Dores de coluna
NEM TODO TRATAMENTO É CIRÚRGICO
QUEM SOFRE DE TERRÍVEIS PROBLEMAS NAS COSTAS JÁ DEVE TER PENSADO: “SÓ VOU MELHORAR SE OPERAR”. MAS, COM OS AVANÇOS EM TRATAMENTOS, A VOLTA DA QUALIDADE DE VIDA PODE ESTAR BEM LONGE DA MESA DE CIRURGIA.
Era uma manhã como outra qualquer. O corretor de imóveis Filipe Viega saiu da cama para mais um dia de trabalho e, ao girar seu corpo para pôr os pés no chão, sua coluna travou. A partir dali, começou a sua angústia. “Fiquei totalmente dependente da minha espoa, e nem conseguia pegar minha filha no colo. Se eu andasse por três minutos ou se ficasse sentado por cinco, logo depois tinha que me deitar, porque a coluna gritava de dor e eu precisava me esticar. Tive até que parar de trabalhar”, lembra.
E foi numa cadeira de rodas, berrando de dor, que Filipe chegou à clínica ITC Vertebral, em dezembro do ano passado. Ele foi recebido com atenção e solidariedade à sua situação, passando a fazer duas sessões de fisioterapia por semana. Em 30 dias, o corretor já estava de volta à vida normal. “Com os exercícios para fortalecimento, fui me restabelecendo. Hoje, se eu fosse dar uma nota de zero a dez para a minha dor, diria que é menos um. Vim para esta entrevista sozinho, caminhando e de bem com a vida”, comemora.

Este é apenas um exemplo do que acontece a milhões de brasileiros: problemas de coluna que chegam a incapacitar o dia a dia, trazendo dores difíceis de lidar. Mas, atualmente, já existem inovações que permitem o sucesso do chamado tratamento conservador, ou seja, aquele que acontece fora do centro cirúrgico. Para saber mais sobre o assunto, conversamos com Carolina Carvalho, diretora do ITC Vertebral, referência em tratamento especializado da coluna – a clínica faz parte da maior rede de fisioterapia da América Latina e já ajudou mais de 130 mil pacientes em todo o Brasil.
Ela nos revela o que há de mais inovador no tratamento fisioterápico: “Aqui, utilizamos a maca de tração para descompressão neural, que alivia dores irradiadas, formigamentos e dormências, e a maca de flexo-descompressão para ganho de mobilidade, principalmente da lombar. Também fazemos terapia manual específica, como osteopatia e método McKenzie, e exercícios para ganho de força muscular. E, dessa forma, conseguimos trazer a qualidade de vida aos pacientes, para que voltem a fazer suas atividades sem nenhum tipo de recidiva”.
SEM DOR PARA CURTIR
A APOSENTADORIA

Outro caso de sucesso do ITC aconteceu com a professora Gilza Caruso. Ela havia acabado de se aposentar quando foi surpreendida por um rompimento do músculo supraespinhal, que é responsável pela articulação do ombro. Gilza precisou passar por uma cirurgia e por um longo processo de recuperação com fisioterapia, mas a dor não ia embora. “Comecei a me desesperar, porque tentava fazer as coisas mais simples da casa e não conseguia. Até mesmo levar uma xícara de café à boca era impossível, porque as dores eram insuportáveis, incapacitantes”, relata a professora, que chegou a ouvir de seu médico que não havia mais nada a fazer pelo seu ombro, a não ser seguir com as sessões de fisioterapia.
Gilza, contudo, passou a observar que seu desconforto também afetava a sua cervical, já que estava com dificuldade para virar o pescoço. “Um dia, eu estava chorando em casa, pensando que tinha me aposentado para aproveitar minha vida, mas isso não estava acontecendo por causa das dores. Fui então para a internet pesquisar uma solução e descobri o tratamento inovador com o aparelho de tração cervical. Entrei em contato com o ITC e, no dia seguinte, já estava fazendo a avaliação”, conta.

