte.

Crédito: Claudio Fernandes

A mostra reúne cerca de 20 fotografias em grande formato que exploram a relação entre o ser humano e a natureza. As imagens foram captadas ao longo de 12 anos nas florestas do norte do estado de Nova York, onde Edo reside atualmente. Sua pesquisa visual busca traduzir o sublime na natureza, refletindo sobre a passagem do tempo e a existência humana em constante transformação.

Entre os destaques está a instalação Opium Whispers, criada em homenagem ao poeta e cineasta francês Jean Cocteau. A exposição também apresenta Last Survivors, filme de 30 minutos exibido em uma das paredes principais do museu, rodado no mesmo período em que as fotografias foram produzidas. Já as esculturas em bronze foram realizadas em colaboração com a artista Delfina Braun, esposa de Edo, e a arquiteta Delfina Muniz Barreto, trazendo uma dimensão material e tátil à poética visual do projeto.

Crédito: Claudio Fernandes

Como parte da programação, será lançado um catálogo especial, com capa dura revestida em tecido e uma fotografia central na capa. A publicação reúne 110 páginas com reproduções das obras, além de textos de Nicolas Martin Ferreira, Paulo Herkenhoff e Barbara Golubicki, oferecendo diferentes olhares sobre a produção do artista e seu mergulho na natureza, na luz e na conexão entre humanidade e meio ambiente.

Realizada pela InterArt, com apoio da Prefeitura de Niterói, Através do Véu Verde propõe uma experiência sensorial e contemplativa, convidando o público a refletir sobre a relação entre arte, tempo e paisagem natural.

 

 

Serviço:

Exposição ATRAVÉS DO VÉU VERDE (THROUGH THE GREEN VEIL)

artista: Edo Costantini

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói)

6 de setembro a 23 de novembro de 2025

Terça a domingo

10h à 18h (entrada até 17h30)

Informações sobre ingressos no site oficial do MAC: https://culturaniteroi.com.br/macniteroi/visitacao#ingressos

MAM Rio recebe exposição de Bia Lessa pelos 120 anos da Light

Imagine caminhar por um espaço onde a luz não apenas ilumina, mas transforma. Onde cada fio, cada sombra e cada projeção contam uma história sobre o tempo, a percepção e a energia que move nossas vidas. É esse convite que a instalação Anos-Luz, da renomada diretora e multiartista Bia Lessa, faz ao público carioca — uma celebração poética e sensorial dos 120 anos da Light, no coração do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio).

Em 2025, a Light comemora 120 anos de história iluminando o Rio de Janeiro e oferece ao público uma experiência única. A instalação “Anos-Luz”, concebida especialmente para o espaço do MAM, será inaugurada no dia 29 de agosto e promete transformar o museu em um grande mergulho sensorial.

Mais que uma exposição, trata-se de uma vivência imersiva que reflete sobre a luz, a sombra e o tempo — elementos que atravessam nossa vida cotidiana e também a arte. Com uma expografia ousada, composta por 65 mil metros de elásticos, 42 projetores e uma obra inédita do artista Milton Machado, a instalação ocupa 1.845 m² do museu, estendendo-se até os pilotis, em diálogo com a arquitetura icônica de Affonso Eduardo Reidy.

“Anos -Luz” nasce exatamente dessa tensão entre luz, sombra e tempo. A luz — esse campo que revela — não apenas ilumina, mas define o visível. Já o escuro — esse território de suspensão — não apenas oculta, mas convida a outras formas de ver. É nesse entremeio que a experiência acontece, revelando novas maneiras de perceber o mundo.

O projeto leva a assinatura de Bia Lessa, artista reconhecida por sua linguagem inovadora e transdisciplinar. Diretora de teatro, ópera, cinema e exposições, Bia construiu uma trajetória marcada por experimentações visuais e conceituais que desafiam o espectador a ir além do óbvio. Como ela mesma explica: “Entre o excesso de luz e o vazio do breu, entre o tudo que ofusca e o nada que silencia, há um intervalo quase infinito: um entrelugar onde a percepção do tempo se adensa, se encarna. Inspirada pela potência silenciosa da técnica — o processo é ramificado, percorre largas extensões, milhares de milhas vibrando; atravessa paredes e alcança, no décimo andar, um apartamento suspenso no ar — a obra evoca essa energia domesticada, convertida em eletricidade, presente em milhões de espaços ao mesmo tempo.”

