PEGA ESSA ONDA
DOIS MAGISTRADOS E UMA MESMA PAIXÃO: SUBIR NA PRANCHA E DESLIZAR SOBRE O MAR. VEJA, AQUI, COMO O SURFE PODE AJUDAR, ATÉ MESMO, A SE TOMAR AS MELHORES DECISÕES NO TRIBUNAL.
Quando o relógio marca 5h30, eles já estão na praia. É assim que, de segunda a sexta, começa o dia do desembargador César Curi, do TJRJ, e do juiz federal Fábio Sousa, do TRF2. Religiosamente, antes de vestirem a toga, eles colocam a sunga para praticar o esporte que amam: o surfe. Morando perto de Itacoatiara, bairro da Região Oceânica de Niterói, curtem as ondas desse famoso reduto de surfistas, deixando um pouco de lado a rotina estressante dos tribunais para terem contato com essa natureza linda. “Aproveitar os primeiros minutos da manhã para fazer o esporte ajuda a ter uma rotina de trabalho bem melhor, muito mais suave e tranquila”, assegura César.

Fábio concorda: “O surfe nos ajuda muito na atividade profissional, e não só por ser um momento para a cabeça estar mais relaxada. Quando estamos no mar, temos que tomar decisões rapidamente, porque o surfe é um esporte muito difícil. A cada hora, a onda está em condições diferentes, e precisamos saber se vamos realmente dropar ou não. O tempo todo existe a atividade de decidir ali. E quando jogamos isso para o Judiciário, vemos que facilita também o nosso processo de decisão. É um treino constante sobre como decidir bem”.
Não é à toa que, para César, o surfe é uma grande filosofia de vida. “Aprendemos muitas lições nessa prática diária, como ter respeito pelo mar e autoconfiança para poder entrar, e saber que, mesmo estando sozinho na prancha, tem que ser solidário com quem está ao seu lado. No surfe, lidamos com o medo e com o desafio, mas também com a satisfação e o prazer. Toda vez que eu chego ao mar, é sempre uma sensação de privilégio e de gratidão. Eu agradeço todos os dias por poder vir à praia e pegar onda. Se Deus me permitir, quero surfar até o meu último dia de vida”, comenta o desembargador.

Tudo isso traz para eles inúmeras vantagens. César ressalta que a prática exige um preparo constante, como condicionamento físico, alimentação saudável e uma excelente noite de sono. E ele vê essas exigências do esporte como algo muito positivo: “Isso te prepara para o restante do dia, seja no trabalho, seja nas relações sociais”. Fábio, por sua vez, pensa que todos os “sacrifícios” que fazem hoje são para a construção de uma amanhã melhor: “É sempre importante planejar o futuro. Mas o mais importante é conseguir viver o hoje com equilíbrio. Afinal, você só constrói um amanhã de qualidade se começa a semear a partir de agora”. E isso ambos estão fazendo. Aloha, magistrados!
Sergio Maciel é vice-presidente da Revista Manchete, bacharel em direito, especializado em relações institucionais e governamentais






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