MATÉRIA DO MÊS

EQUIPE 10
EVENTOS DÃO UM UP NAS EMPRESAS

MUITO ALÉM DA CONFRATERNIZAÇÃO, ENCONTROS CORPORATIVOS GANHAM ESPAÇO COMO FERRAMENTA DE CULTURA, INTEGRAÇÃO E FORTALECIMENTO DOS TIMES. E, NESSE CENÁRIO, EMPRESAS ESPECIALIZADAS EM GRANDES PRODUÇÕES, COMO A EQUIPE 10, MOSTRAM COMO ESTRATÉGIA E EXECUÇÃO PRECISAM CAMINHAR JUNTAS. CONHEÇA AQUI OS DETALHES PARA GARANTIR O SUCESSO DESSE OBJETIVO.

Quando uma empresa planeja uma confraternização, uma convenção ou um grande encontro interno, a primeira pergunta costuma envolver orçamento: quanto custa reunir centenas ou milhares de colaboradores? Mas existe uma questão anterior, mais estratégica: qual impacto esse encontro pode gerar dentro da organização? Em um ambiente de trabalho cada vez mais híbrido e digital, esse entendimento vem mudando, e criar momentos presenciais capazes de aproximar pessoas ganhou outro peso.


Quando uma organização reúne seu time em torno de uma experiência, cria espaço para fortalecer relações, comunicar valores, reconhecer conquistas e transformar mensagens institucionais em algo concreto. Por exemplo, uma convenção pode alinhar diferentes áreas em torno de uma nova estratégia. Uma confraternização pode representar reconhecimento depois de um ciclo de trabalho. Um encontro de liderança pode aproximar pessoas que passam meses interagindo apenas por telas.

Para a Equipe 10, empresa com mais de 25 anos de atuação no mercado de eventos corporativos, o ponto de partida está em entender o que a empresa deseja provocar naquele público. “Se o objetivo é reconhecimento, o evento pede uma linguagem. Se a prioridade é integração, os espaços e ativações precisam estimular encontros. Se existe uma nova estratégia a ser apresentada, devem trabalhar juntos conteúdo, cenografia e audiovisual para reforçar a mensagem”, explica Renata Costa, CEO da Equipe 10.

O EVENTO ACABA, O IMPACTO FICA

À frente da Equipe 10, Renata Costa cria eventos corporativos inesquecíveis, fazendo uso de criação, produção, cenografia, marcenaria, mobiliário, audiovisual e logística

Para trazer à realidade o que é alinhado com as empresas, há toda uma operação envolvendo criação, produção, cenografia, marcenaria, mobiliário, audiovisual, logística, montagem, desmontagem e equipes técnicas trabalhando dentro de um cronograma que obedece a uma regra: a data do evento não muda. E alguns cases de sucesso da Equipe 10 foram o Encontro de Revendedores Supergasbras, realizado na Costa do Sauípe, na Bahia, reunindo mais de 1.400 participantes, e o World Legends Cup, evento internacional com grandes nomes do futebol mundial, que trouxe um desafio adicional: apenas seis dias de produção.

 

“Os exemplos mostram que grandes produções não dependem apenas de boas ideias. Dependem da capacidade de transformar essas ideias em algo executável, dentro do prazo e com controle sobre todas as etapas”,

garante Renata.

No dia seguinte ao evento, palcos são desmontados, estruturas deixam o espaço e equipamentos retornam ao galpão da Equipe 10 – que possui mais de 3.000 m² e um acervo superior a 10 mil itens, entre mobiliário, decoração e estruturas.

 

A parte física desaparece rapidamente, mas o impacto pode continuar nas conversas, nas conexões criadas, no reconhecimento recebido e na maneira como aquele time percebe sua relação com a companhia. “Para empresas que entendem cultura, pessoas e pertencimento como ativos do negócio, encontros presenciais deixam de ser apenas uma celebração e passam a representar investimento na relação entre a organização e as pessoas responsáveis pelo seu

 

EMPREENDEDORISMO
SOL FERREIRA
A CORAGEM DE SER OUSADA

DE COLORISTA A EMPRESÁRIA, ELA TRANSFORMOU TALENTO E DETERMINAÇÃO EM UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO. HOJE, À FRENTE DO SALON & SPA I AM, EM IPANEMA, ELA MOSTRA COMO TRABALHO, PERSISTÊNCIA E PAIXÃO PELA PROFISSÃO PODEM ABRIR NOVOS CAMINHOS.

Paraibana, de origem humilde, casada com um porteiro e mãe de dois filhos, Sol Ferreira construiu sua trajetória profissional com tesoura, pincel, talento e muita disposição para trabalhar. Começou como assistente na rede Werner Coiffeur, se tornou cabeleireira e colorista e conquistou uma clientela fiel. Ser dona de salão? Isso não fazia parte dos planos. Até que uma provocação de seu filho, Henderson Oliveira, começou a mudar o rumo de sua história.
Em 2022, Henderson perguntou à mãe se ela já havia pensado em se tornar sócia de um salão. Sol disse que não, porque gostava da vida que levava: atendia suas clientes e voltava para casa sem as preocupações de quem comanda um negócio. Mas o filho insistiu. “Apesar de eu ter recusado a ideia, uma sementinha ficou plantada na minha cabeça”, lembra a cabeleireira.