Ao percorrer os ambientes, o visitante é convidado a enxergar a energia não apenas como força técnica, mas como poesia: fios que vibram, conexões que se expandem, luz que revela e sombra que convida ao silêncio. É um convite à contemplação, à escuta e à redescoberta do invisível que nos move.

Com entrada gratuita, “Anos-Luz” reafirma o compromisso da Light com a cultura, a sustentabilidade e o fortalecimento da identidade carioca e fluminense. Uma oportunidade imperdível de celebrar, juntos, a potência transformadora da arte e da energia. 

Serviço: 

Temporada: 29 de agosto a 16 de novembro de 2025

Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio)

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro

Telefone: (21) 3883-5600

Site: www.mam.rio

Instagram: @mam.rio

Horários de visitação: Quartas, quintas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Aos domingos, das 10h às 11h, visitação exclusiva para pessoas com deficiência intelectual

Entrada gratuita.

 

Exposição “Retratistas do Morro”: a história das favelas no MAR

O Museu de Arte do Rio (MAR) apresenta a exposição “Retratistas do Morro”, que oferece ao público uma nova perspectiva sobre a história recente da fotografia brasileira. A mostra apresenta o olhar sensível de fotógrafos que, há mais de meio século, registram a vida nas periferias urbanas de Minas Gerais, especialmente no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte – a segunda maior favela do Brasil.

A exposição propõe uma narrativa visual potente, marcada pela resistência e pela afirmação cultural. As imagens revelam o cotidiano, as celebrações, os rituais de passagem e as emoções que compõem a memória coletiva de uma comunidade. Cada retrato carrega os valores de seu tempo e lugar, expressando orgulho, afeto e pertencimento.

Foto João Mendes

Com curadoria de Guilherme Cunha e acompanhamento da equipe do MAR, a mostra é fruto do projeto homônimo, que desde sua criação se dedica à preservação, restauração e difusão do acervo fotográfico de João Mendes e Afonso Pimenta, dois importantes nomes da fotografia popular brasileira. Eles iniciaram sua trajetória no final dos anos 1960, documentando, com olhar atento e sensível, o dia a dia dos moradores da região.

Além das fotografias de João e Afonso, a exposição também inclui imagens do acervo pessoal de Ana Oliveira, moradora da comunidade que reuniu retratos de família e eventos sociais, como casamentos, aniversários, batizados, jogos de futebol, formaturas e até momentos de construção de casas. “Essas imagens nos revelam outras versões da história das cidades e das populações de favela no Brasil, contadas a partir da experiência cotidiana dos moradores. São memórias que, por muito tempo invisibilizadas, agora ganham protagonismo”, destaca Guilherme Cunha.

Ao todo, cerca de 220 fotografias compõem a mostra, acompanhadas de áudios com entrevistas de fotógrafos e moradores, contextualizando as imagens e ampliando a experiência do público. A chegada do projeto ao MAR reforça o compromisso do museu com a valorização da diversidade cultural brasileira e o reconhecimento de diferentes formas de produção artística.

Foto Ana Oliveira

Marcelo Campos, curador-chefe do MAR, ressalta a importância da exposição: “Essa mostra se desenvolve com o desejo de aproximar a fotografia do público. São imagens produzidas dentro da comunidade, por fotógrafos que tinham seus próprios laboratórios e que guardaram esses negativos por décadas. Muitas pessoas retratadas ainda são reconhecidas hoje. Essa é uma fotografia que nos aproxima, que reflete nossas festas, nossas formaturas, nossos rituais de passagem. Não é uma fotografia clássica ou erudita, mas uma representação verdadeira e afetiva de um Brasil mais plural e diverso”, afirma.

 

Serviço:

A exposição ficará em cartaz até janeiro de 2026 

Exposição “Retratistas do Morro”

Local: Museu de Arte do Rio – Praça Mauá, Rio de Janeiro

Funcionamento MAR

Fechado às quartas-feiras. Terças gratuitas

Visitação das 11h às 18h (última entrada às 17h)

Ingressos:R$:20,00 (inteira)  – R$: 10,00 (meia)

Candlelight apresenta concertos inesquecíveis no Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã será o palco de uma edição especial do Candlelight, série de concertos à luz de velas que promete encantar os mais diversos públicos. A programação inclui uma seleção de estilos que vai de sucessos de Coldplay, Bruno Mars e Imagine Dragons a obras-primas da música clássica, como As Quatro Estações, de Vivaldi. Também fazem parte do repertório trilhas de filmes, MPB e grandes nomes do rock nacional e internacional.

