Do sushi à imersão cultural japonesa: os restaurantes Haru Ichiban e Umai dão um show de excelência.

Prestes a completar 11 anos, o Haru Ichiban, localizado em Copacabana, nasceu como um sushi bar e se transformou em um complexo gastronômico sob o comando do talentoso chef e restaurateur Menandro Rodrigues. O local, um dos melhores restaurantes japoneses do Brasil, é reconhecido pelo Guia Michelin e pelo 50 Best Discovery 2025, sendo referência em excelência.

Além desses títulos, o restaurante já foi bicampeão da Veja Comer & Beber em 2022 e 2023, eleito o melhor japonês do Rio Gastronomia em 2023 e ficou entre os 100 melhores restaurantes do Brasil no ranking Exame 2024.

“O Haru é um restaurante super acolhedor e muito inclusivo, que dá ao público a oportunidade de escolher o tipo de experiência que deseja. É possível saborear peixes incríveis e técnicas refinadas, sempre respeitando a sazonalidade dos ingredientes e, principalmente, a tradição japonesa. Mas também é possível vir ao restaurante para apreciar opções mais comerciais. Tudo depende da intenção com que se chega aqui.” – diz Menandro

Sem sócios nem investidores, o sommelier de formação também acumula a função de chef executivo, já que, desde a pesca até o mais delicado prato que chega à mesa ou ao balcão, tudo passa pelo seu crivo apurado.

O restaurateur obstinado está em constante evolução como profissional, por meio de cursos de certificação nacionais e internacionais, além de viagens frequentes, a fim de ampliar sua visão sobre hospitalidade e excelência em gastronomia.
Do sushi bar (no térreo, em área pet friendly) à sobreloja (um elegante restaurante), o menu é o mesmo — e um espetáculo à parte.

Da ala quente, o bun de porco crocante (R$ 29) e as gyozas de porco ou cogumelos (R$ 54 ou R$ 56, cinco unidades) fazem sucesso. O atum bluefin tem um setor próprio, com peças especiais e os melhores cortes do peixe, oferecendo opções como duplas de akami (R$ 54), chutoro (R$ 69) e otoro (R$ 83). O combinado Hitori (R$ 179, 19 peças) é a melhor forma de experimentar o que há de mais fresco em peixes e frutos do mar no dia.

Haru Ichiban e Umai

Haru Ichiban

O Haru Ichiban também é reconhecido como o restaurante com a carta de sakês mais completa do Brasil, com menção no Guia Michelin. A casa conta ainda com a máquina Wine Emotion, que oferece oito rótulos de sakês premium e permite a degustação em taça, mantendo o frescor e todas as características da bebida.

E para quem busca uma experiência ainda mais exclusiva, no mesmo segundo andar fica o Umai. Em 2024, Menandro repaginou a sala omakase do Haru (pioneira no Rio de Janeiro, inaugurada em 2021), que ganhou marca própria e se tornou sinônimo de excelência e sofisticação no país.

Umai

Com equipe e identidade próprias, o Umai (que significa “habilidoso” em japonês) recebe até 20 pessoas por noite, com serviço exclusivo mediante reserva (R$ 490 por pessoa). São 16 etapas que giram em torno de peixes frescos da nossa costa, como perna-de-moça, xerelete e piraúna, sempre respeitando a sazonalidade e com baixo impacto ambiental. Tanto o shoyu quanto todos os dashi (caldos) são produzidos na própria casa, e os demais ingredientes são majoritariamente locais e provenientes de pequenos produtores, como o mel de abelhas nativas e frutas brasileiras da estação.

Mas o empreendedor Menandro Rodrigues não para por aí. Ainda no primeiro semestre de 2025, o terceiro andar do prédio onde funcionam o Haru e o Umai ganhará mais uma opção exclusiva sob seu comando. Esse novo conceito, nascido no Japão, é um convite à imersão musical. Diferente dos bares tradicionais, onde o som é apenas um complemento, o 111 Listening Bar colocará a música no centro de uma experiência autêntica e intimista, com curadoria de DJs renomados. A proposta contará ainda com uma carta de coquetéis sofisticada, sob o comando do mixologista Leonardo Santos, e um cardápio distinto do que já é conhecido pelos clientes do Haru e do Umai.

Vale a pena conferir o complexo que, além da excelência gastronômica, oferece uma verdadeira viagem pela cultura oriental.

 

Haru Ichiban
endereço: Rua Raimundo Corrêa 111, Copacabana
Terça a domingo, das 12h às 16h e das 18h às 23h
Reserva: +55 21 99677-5745

UMAI
endereço: Rua Raimundo Corrêa 111, Copacabana
Terça a domingo, 19h ou 21h30 (duas horas de serviço por noite)
Reservas: +55 21 96883-5146.

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O Churrasco Fogo de Chão em pelo funcionamento com todos os seus utensílios. As carnes ficam estrategicamente posicionadas, a uma distância que permite o cozimento lento, mantendo a suculência.

Os diferentes tipos de churrasco fazem parte da culinária brasileira, e o fogo de chão é o mais comum entre os gaúchos. No município de Areal, no Estado do Rio de Janeiro, existe um lugar feito especialmente para criar memórias baseadas nessa experiência gastronômica. O Sunset Fogo de Chão nasceu da vontade de compartilhar a simplicidade e a riqueza dessa técnica tradicional em um ambiente que convida à conexão entre gastronomia, natureza e a tradição gaúcha.

