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Arcos da Lapa foram muito mais do que passagem de bondinhos.

Marco histórico do período colonial, os Arcos da Lapa foram muito mais do que passagem de bondinhos.
Das novelas ao cinema, os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, não serviram apenas como pano de fundo para enredos fictícios. Eles são símbolo da história de um Brasil diferente do atual e representam um marco da arquitetura colonial no país.
Os Arcos da Lapa, também conhecidos como Aqueduto da Carioca, foram construídos no século XVIII, entre os anos de 1725 e 1744. O objetivo da obra era transportar a água da nascente do Rio Carioca até o Largo da Carioca, a fim de abastecer a população da cidade.
Sua primeira estrutura foi feita com canos de ferro, mas logo foi trocada porque o material não resistia às condições e sofria corrosões. Tal fator fez com que o Conde de Bobadela — Gomes Freire de Andrade, o governador da época — ordenasse a reconstrução dos Arcos. Dessa vez, com materiais mais resistentes, sólidos e seguros.
Pedra e cal foram as matérias-primas mais usadas para reerguer o Aqueduto. Misturadas ao óleo de baleia, produziam uma liga de concreto extremamente resistente. Esse composto era a principal base da construção civil da época, bastante utilizado por todo o país em obras de fortes, igrejas e outras edificações que precisavam ser robustas.
O Giro Manchete, acompanhado do historiador Rafael Mattoso, observou cada detalhe dessa área do Rio de Janeiro, que guarda história, memórias e paisagens únicas.
A inauguração dos Arcos da Lapa aconteceu em 1750. A obra, apesar de ser a protagonista das atrações turísticas na região da Lapa, não está sozinha, muito ao contrário. Está muito bem-acompanhada de outras locações e atividades interessantes para turistas, como por exemplo a Escadaria Selarón: obra do chileno Jorge Selarón. Ele queria reformar a escadaria que passava em frente à sua casa e criou um dos mais belos e visitados pontos turísticos da cidade, que já foi cenário para videoclipes, filmes e documentários.
O professor Rafael reforça que a Lapa é uma das áreas mais prósperas quando o assunto é história do Rio de Janeiro, e ressalta a importância da conservação do bairro para a manutenção da história da Cidade Maravilhosa, e até mesmo para fim turístico.

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