A SAÚDE atrás da toga
VAMOS SABER O QUE UMA DAS MAIORES REFERÊNCIAS SOBRE O BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL DOS MAGISTRADOS TEM A DIZER SOBRE ESTRESSE, BURNOUT, ENVELHECIMENTO ATIVO E DESAFIOS FÍSICOS E EMOCIONAIS DE QUEM ENFRENTA O DIA A DIA NOS TRIBUNAIS.

Nesta edição, eu trouxe um convidado especial para a coluna: o cardiologista e geriatra Francisco Barreira, que é um médico muito querido de vários magistrados. Ele exerce a medicina há 54 anos e, desde a década de 1980, se dedica a atender a magistratura. Por dois biênios (nas presidências dos desembargadores Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho e Cláudio Melo Tavares), foi diretor do departamento médico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. E atualmente, em seu consultório, um número expressivo de advogados recebe os seus cuidados. Aqui, Barreira fala sobre as questões de saúde que podem envolver os magistrados.
Percebo que suas propostas de tratamento não são de proibir, mas sempre de sugerir algo que se adeque à realidade dos magistrados. Por que isso?
Porque eu vejo que os magistrados sofrem uma pressão muito grande com a carga de trabalho excessiva. Então, sei o que é hoje a luta e a dedicação da magistratura brasileira. Cansei de conviver com pessoas de dentro do Tribunal de Justiça e as vi trabalhando até em fins de semana. É um trabalho que não pode ser interrompido. Isso me orgulha, porque o médico também não para.
Eu queria a sua opinião sobre um assunto polêmico. Em 2015, foi criada a PEC da Bengala, que aumentou o tempo de aposentadoria para 75 anos. E hoje já ouvimos que existe um projeto para aumentar para 80, o que está sendo chamado de PEC do Andador. Do seu ponto de vista médico, existe uma idade ideal para o magistrado se aposentar?
Quanto a isso, temos que primeiro pensar que há (ou havia) um verdadeiro desperdício de cérebros privilegiados no que tange ao exercício da magistratura, por conta da sabedoria acumulada ao longo dos anos. Nesse sentido, acho que a aposentadoria não deveria ser feita por uma classificação etária. Conheço pessoas que, aos 80 anos, ainda estão esbanjando conhecimento, vitalidade, memória e precisão de posições, e também conheço outras que, precocemente, vêm perdendo a sua capacidade cognitiva. Então, se possível fosse, deveríamos fazer um inquérito embasado num tripé: a observação do médico em relação à pessoa, exames de imagem e laboratoriais, e a própria propensão do magistrado que não quer se afastar. A partir daí, podemos estabelecer uma realidade para ele, abandonando aquela cartorial, da certidão de nascimento. Há pessoas que não deveriam se aposentar.
Mesmo assim, como lidar com a iminência da chegada da aposentadoria?
Há que se estabelecer um preparo pré-aposentadoria. Isso porque, dentro de qualquer instituição, não raramente vemos quadros agudos de depressão ou tristeza, por conta daquela ilusão de se aposentar e ir para o interior criar galinha. Mas isso não abastece a mente de uma pessoa que a vida toda exerceu determinada profissão. Se possível, a aposentadoria há que ser um momento não compulsório, muito pensado por parte de quem está trabalhando.
Nos dias de hoje, qual seria o grande vilão da saúde do magistrado?
Acho que o grande vilão não só dos magistrados, mas principalmente deles, é a sobrecarga de trabalho, que tem como consequência inevitável o estresse. Este é o grande inimigo que mais mata hoje, mais que câncer e do que outras doenças graves, por atingir o segmento cardiovascular. Há duas coisas principais dentro do deterioramento do sistema cardiovascular: uma é a genética, a outra é o estresse. Hoje, fala-se muito no burnout, que seria o momento em que o organismo não suporta mais as adversidades do estresse. Se passarmos a conviver melhor com isso, e há uma série de maneiras de assim fazermos, minimiza-se a possibilidade de um burnout e de um evento cardiovascular.
Sergio Maciel é vice-presidente da Revista Manchete, bacharel em Direito, especializado em relações institucionais e governamentais