Com apresentações em horários variados e temáticas que atendem desde fãs de pop até admiradores da música erudita, os espetáculos oferecem uma experiência sensorial única em um dos cenários mais emblemáticos do Rio de Janeiro.

Criado em Madri, em 2019, o projeto Candlelight nasceu com o objetivo de democratizar o acesso à música clássica e ampliar o contato do público com diferentes estilos. Interpretados por músicos locais, os concertos acontecem em locais históricos e arquitetonicamente marcantes, sempre iluminados por milhares de velas, criando uma atmosfera intimista e envolvente.

O formato, que inicialmente destacava compositores como Vivaldi, Beethoven e Chopin, hoje contempla uma grande diversidade de gêneros. Tributos a artistas contemporâneos como Queen, ABBA, Ed Sheeran e até temas de animes e filmes de sucesso tornaram-se parte da programação. Em algumas edições, a experiência ganha um caráter multissensorial, com a inclusão de bailarinos, artistas aéreos e fusões com jazz, soul, ópera e flamenco.

Presente em mais de 150 cidades ao redor do mundo, Candlelight já encantou plateias em cenários como a Torre Eiffel, o Atomium, o Burj Al Arab, o Victoria Hall e até as Cataratas do Niágara. Agora, é a vez do Rio de Janeiro vivenciar essa experiência inesquecível. 

Serviço: 

Local: Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro

Para consultar datas, horários e garantir seu ingresso, basta acessar o site da Fever.

ingressos: www.feverup.com

 Duração: 60 minutos (abertura de portas 30 minutos antes e não será permitida a entrada na sala após o fechamento das portas)

Para mais informações sobre Candlelight, acesse: www.candlelightexperience.com

 

‘Das Cinzas ao Ouro’ chega ao Rio de Janeiro no mês de celebração ao Dia da Criança Africana

Marie Antoinette, empresária multifacetada, de origem guineense e cabo-verdiana, de nacionalidade suíça, apresenta sua obra que será lançada no Brasil no Rio de Janeiro no MUHCAB- Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira no dia 13 de junho às 11 horas na sala Carolina de Jesus e na Bienal do Livro no Espaço da Secretaria da Educação no dia 14 de junho às 11h30.

Durante agenda que visa conscientizar sobre a necessidade urgente de proteger crianças contra todas as formas de violência, a autora Marie Antoinette, que viveu inúmeras violências e negligências durante sua infância que tiveram consequências na fase adulta, chama atenção para esse tema em sua autobiografia “Das Cinzas ao Ouro”.

A data, Dia da Criança Africana que acontece em 16 de junho , também é um importante marco na luta por uma educação de qualidade que respeite a cultura, a origem e as histórias de todas as crianças, especialmente as africanas. Para a autora poliglota, mãe solo e atípica, a chave de sua emancipação foi a educação que ela teve que brigar para acessar e assim sair do terror vivenciado ainda quando era criança, ponderando o quanto pode ser difícil ser menina em alguns contextos, famílias e sociedades.

A autobiografia destaca sua trajetória, desde uma infância desafiadora até sua ascensão como uma referência internacional no mundo dos negócios, especialmente no setor de mineração. A autora aborda temas como liberdade econômica e geográfica, além de refletir sobre as várias faces da resiliência feminina que começa na infância.

 

 

“Trabalhadores”: exposição de Sebastião Salgado na Casa Firjan

A Casa Firjan abriu ao público a exposição “Trabalhadores”, do fotógrafo Sebastião Salgado. Essa é a primeira mostra realizada no Rio de Janeiro após a morte do artista e ficará em cartaz até 21 de setembro. Com entrada gratuita, a exposição reúne 149 fotografias feitas entre 1986 e 1992, que retratam diversas realidades do trabalho ao redor do mundo. O público pode visitar a mostra de terça a domingo, das 9h às 18h30.

