MODA
RIO FASHION WEEK
O RETORNO AO PROTAGONISMO DA MODA
APÓS CERCA DE UMA DÉCADA SEM UMA SEMANA ESTRUTURADA, DESDE O FIM DO FASHION RIO, A CIDADE MARAVILHOSA VOLTOU AO CALENDÁRIO COM PROPOSTA CONTEMPORÂNEA E INTEGRAÇÃO AO SÃO PAULO FASHION WEEK, REFORÇANDO SEU PAPEL COMO POLO CRIATIVO E ECONÔMICO.
O Rio de Janeiro voltou a ocupar seu lugar natural: o centro da moda. Depois de anos fora do circuito, a cidade recebeu a Rio Fashion Week 2026, entre 14 e 18 de abril, transformando seus belos cenários em experiências que uniram criação, cultura e estilo. O evento ocupou espaços emblemáticos e colocou o Rio como protagonista de uma narrativa que vai além da passarela.
A maior parte dos desfiles aconteceu no Pier Mauá, com ativações espalhadas pela cidade, conectando moda, paisagem e lifestyle carioca. O cenário deixou de ser pano de fundo e passou a ser parte da experiência.
Ao longo de 20 desfiles, foram percorridos 174 quilômetros de passarela, o equivalente a quatro maratonas. O Pier Mauá recebeu cerca de 30 mil pessoas em quatro dias, além de apresentações em locais icônicos. Entre a abertura com a Osklen e o encerramento com a Lenny Niemeyer, mais de 400 modelos desfilaram com 1.050 looks.
Na passarela, 20 marcas mostraram suas coleções. O line-up reuniu nomes como Osklen, Salinas, Lenny Niemeyer, Isabela Capeto, Handred, Piet, Dendezeiro e Misci. Para Sharon Azulay, diretora criativa da BlueMan, o retorno tem significado especial: “Participar de volta de um evento de moda na cidade do Rio representa muito. O Rio é um berço de inspiração de comportamento, não é refém da moda, ele dita moda através do comportamento. O Rio merece eventos como esse”. A fala reforça a identidade carioca ligada à praia de Ipanema como símbolo de estilo.
MODA DE TODO O BRASIL
Entre as novidades, os destaques ficaram com a mineira Hisha e a paulistana Argalji. A Hisha apresentou a coleção Doura, com brilho, força feminina e trabalho artesanal. O desfile emocionou o público. A influenciadora Jade Seba destacou: “O final do desfile com a noiva foi algo muito especial. Tudo estava magnífico e muito emocionante”. Já a
Argalji chamou a atenção por representar o lado mais novo, experimental e autoral da moda brasileira, equilibrando tradição e renovação, que foi justamente uma das propostas da edição. O evento também reuniu marcas de diferentes regiões do Brasil, como Misci, Aluf, Normando, Dendezeiro e Helô Rocha. A Adidas foi a única marca internacional.
As Business Sessions reforçaram o papel da moda como indústria. “A curadoria foi pensada de forma estratégica, para tirar a moda da bolha e ampliar o acesso ao conhecimento”, considerou Olivia Merquior, curadora de conteúdo do evento. Já Rodrigo Andrade, CEO da Dress To, destacou a importância da troca de experiências no setor.
A Rio Fashion Week revela um novo momento. Um encontro entre tradição e futuro, entre identidade e criação. O Rio de Janeiro retoma o protagonismo no circuito da moda nacional com a edição inaugural da RFW 2026 e reafirma sua vocação para inspirar o Brasil e o mundo.
Germana Puppin é jornalista, com experiência consolidada na área de telejornalismo. Apaixonada por gastronomia, artes e viagem






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