Como já havia ido – em vão – a muitos lugares em busca de alívio, a professora confessa que seguiu descrente para a consulta. Porém, o inesperado aconteceu: “Quando me deitei naquela maca de tração e a Carol começou a fazer a minha avaliação e a mexer nas minhas costas, as lágrimas chegaram a descer porque a dor foi, suavemente, aliviando”, lembra, emocionada. Carolina explica o que aconteceu com sua paciente: “A tração tem a função de aumentar o espaço articular para descomprimir as estruturas e lubrificar o disco articular. E, dessa forma, conseguimos manter esse disco mais saudável e diminuir dor, formigamento e dormência, que são característicos da compressão neural. Os pacientes relatam muito conforto nessa maca e saem com melhora dos sintomas já no primeiro atendimento”.
E após seguir o tratamento na clínica, como Gilza está hoje? Além de ter conseguido voltar para a academia – junto a um personal trainer que recebe orientações dos fisioterapeutas do ITC –, ela finalmente começou a curtir sua aposentadoria. “Todos os meses deste ano já estou comprometida com alguma viagem. Estou bem feliz com todo o acolhimento que recebi dos profissionais do Instituto e com o fato de estar sem dor”, comemora.
ALÍVIO PODE SER
IMEDIATO OU NÃO
O caso da professora demonstra um fato que comum: muitas pessoas têm a falsa sensação de que operar vai resolver suas dores na coluna, e nem sempre é o que acontece na realidade. Quem também assegura isso é a fisioterapeuta Tracy Souza, que aplica em seus pacientes, por exemplo, a terapia de agulhamento a seco. Ela explica: “É uma terapia em que utilizamos as mesmas agulhinhas de acupuntura em pontos de tensão da musculatura, de maneira indolor. Na mesma hora, o paciente já sente o alívio das dores, porque há todo um relaxamento dessa tensão”.
Para obter grandes resultados, Tracy também recorre à terapia de ondas de choque: “Ela é sensacional. Por meio das ondas, conseguimos fazer a quebra da fibrose e promover toda uma remodelação do tecido. Isso ajuda muito os pacientes”. A fisioterapeuta explica que, no início, o tratamento causa um pouco de desconforto, porque aumenta a tensão no local. “Mas, com o passar dos dias, aquela fibrose se quebra e vai acontecendo a remodelação. O próprio organismo é que vai trabalhar. Isso melhora absurdamente as dores que o paciente vem apresentando”, finaliza Tracy, dando esperança a tanta gente que sofre com problemas na coluna.
Dr. João Branco é médico endocrinologista, pós-graduado em medicina desportiva e ortomolecular e perito legista. Membro do corpo clínico da clínica HE Performance. Médico responsável pelo tratamento de emagrecimento da artista Jojo Todynho
LEGENDA 01:
João Branco com Carolina Carvalho, diretora do ITC Vertebral
LEGENDA 02:
A fisioterapeuta Tracy Souza faz a terapia de ondas de choque. E Filipe Viega, que venceu sua
dor no ITC
LEGENDA 03:
Acima, Gilza Caruso com Dr. João. Na outra página, ela na maca de tração, que trouxe alívio imediato de sua dor. E, aqui, a maca de flexo-descompressão
ASPAS 01:
“Conseguimos trazer a qualidade de vida aos pacientes, para que voltem a fazer suas atividades sem nenhum tipo de recidiva.”
Carolina Carvalho, diretora do ITC Vertebral






