Vik Muniz leva imaginação, memória e gigantismo ao CCBB Rio
O que parece ser apenas um carrinho de brinquedo pode ganhar o tamanho de um automóvel real. Cinzas de um museu incendiado podem se transformar em um gigantesco pterossauro suspenso no ar. Molho de tomate vira obra de arte. Memórias da infância tornam-se esculturas monumentais. É justamente nesse território entre imaginação, ilusão e matéria que o artista Vik Muniz conduz o público em “Vik Muniz – A Olho Nu”, a maior retrospectiva já realizada sobre sua produção, que chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro a partir de 20 de maio.
Com curadoria de Daniel Rangel, que acompanha a trajetória do artista desde 1999, a exposição ocupa o térreo e o primeiro andar do CCBB Rio com mais de 220 obras de 43 séries diferentes, produzidas entre 1987 e 2026. Entre fotografias, esculturas, instalações e trabalhos inéditos, a mostra revela a amplitude criativa de um dos nomes mais importantes da arte contemporânea brasileira, reconhecido mundialmente por transformar materiais inusitados em imagens surpreendentes e profundamente simbólicas.
A edição carioca chega ainda mais robusta, incorporando cerca de vinte novos trabalhos em relação às etapas anteriores da exposição, incluindo cinco obras totalmente inéditas criadas especialmente para esta mostra. Entre os destaques está “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), apresentada pela primeira vez no Brasil. Com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos, a escultura reproduz em escala real um carrinho de brinquedo da infância de Vik Muniz e será instalada logo na entrada da exposição, no térreo do CCBB.
Outro grande impacto visual estará suspenso na Rotunda do centro cultural. A inédita escultura “Tropeognathus mesembrinus” (2026), da série “Museu de Cinzas”, foi criada com polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, destruído pelo incêndio de 2018. Com mais de oito metros de envergadura, o gigantesco pterossauro poderá ser visto tanto do térreo quanto dos andares superiores, reforçando a potência visual e simbólica da exposição.
A mostra também reúne séries raramente exibidas no Brasil, como “Principia”, “Verso”, “Colônias”, “Veículos Mnemônicos” e “Os Arquivos de Weimar”, criando um panorama abrangente da produção do artista ao longo de quase quatro décadas. O percurso expositivo apresenta desde seus primeiros trabalhos tridimensionais até as fotografias que o consagraram internacionalmente, sempre explorando a relação entre percepção, memória e imagem.
Entre os núcleos mais emblemáticos está a série “Relicário”, considerada um ponto de virada na carreira de Vik Muniz. Obras como “Herói”, “Dardos” e “O Segredo” brincam com a ambiguidade entre matéria e representação, utilizando materiais inesperados para desafiar o olhar do público. Foi justamente durante a documentação dessas esculturas que surgiu o interesse do artista pela fotografia, linguagem que se tornaria central em sua obra.
Além das peças inéditas, a retrospectiva traz esculturas restauradas e recriadas especialmente para a temporada carioca, ampliando ainda mais o caráter histórico da exposição. O público também poderá ver “Família”, da série “Álbum”, um retrato do artista ainda criança ao lado dos pais, revelando o aspecto íntimo e autobiográfico presente em diferentes momentos de sua produção.
Segundo o curador Daniel Rangel, “Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais”. Essa capacidade de transformar objetos cotidianos em experiências visuais extraordinárias é justamente o que faz da obra do artista um fenômeno capaz de dialogar tanto com especialistas quanto com o grande público.
“Vik Muniz – A Olho Nu” fica em cartaz no CCBB Rio de Janeiro até 7 de setembro de 2026, com patrocínio do Banco do Brasil, apoio do BB Asset e produção da N+1 Arte Cultura
Serviço: Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Temporada: 20 de maio de 2026 a 7 de setembro de 2026
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Dias e Horários: Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.
Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura
Contato: 21 3808-2020 | [email protected]
Mais informações em bb.com.br/cultura
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Está sendo realizada a 15ª edição da ArtRio, uma das feiras de arte mais importantes da América Latina, de 10 a 14 de setembro, na Marina da Glória. O evento reúne mais de 70 galerias, com obras modernas e contemporâneas de artistas brasileiros e internacionais, consolidando-se como um espaço de referência para o mercado de arte.
Em 2025, o impacto da ArtRio na programação cultural da cidade foi reconhecido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, que, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, realiza a primeira Semana de Arte e Cultura do Rio de Janeiro, de 07 a 14 de setembro, levando uma agenda artística diversificada a diferentes bairros e regiões da cidade.


Celebrando os 40 anos do álbum Exagerado, a exposição CAZUZA EXAGERADO será inaugurada no dia 12 de junho, ocupando mais de 1.500 metros quadrados no terraço do Shopping Leblon — bairro onde o artista viveu e se tornou símbolo da cena cultural carioca e nacional.
O público poderá conferir de perto itens raros do acervo pessoal preservado por Lucinha Araújo, mãe do artista e presidente da Sociedade Viva Cazuza. Entre os destaques: roupas de palco, manuscritos de letras e poemas, cartas, objetos pessoais, documentos, desenhos, fotos e vídeos inéditos. Muitos desses materiais serão expostos ao público pela primeira vez.
A exposição também apresenta áudios, vídeos, matérias de jornais e revistas digitalizadas, além de depoimentos de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Fernanda Montenegro, Frejat e Caio Fernando Abreu. “Reunimos memórias, sons, imagens e emoções que estavam comigo e que agora poderão tocar novas pessoas”, afirma Lucinha Araújo. “É uma exposição feita com o coração, pensando em quem ama música e acredita na força da arte.”