O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, ressaltou o legado humanista de Salgado: “Ele nos deixou um olhar sensível que seguirá emocionando as próximas gerações. Sua lente não apenas capturou imagens, mas revelou histórias, denunciou injustiças e exaltou a beleza e a fragilidade do planeta.”

A exposição oferece uma imersão visual que convida à reflexão sobre o papel do trabalho no desenvolvimento das sociedades e sobre o impacto das inovações tecnológicas nesse processo.

Para Cris Alves, gerente geral de Desenvolvimento e Inovação Empresarial da Firjan e responsável pela Casa Firjan, a mostra ganhou um significado ainda mais profundo após o falecimento do fotógrafo: “Originalmente, a exposição celebrava a genialidade de Salgado em vida, mas agora se tornou uma homenagem a esse grande homem, profissional e ativista, que deixou um legado inigualável para a arte e a consciência social.”

O acervo

“Trabalhadores” funciona como uma arqueologia visual, explorando contextos históricos e culturais com um olhar sensível ao passado. As imagens evocam a era da Revolução Industrial, período em que a força humana, muitas vezes sem o auxílio da tecnologia, era fundamental para a sobrevivência e o progresso.

Salgado declarou: “Eu precisava prestar homenagem a esse trabalho que sempre esteve em meu coração, que motivou meu ativismo político e minha visão sobre o mundo da produção.” Essa frase sintetiza a essência da exposição, que destaca o trabalho como elemento central na construção social e histórica.

Cada fotografia conta uma história, humanizando os protagonistas do trabalho e revelando sua dignidade e força. Textos explicativos acompanham as imagens, ajudando o visitante a compreender a importância e o contexto desses ofícios, muitos dos quais já estão desaparecendo.

Uma exposição imperdível que conecta passado, presente e futuro, mostrando a importância do trabalho e da inovação na transformação da sociedade.

Serviço:

Exposição: Trabalhadores – Fotografias de Sebastião Salgado

Período: de 30 de maio a 21 de setembro de 2025, de terça a domingo

Horário: das 9h às 18h30

Local: Casa Firjan – Rua Guilhermina Guinle, 211, Botafogo, Rio de Janeiro

Entrada: Gratuita

ARTWEEK RIO: Quatro dias de inspiração, arte e conexões

O ARTWEEK RIO está de volta para sua segunda edição e promete transformar o Instituto Brando Barbosa, no Jardim Botânico, em um verdadeiro polo de arte e pensamento contemporâneo! De 4 a 7 de junho, o público poderá mergulhar em uma programação exclusiva que une artes visuais, design, música, moda, filosofia e gastronomia — tudo em um só circuito criativo.

Idealizado pela produtora cultural Elisangela Valadares, o evento traz uma exposição coletiva com 30 artistas visuais, além de um ciclo de palestras, encontros e vivências com nomes de destaque do cenário artístico, acadêmico e empresarial. Compositores, autores, empresários, curadores e especialistas vão discutir temas como o mercado de arte, colecionismo, processos criativos, sustentabilidade e bem-estar.

No encerramento, no dia 7 de junho, acontece o Ateliê dos BRICS, promovido pela Casa70Rio em parceria com a UFRJ, Casa Shopping, Cria Vinhos, Confraria Nota Azul, BriefCom Comunicação e Instituição Pro Bono, ampliando ainda mais o diálogo entre culturas e linguagens.

Toda a programação é presencial, com atividades acontecendo no Instituto Brando Barbosa (Rua Lopes Quintas, 497 – Jardim Botânico). Os ingressos custam R$ 120 e estão à venda no Sympla, com número de participantes limitado, sujeito à lotação.

Garanta já o seu ingresso, convide os amigos e venha viver uma semana de arte, encontros e novas conexões em um dos espaços mais charmosos do Rio.

A cultura te espera no ARTWEEK RIO!

 

Serviço:

Data: 4 a 7 de junho

Local: Instituto Brando Barbosa

Endereço: Rua Lopes Quintas, 497 – Jardim Botânico

Visitação: 04 a 07 de junho, 14h às 21h 

Ateliê dos Brics: 07/06, das 19h às 21h

Ingressos: R$120

Link de venda: 

http://www.sympla.com.br/event__2974681

Curadoria e concepção: Elis Valadares

MAR apresenta a mostra “Dança Barbot!” 