Henderson enxergava em Sol um potencial maior. “Quando surgiu a possibilidade de minha mãe ser dona de salão, eu disse que ela tinha que abraçar essa chance, porque, apesar de estar feliz onde trabalhava, ter um salão traria proporções muito grandes, de acordo com o tamanho que ela poderia chegar”, conta o rapaz.

Diante de tanto incentivo, a sementinha germinou: Sol aceitou entrar como sócia do I AM, no coração de Ipanema. Enquanto continuava trabalhando como colorista no Werner, acompanhava discretamente a transformação do imóvel – que antes abrigava um banco – em salão de beleza. A sociedade, porém, reservava uma surpresa nada agradável. Ela conta que, faltando 15 dias para a inauguração, os 15% que teria no negócio foram retirados e Sol passou de sócia a funcionária.

A HORA DO RECOMEÇO

A reviravolta veio em janeiro de 2024. Quando um dos investidores decidiu encerrar as atividades, chamou Sol, pediu desculpas pelo que havia acontecido e lhe ofereceu a oportunidade de assumir o salão. Ela relembra o que ouviu dele: “Sol, por honra, te devo devolver o I AM”.


Era a chance que ela não esperava, que chegou juntamente a um desafio enorme. “Eu só sabia fazer cabelo”, pensava na época. A solução veio de dentro da família. A irmã Rosa assumiu a área financeira; Mara, nora da irmã, entrou para ajudar no marketing e em outras atividades; e Sol fez aquilo que sabia melhor: arregaçou as mangas e se tornou uma das proprietárias do Salon & Spa I AM.

Hoje, à frente do espaço, a empresária transformou o salão em um negócio que reúne cortes, penteados, coloração, manicure, pedicure, massagens, tratamentos faciais e serviços de spa. O nome traduz o conceito: I am, em inglês, significa eu sou. “O I AM é tudo o que você quiser ser aqui. Você pode querer ser ruiva, morena, loura, emagrecer, receber uma massagem…”, garante Sol.

E, como dona, ela faz questão de estar presente em cada detalhe: chega antes das 9 horas, verifica o salão e, muitas vezes, só vai embora depois da meia-noite. “É uma luta diária. Não é fácil manter um salão organizado. Mas tenho o maior prazer, porque amo o que faço. O I AM é meu terceiro filho”, conta. Para a manicure Aline Ferreira, que trabalha no local há dois anos, essa presença faz diferença:

“Ela é exatamente aquilo que o nome dela diz: é o sol da vida de vários profissionais. Está sempre com a gente e nos entende. É uma pessoa extremamente humana”.

Depois de descobrir os desafios de empreender, Sol faz questão de dividir uma lição que aprendeu: não basta investir dinheiro ou ter uma boa ideia. “Se você quer que alguma coisa vá adiante, tem que estar à frente do negócio. Tem que ter coragem, vontade e amor pelo que faz”, aconselha.

 

E disso ela não tem dúvida: “Eu sou cabeleireira. É o que faço muito bem. Agradeço muito pela minha profissão”.

 


EMPREENDEDORISMO

CONECTA LAB:
IA ACELERA A INDÚSTRIA

DA REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS À MELHORIA DO ATENDIMENTO, A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL JÁ COMEÇA A MUDAR A REALIDADE DE PEQUENAS INDÚSTRIAS FLUMINENSES. CONHEÇA O PROGRAMA DA FIRJAN IEL QUE APOIA 19 EMPRESAS NA ADOÇÃO DE SOLUÇÕES INOVADORAS.

Transformar desafios em soluções com o uso da inteligência artificial. Parece uma proposta inovadora, mas de difícil aplicação para empresas que ainda carecem de recursos. Para mudar esse panorama, a Firjan IEL – que desenvolve líderes e empresas por meio de educação executiva, consultorias, pesquisas de tendências e conexões para a aceleração da indústria – lançou, em agosto do ano passado, um edital convocando as micro, pequenas e médias indústrias de todo o estado do Rio de Janeiro para participarem do programa Conecta Lab, que daria um aporte de R$ 50 mil para cada empresa selecionada, além de qualificação, mentoria e acompanhamento para auxiliar na aceleração de seus resultados.

Em fevereiro, as 19 empresas escolhidas participaram da Trilha de Transformação Digital em Inteligência Artificial, desenvolvida especialmente para o programa de aceleração. unindo capacitação e mentoria com profissionais especializados para apoiar as empresas no aprofundamento de seus desafios e na construção de um plano de trabalho para implementar uma solução de IA. Em abril, as empresas selecionadas apresentaram seus planos de trabalho para uma banca de especialistas e executivos da Firjan e, após a aprovação, receberam os recursos para iniciar a implementação de seus projetos, cuja conclusão deve se dar até outubro de 2026. Além disso, as empresas têm participado de visitas técnicas e ações de conexões com o ecossistema de inovação.