Segundo a idealizadora do espaço, Flávia Arari-pe, o Sunset Fogo de Chão surgiu por acaso, a partir de um churrasco de família no alto de um monte durante uma noite de lua cheia. A ideia deu tão certo que os eventos foram se repetindo e se profissionalizando.

O assador Douglas Hertal no preparo da costela

Hoje, o local vem atraindo pessoas de várias regiões, não só com a finalidade de desfrutar de uma boa carne, mas também de um ambiente agradável e charmoso, transformando momentos simples em confraternizações inesquecíveis. Para participar do Sunset, a lista de espera é grande e pode levar até dois meses para conseguir uma reserva. Os eventos acontecem sempre no final da tarde e o Celeiro abre suas portas às 16h. Logo que os clientes chegam ao local já se deparam com uma vista panorâmica do vale, iniciando o programa com um belíssimo pôr do sol e encerrando a noite com o jantar e muita música.

O espaço rústico e acolhedor do Celeiro Monte Alto, com sua vista panorâmica. O cenário é deslumbrante, cercado pela natureza.

“Nós, gaúchos, utilizamos mais o pernil de cordeiro e o leitão, enquanto aqui são mais comuns a picanha e o frango. O tempero se resume exclusivamente ao sal grosso, podendo ser complementado com um suco cítrico, como limão ou laranja, nas carnes de porco, o que dá um toque especial e perfeito.”

Aline Marques (assadora e chef do Celeiro)

O pernil de cordeiro, assados lentamente.

Mas, para preparar uma carne no típico fogo de chão gaúcho, a tarefa não é tão simples. Reproduzir essa técnica exige fogo, carne, espeto, sal, um chão apropriado e, claro, muita paciência e dedicação. O tempo de cocção varia de acordo com o corte e a espessura da peça. O processo pode demorar até 12 horas, mas o resultado é memorável. A carne, nesse processo, fica mais suculenta, com um sabor natural realçado, além do toque defumado e da crocância externa que tira o fôlego de qualquer carnívoro.

Fomos desvendar o passo a passo desse preparo com o casal de assadores e chefs do Celeiro, Douglas Hertal e Aline Marques, que admitem que, por trás desse sucesso, há alguns segredinhos importantes a serem levados em conta no preparo.

O leitão à pururuca finalizado depois de 8 horas de cozimento na brasa

Douglas faz questão de destacar a importância da montagem do fogo. A mistura do carvão com a madeira de eucalipto vermelho é fundamental para realçar o sabor defumado do churrasco. Além disso, ele afirma que, na hora de assar, a temperatura do fogo e a posição das carnes na churrasqueira também influenciam no bom resultado.

“Começamos o primeiro passo do processo colocando as costelas no espeto e deixando o lado do osso virado para o fogo, assim, a carne fica mais saborosa. Esse tempo de cocção dura cerca de sete horas, e, faltando uma hora para servirmos, a peça é virada no sentido oposto, garantindo que a carne fique suculenta e não resseque”, afirma Douglas. Quanto à temperatura ideal do fogo, ele rapidamente responde: “É fácil! Basta fazer o teste: quando aproximo meu corpo e não me queima, já está bom!”.

Outro fator importante a ser observado é o tipo de carne utilizado. Para Aline, cortes como costela, leitão e pernil de cordeiro são ideais para manter a suculência. Ela também diferencia o churrasco do Sul e o do Rio de Janeiro, afirmando que a distinção vai além do método de assar e inclui os tipos de carne usados.

Além dos espetos e grelhas, a estação de fogo de chão apresenta um varal — um acessório diferenciado que auxilia no cozimento de acompanhamentos como legumes, frutas e linguiças. Os alimentos são pendurados e assam por horas, em um processo lento de defumação. As dicas dos chefs para acompanhar as carnes vão desde batatinhas com alecrim e azeite até maçã e abacaxi assados. Aline ressalta que, durante todo o processo, a fumaça é um elemento importantíssimo, sem a qual o evento não seria um verdadeiro churrasco gaúcho.

A estrela do churrasco, a costela de boi assando no fogo de chão, dando ênfase no derretimento da gordura.

As peças de costela são colocadas com a parte dos ossos voltada para o fogo, somente na última hora são viradas do outro lado, garantindo a suculência

A jornalista Germana Puppin acompanhada da assadora e chef Aline Marques, com seu traje típico gaúcho

Quando o final da noite se aproxima, o evento encerra com chave de ouro: a hora da degustação. Depois de todo o processo, a primeira mordida é um momento único. É ali que as pessoas entendem o porquê de tanta dedicação. A grande estrela do churrasco, a costela assada por oito horas, se desmancha na boca, suculenta por dentro e crocante por fora.

Afinal, é no tempo que está o grande segredo. Essa confraternização em torno do fogo proporciona não só uma deliciosa refeição, mas também transforma, com sua rusticidade, o ambiente em um lugar sofisticado e acolhedor, tornando-se uma atração imperdível para os amantes da gastronomia.