Dança Barbot! apresenta a trajetória e as contribuições do bailarino e coreógrafo Rubens Barbot (1949-2022) para a dança contemporânea no Brasil. A exposição conta com instalações, fotografias e vídeos, nos quais o público pode conhecer o trabalho pioneiro do artista.

Possibilitar que o público reflita sobre o corpo e a dança é um dos desejos do Museu de Arte do Rio (MAR), ao convidá-lo a apreciar a mostra. Realizada em parceria com o Terreiro Contemporâneo, a exposição homenageia o legado do renomado artista. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Amanda Bonan, com a assistência dos curadores Amanda Rezende, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos, além do curador convidado Gatto Larsen, que foi parceiro de vida de Barbot.

Na mostra, destacam-se registros de espetáculos emblemáticos e depoimentos de artistas que colaboraram com o coreógrafo. Para a curadoria, é importante ressaltar que, ao longo de sua trajetória, Barbot foi acompanhado por grandes fotógrafos, como Renan Cepeda, Léo Aversa e Wilton Montenegro. A exposição conta com a colaboração desses fotógrafos, que cederam as imagens que estão em exibição no Museu de Arte do Rio.

Com trabalhos centrados na cultura afro-brasileira, Barbot chega ao MAR com uma exposição única, que apresenta a contribuição deste bailarino que dedicou quase quarenta anos de sua vida à pesquisa dos movimentos dos corpos afro-brasileiros. “Acredito que a exposição está alinhada à linha curatorial do museu, ao plano museológico, que estabelece o MAR como um espaço de reflexão crítica sobre a história, não só da arte, mas também da arte contemporânea e de suas diversas linguagens artísticas. O Museu de Arte do Rio está trabalhando de maneira transversal, envolvendo diversas e diferentes linguagens”, destaca o diretor-executivo, Marcelo Velloso.

A mostra fica no MAR até o dia 31 de agosto de 2025.

 

Créditos: Beatriz Gimenes
Créditos: Beatriz Gimenes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Serviço: 

endereço: Museu de Arte do Rio -Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro-RJ

telefone: 21 3031-2741

Horário de funcionamento: Fechado às quartas-feiras/ Demais dias aberto.

Venda de Ingresso na bilheteria e/ou totens: 10h30 às 17h

Visitação ao pavilhão de exposições: 11h às 18h (ultima entrada às 17h)

Valor do Ingresso

Inteira: R$ 20,00

Meia-entrada: R$ 10,00

Terças-feiras: Gratuitas

Venda de Ingresso na bilheteria e/ou totens: 10h30 às 17h

www.museudeartedorio.org.br

 

Créditos: Beatriz Gimenes
Créditos: Beatriz Gimenes

Museu do Amanhã apresenta exposição sobre sonhos

O misterioso universo dos sonhos sob diferentes perspectivas é o tema da nova exposição do Museu do Amanhã. Selando uma inédita parceria curatorial com o neurocientista Sidarta Ribeiro, curador do próprio museu, “Sonhos: História, Ciência e Utopia” marca o início de uma programação comemorativa diversa pelos dez anos da instituição, a serem completados em dezembro de 2025.

A mostra apresenta a complexa teia dos sonhos — sejam lúcidos ou lúdicos, analisados por cientistas ou interpretados por esotéricos; os que moveram a psicanálise de Freud, inspiram a vida e a arte, ou os que dependem do descanso para promover saúde e qualidade de vida; sejam eles os sonhos dos ancestrais ou as utopias futuras.

Baseado em seu próprio livro “O Oráculo da Noite: A História e a Ciência do Sonho”, Sidarta, ao lado de Fabio Scarano, idealizou uma experiência tátil, científica e artística, proposta ao visitante por meio de recursos interativos, imagéticos e sensoriais.

Fabio Scarano comenta sobre a conexão entre a linha curatorial do biênio do Museu do Amanhã — que aborda diversas formas de inteligência para conceber futuros prováveis — e o tema da exposição: “Diferentes culturas lidam com o sonho não só como uma espécie de premonição, mas também como uma potência criativa de possibilidades que, em última instância, asseguram a própria preservação e perpetuação. Isso compõe a diversidade que a palavra ‘inteligência’ abriga.” E Sidarta conclui: “A esperança para nossa espécie — e tantas outras por nós ameaçadas — vem de um sonho compartilhado sobre um futuro verdadeiramente respeitoso, amoroso e — por que não? — delicioso de viver.”