“O Conecta Lab nasceu desse papel da Firjan IEL de conectar indústrias fluminenses a soluções inovadoras para se tornarem mais competitivas. Nós atuamos como uma ponte entre esses diferentes atores. De um lado, estão as indústrias, com seus desafios e necessidades reais; de outro, estão startups, universidades e centros de pesquisa que desenvolvem soluções e que podem contribuir para esses desafios”, esclarece Felipe Moret, gerente de Desenvolvimento e Inovação Empresarial da Firjan IEL. E, para isso, Felipe revela que é a primeira vez que destinam R$ 1 milhão para apoiar pequenas e médias indústrias do estado.

Na foto acima, Antonio Carlos (ao centro) junto à equipe da Matinal Alimentos e de Marcos Oliveira (primeiro da direita), da Firjan IEL, que foi visitar a fábrica de leite em pó

Este grande feito também é comemorado por Marcos Oliveira, especialista em projetos da Firjan IEL, que literalmente pega na mão dos empresários selecionados. “Temos empresas do Sul Fluminense, do Norte Fluminense, da Região Serrana, de Niterói e também da capital. E vemos que esses empresários estão bem animados, buscando inovar e percebendo as oportunidades. Ficamos muito contentes por ter selecionado um grupo tão bom e que está fazendo do Conecta Lab um sucesso. Isso nos orgulha muito, mas ainda temos trabalho pela frente”, garante Marcos.

INDÚSTRIAS ESTÃO DECOLANDO

Entre as empresas que estão em aceleração graças ao programa, está a The Blacksmith Company, de Volta Redonda, que trabalha com caldeiraria e estruturas metálicas. “Trouxemos para o Conecta Lab uma dor antiga da nossa indústria, com relação às sobras de material, ao controle de estoque e ao desperdício. E, com as mentorias, conseguimos uma ajuda da visão computacional, que fica o tempo inteiro filmando o processo de corte da máquina, analisando o material que está sendo bem aproveitado e o que sobra, para ver se pode ser reutilizado em outro processo ou se realmente já pode ser eliminado como sucata”, conta Aline Abreu, CEO da The Blacksmith Company.

Outra empresa beneficiada é a gráfica Rio-DG, que fica na cidade do Rio de Janeiro. “Estamos implantando a inteligência artificial no nosso atendimento através do Conecta Lab. Queremos ampliar para 24 horas por dia, sete dias por semana, permitindo que o cliente possa interagir com a nossa inteligência, obtendo orçamentos, status de pedido e informações relevantes. Ao qualificarmos esse atendimento, aumentaremos a nossa conversão e o volume de vendas”, espera Vicente di Giorgio, proprietário da gráfica. Ele revela que o aporte de R$ 50 mil foi investido em aquisição de hardware, desenvolvimento de softwares e integração entre os sistemas. Com isso, os resultados já estão chegando: “Conseguimos atender a um maior número de clientes com a mesma equipe, permitindo que pudéssemos passar informações mais precisas e mais assertivas. Isso certamente terá impacto nos resultados financeiros da empresa em curto prazo”, acredita o empresário.


A Matinal Alimentos, de Cachoeiras de Macacu, é outra empresa acelerada. Esta indústria de laticínios especializada na produção de leite em pó de vaca e de cabra trazia um desafio: a parada de máquina, que gerava muito desperdício. Agora, com as soluções em IA, o objetivo é reduzir essas paradas. O diretor da Matinal, Antonio Carlos Cordeiro, já utilizava a inteligência artificial, mas não dentro de um projeto estruturado. “Com o programa da Firjan IEL, passamos de ‘vamos digitalizar tudo’ para ‘vamos digitalizar com um objetivo financeiro claro’, aprimorando capacidade produtiva existente, sem necessidade de novo investimentos substanciais”, comenta Antonio.

Durante a trilha de transformação digital, a empresa amadureceu o seu projeto. “As mentorias nos deram o rigor para transformar essa percepção em um plano de ação com viabilidade técnica e econômica, buscando otimizar nossa operação com foco em diminuição de horas paradas, manutenção preditiva, redução de perdas e aprimoramento de nossa estrutura de controle. Esse exercício de modelagem de dados e disciplina de processo já vem gerando maturidade organizacional, mesmo antes da implementação técnica completa do sistema”, comemora o diretor da Matinal.

Diante desses relatos, Marcos Oliveira demonstra o orgulho de todo o time do Conecta Lab: “Ficamos muito felizes de ter esse tipo de retorno, de ver que uma iniciativa como a nossa está entregando valor para essas empresas. É a Firjan IEL atuando para gerar mais competitividade nas indústrias do Rio de Janeiro por meio da inovação”.