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Jojo deu início ao tratamento para a obesidade, mas, após a participação no reality A Fazenda, em 2020, ganhou muito peso e chegou a 165 quilos. Foi quando a necessidade da cirurgia bariátrica foi constatada, porque ela já tinha passado por outros tratamentos sem alcançar o efeito desejado. Mas, antes de a cantora, empresária e atual estudante de Direito passar pelo procedimento, precisou melhorar a sua condição de saúde. Entramos, então, com reposição venosa de vitaminas e minerais e reeducação alimentar, para que ela eliminasse 15 quilos – essencial para que a cirurgia fosse bem-sucedida.
Em agosto de 2023, com a saúde já equilibrada, chegou a hora da bariátrica. Após o procedimento, além de continuar com meus atendimentos de endocrinologia ortomolecular, ela seguiu com nutricionista, psicoterapeuta e educador físico. Agora, Jojo exibe a vitória: eliminou cerca de 84 quilos, marcando 72 quilos na balança. Mas, como eu disse que o tratamento da obesidade é de longo prazo, ainda trabalhamos para a manutenção de sua massa magra e perda de gordura.
Hoje, fico muito feliz ao dizer que eu e Jojo desenvolvemos uma relação tão próxima que ela me chama de “pai” e eu a chamo de “filhota”. Para quem vê de longe, pode parecer que tudo se deu num passe de mágica. Mas não foi bem assim, como ela própria conta: “Foi muito doloroso. As pessoas acham que é só fazer bariátrica, que é só fazer plástica… Mas é uma construção gradativa. Acho que o nosso presente interfere no nosso futuro. Então, agora, faço uma construção do que eu quero. E o que eu quero é saúde. O shape é consequência disso. Hoje, minha fome voltou. Por isso, preciso ter muito controle da alimentação e dos treinos, senão volta tudo de novo”.
Mas quando Jojo compreendeu que precisava buscar um tratamento para emagrecer? “Quando eu fui à Disney e não entrei em vários brinquedos, surgiu o meu gatilho para mudar. Depois, na terapia, fui entender que, quando eu era criança, tinha saúde, mas não tinha dinheiro para brincar num parque que ficava perto da casa da minha avó. Depois, passei a ter dinheiro, mas não tinha saúde”, reflete. Isso a fez cogitar passar pela bariátrica. “Antes, eu não aceitava. Mas já tinha colocado balão e tentado todas as canetas emagrecedoras. A caneta é ótima, mas, se você não virar a chave, perde 40 quilos e depois ganha 100. Por isso é que precisa ter um acompanhamento profissional com nutricionista e endócrino ortomolecular, que vai trazer todo esse olhar de dedicação para a sua saúde”, conta.
Descrito em 1940, o lipedema é uma condição inflamatória crônica e progressiva. Ele provoca o depósito simétrico de gordura em pernas, braços e quadris – poupando pés e mãos – e causa dor, hematomas fáceis e sensação de peso constante. Estima-se que 12% das mulheres brasileiras tenham sinais da doença, embora muitas sigam sem diagnóstico. E saiba que essa é uma questão predominantemente feminina – embora existam casos raros em homens.

A vitamina D, conhecida como a vitamina do sol, é um nutriente essencial para a saúde – ela é considerada uma “hormovitamina”. Atua no cérebro, nos ossos, na imunidade e até na regulação hormonal. A deficiência é epidêmica, mesmo em países ensolarados como o Brasil. O uso diário de protetor, mesmo com proteção baixa, impede a conversão dos precursores de vitamina D em pró-vitamina. O excesso de melanina (pessoas que tomam muito sol) age como um protetor solar. Da mesma forma, a idade avançada e a obesidade também atrapalham as funções de certos medicamentos, como estatinas, corticoides e anticonvulsivantes, podendo interferir no metabolismo hepático ou renal, causando a deficiência de absorção. O que poucos sabem é que em ambientes poluídos, mesmo que tenha sol, a produção de vitamina D é prejudicada. Por todos esses fatores, a suplementação em casos de deficiência deve ser prescrita por um médico, principalmente a idosos.
SAÚDE NÃO É AUSÊNCIA DE DOENÇA
VITAMINAS E SAIS MINERAIS DE USO EXTERNO
A atenção com a suplementação da pessoa idosa deve ser primordial. O intestino nessa fase está sob alerta, como um pneu careca que rodou muitos anos e pode apresentar falhas na absorção de nutrientes. Para reparar esse desgaste, recomendamos um combo, mas que deve ser dosado individualmente, contendo: a campeã vitamina D, com sua ação imunomoduladora; o zinco, por ser essencial para a maturação de células de defesa, como os linfócitos T e cels NK; a vitamina C, que aumenta a produção de interferon, essencial no combate a vírus; a B12, pela queda drástica depois dos 60 anos e por ser essencial para manter o sistema imune; e o magnésio, que ajuda no controle do cortisol, pois, quando alterado, desregula o sistema imune.
Dra. Ana Cristina Barreira é médica endocrinologista, cardiologista, geriatra, especialista em medicina ortomolecular, diretora científica da Associação Brasileira de Ozonioterapia, professora e palestrante em congressos nacionais e internacionais. Diretora do Espaço Ana Cristina Barreira Medicina Integrativa Clínica.