Esse entendimento foi fundamental para o trabalho curatorial da dupla, que elaborou o percurso a ser atravessado pelo visitante entre ancestralidade, ciência, psicanálise, arte, utopias e uma boa oportunidade para um merecido relaxamento.

A mostra se inicia com a instalação “Labirinto — Somos Descendentes de Sonhadores”. Simulando um labirinto, com ilustrações, textos e jogos de luz e sombra, o visitante confere um panorama histórico de como os sonhos têm sido usados por diferentes povos e em diversas épocas como ferramentas de decisão, criação e aprendizado. Em seguida, em “Meditação — Sonhar-criar”, há um espaço de meditação guiada pela voz de Sidarta, aliada a sonoridades brasileiras. Com iluminação dinâmica e ativação olfativa, o local é revestido com materiais naturais e conta com redes, bancos e almofadas que provocam dinâmicas e atendem a diferentes necessidades.

 

Serviço:

endereço: Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20081-240

horário: Quinta a terça (fechado às quartas)  10h às 18h – Última entrada 17h

ingressos: www.sympla.com.br

exposição: até 27 de maio de 2025

 

 

 

 

 

 

 

MAC apresenta exposição em homenagem a Paulo Gustavo

O legado de Paulo Gustavo, um dos maiores talentos do humor brasileiro, recebe uma homenagem especial em formato de exposição imersiva e sensorial no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Com uma abordagem atual e multilíngue, “RIR, UM ATO DE RESISTÊNCIA” convida o público a vivenciar de perto a essência do artista, por meio de registros de sua vida pessoal e profissional, figurinos icônicos e sua admiração por obras contemporâneas. Mais do que um tributo à sua trajetória, o projeto, que nasce em sua cidade natal, é uma verdadeira imersão em sua irreverência, energia vibrante e amor pela arte.

Idealizada pela família, com Thales Bretas à frente do projeto, “RIR, UM ATO DE RESISTÊNCIA” conta com curadoria de Nicolas Martin Ferreira e co-curadoria de Juliana Cintra. A realização é da InterArt, com encerramento previsto para 1º de junho.

Thales Bretas, marido de Paulo Gustavo e idealizador do projeto, fala com carinho sobre a concepção:

“Esse é um presente cheio de amor para o público. A exposição foi pensada como uma homenagem afetuosa ao legado de Paulo Gustavo. Mais do que reviver sua genialidade, queremos acalentar o coração das pessoas de forma leve e inspirar novas gerações a enxergarem a arte e o humor como forças transformadoras e de resistência.”

A magia do riso e uma homenagem através da arte

Paulo Gustavo sempre enxergou o riso como um ato de resistência e transformação. Com uma abordagem lúdica e interativa, RIR, UM ATO DE RESISTÊNCIA convida o público a mergulhar em sua trajetória, explorando sua identidade cultural e suas paixões, como o teatro, a moda e as artes visuais.

Dividida em cinco galerias, a exposição apresenta registros inéditos de sua infância e juventude, além de figurinos icônicos de personagens inesquecíveis. Os visitantes poderão interagir com cenografias envolventes, reviver cenas marcantes de sua carreira e assistir a um curta-metragem exclusivo em um ambiente inspirado em uma sala de cinema.

GALERIA 1 – UMA VIDA À LUZ

Sua história é contada por meio de fotografias inéditas organizadas em uma linha do tempo que vai da infância à vida adulta. Episódios significativos ao lado da família e amigos se conectam a trajes e acessórios emblemáticos, exibidos em sofisticadas vitrines e manequins.

 

 

 

 

 

 

 

 

GALERIA 2 – O LÚDICO E O HUMOR

O encantamento do universo lúdico, do teatro e da comédia teve papel essencial na formação criativa de Paulo Gustavo. Em um cenário vibrante, o visitante se envolve com instalações interativas, peças representativas e elementos simbólicos. A experiência celebra sua devoção ao riso e à arte, com caixas de som reproduzindo falas memoráveis e um telão projetando momentos icônicos de palhaços que influenciaram sua trajetória no cinema e na televisão.