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De lá para cá, as mulheres conquistaram seus direitos, mas ainda estão em processo de evolução, e, para isso, contam com a nossa legislação e com profissionais que se dedicam ao exercício do cumprimento da lei. Para combater a importunação sexual nos desfiles das escolas de samba, a juíza do TJRJ, Luciana Fiala, desempenhou um importante trabalho com sua equipe junto à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). “Temos pesquisas que indicam que, de cada dez mulheres, sete já sofreram assédio durante o Carnaval ou vão sofrer. Então, fizemos a capacitação de seguranças e daqueles que trabalham nos camarotes do sambódromo para saberem como atender à mulher vítima de violência”, disse a juíza especialista em Direito Penal.
Uma grande inspiração para a realização da campanha “Não Força!” é a história que presenciei anos atrás da nossa também convidada palestrante Fernanda Alves, criadora da conta no Instagram @horadefalaroficial. Na época, ela me pediu ajuda para denunciar um caso de assédio e, apesar do medo dela, podemos afirmar que foi a decisão certa. O final feliz aconteceu graças ao gesto de coragem da Fernanda, que compartilhou sua história de superação com a plateia. “Nós temos o dever de denunciar esse tipo de crime. É difícil? Sim, o processo às vezes é lento, você tem que ficar repetindo as mesmas falas, mas é necessário! Se você permanecer em silêncio, vai fortalecer aquele agressor e ele vai fazer com outras mulheres. A denúncia quebra o ciclo de abuso”, enfatizou Fernanda.

A relação entre Brasil e China nunca esteve tão dinâmica. De parcerias comerciais a intercâmbios acadêmicos, o diálogo entre as duas nações vem se fortalecendo em diversas frentes. Para falar sobre esse tema, conversei com Thomas Law, mestre em Direito das Relações Internacionais Econômicas, doutor em Direito Comercial e presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) – entidade que atua na integração entre os dois povos e na difusão de suas culturas. Com sólida experiência internacional, o especialista comenta como o Brasil pode ampliar as oportunidades com o país asiático, a importância do respeito às tradições locais e os novos caminhos abertos pela tecnologia.
Como o senhor avalia o sistema jurídico chinês em comparação ao brasileiro?
Nos anos 80 e 90, o que se via no gramado? Jogadores estampando nas camisas a imagem dos patrocinadores do time. Era a forma de injetar dinheiro para alavancar os clubes. Mas, com o passar do tempo, esses patrocínios foram perdendo força. Até que, em 2021, foi criada a Lei nº 14.193, a SAF, como um instrumento jurídico que assegura a entrada de investidores nos clubes de futebol brasileiros, para uma melhora na gestão administrativa. A seguir, veja o que Rafael Rolim diz a respeito.


Vamos iniciar pelo próprio Cinelli, que, por pouco, não deixou a música de lado. “Quando entrei para a magistratura, parei de ter banda. Mas, depois de um tempo, resolvi gravar minhas músicas autorais. Fui procurando meus amigos músicos, até bater na porta do Menescal, que o desembargador Elton Leme havia me apresentado”, lembra. A partir daí, começou a sua parceria com esse grande nome da Bossa Nova, resultando em encontros mensais e na criação de várias músicas. “A vida nos aproximou,
para a minha sorte”, comemora.


A recuperação judicial somente pode ser feita com empresas quebradas?

Nós, da Revista Manchete, decidimos vivenciar de perto a cumplicidade que existe na vida desse casal, tanto em suas trajetórias de excelência no serviço público quanto na paixão pelo mar. Para isso, convidamos os dois para fazerem a travessia entre a Praia Vermelha e o flutuante da Urca. E o desafio foi aceito! Num domingo bem cedo, Rogério e Vanessa colocaram a touca e os óculos de natação e caíram no mar da Baía da Guanabara, tendo o Pão de Açúcar como testemunha de suas braçadas.
urança Cibernética na Alta Gestão, em 7 de maio, dos doutores Rogério Galloro, Marcelo Silva e José Júnior, ao lado do ministro Luiz Fux, do STF. Um tema essencial para os novos tempos, abordado com profundidade e visão estratégica.

Em 5 de junho, durante o seminário promovido pela Associação Nacional dos Desembargadores (Andes), ao lado do ministro Alexandre Belmonte, do TST, e do desembargador Leonardo Borges, do TRT-1. Um encontro marcado por importantes reflexões sobre o futuro da justiça do trabalho.
No dia 29 de maio, ao lado do presidente do Instituto dos Magistrados do Brasil (IMB), desembargador Jean Saadi, durante o lançamento da coluna Judiciário, da Revista Manchete. Um momento especial que celebra o compromisso com a informação de qualidade e a
valorização do Poder Judiciário.







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Os direitos e deveres da família são regulamentados e revistos de forma a garantir ao segurado a certeza de que haverá algum tipo de proteção para seus dependentes em caso de sua falta ou de impossibilidade de sustento. Esse é o momento em que se entrelaçam o direito previdenciário e o direito de família, caminhando lado a lado em decisões judiciais. A sentença do juiz da Vara de Família vai ser usada junto à Previdência Social para que a pessoa em questão possa exercer seu direito de uma pensão por morte, por exemplo.