 

 

 

 

 

 

 

GALERIA 3 – A MODA COMO EXPRESSÃO

Uma projeção envolvente alterna registros de arquivo com figurinos marcantes, apresentados em requintados manequins. Seu estilo arrojado se traduz em sapatos cravejados de cristais, chapéus exuberantes e joias sofisticadas, onde cada detalhe conta um capítulo de sua jornada artística. Entre peças emblemáticas e itens de seu acervo pessoal, destacam-se criações de grifes renomadas como Comme des Garçons, Balmain, Saint Laurent e Gucci, além de exclusividades assinadas pelo estilista americano John Varvatos.

 

 

 

 

 

 

 

GALERIA 4 – UMA COLEÇÃO INSPIRADORA

Um conjunto notável de obras contemporâneas brasileiras, pertencente ao seu acervo particular, reflete suas inspirações e refinado olhar artístico. O espaço reúne trabalhos de grandes nomes como Miguel Rio Branco, Vik Muniz, Adriana Varejão, Os Gêmeos, Nelson Leirner, Rodrigo Matheus, Marcus Galan, Roberto Magalhães, Cristina Canale e Cinthia Marcelle. Na área externa do MAC, a escultura CDR-14, de Amilcar de Castro, com 2,5 metros de altura, simboliza sua presença marcante na cultura nacional.

 

 

 

 

 

 

GALERIA 5 – MULTISHOW APRESENTA 220 VOLTS DE HUMOR

Em colaboração com a TV Globo e o Multishow, uma acolhedora sala de exibição apresenta um curta-metragem exclusivo sobre a carreira de Paulo Gustavo. A seleção reúne cenas emblemáticas de suas produções no cinema, televisão e teatro, além de entrevistas inesquecíveis, proporcionando uma imersão no seu talento e revivendo as gargalhadas que deixou como legado.

 

Sobre o artista:

Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros, um artista completo. Ator, diretor, roteirista e apresentador, deixou sua marca na televisão, no cinema e no teatro, encantando o público com seu talento e carisma inigualáveis. Dono de uma trajetória extraordinária, tornou-se um dos maiores fenômenos de bilheteria do cinema nacional, conquistando milhões de espectadores com sua versatilidade artística e comunicação autêntica. Criador e intérprete da inesquecível Dona Hermínia, Paulo trouxe aos palcos e às telas uma personagem que dialogava diretamente com o povo brasileiro, abordando com sensibilidade e humor temas como família, diversidade e inclusão social. Além de sua genialidade cômica, foi um defensor incansável de causas sociais, usando sua arte como ferramenta para promover mudanças e dar voz a importantes questões. Seu humor afiado e carisma irresistível não apenas divertiram, mas também emocionaram, consolidando seu nome como um dos maiores ícones do entretenimento nacional.

Serviço

Exposição: Paulo Gustavo – “RIR, UM ATO DE RESISTÊNCIA”
Local: MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói / Mezanino
Período: até 01 de junho de 2025

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)

Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Boa Viagem, Niterói – RJ
Classificação: Livre

Informações sobre ingressos no site oficial do MAC: https://culturaniteroi.com.br/macniteroi/visitacao#ingressos

 

MAC Niterói apresenta “Inverso – Sobre Infinitos em Nós”

Com curadoria de Bê Sancho, Inverso ocupa a varanda do MAC Niterói com pinturas, poesias e esculturas que estimulam novas percepções sobre pertencimento e coletividade. A exposição sugere um duplo movimento de observação: primeiro, para fora, explorando a vastidão do cosmo e a expansão da luz; depois, para dentro, buscando as origens da nossa humanidade compartilhada.

A exposição reúne artistas como Bê Sancho, Lê Briones, Veruska Bahiense e Wil Catarina e fica em cartaz até o dia 1º de junho.

Serviço: 

MAC Niterói apresenta “Inverso – Sobre Infinitos em Nós”

Endereço:  Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói

Bilheteria: De terça a Domingo, das 10h às 17:30

Galeria: De terça a Domingo, das 10h às 18h (entrada até 17:30).

Pátio: Diariamente das 9h às 18h

Ingressos:

A bilheteria encerrará suas atividades 30 minutos antes do horário de fechamento do espaço expositivo para mais informações, visite: http://www.macniteroi.com.br/

Para comprar seu bilhete on-line – www.sympla.com.br

 

Mac-niteroi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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