HIDRELÉTRICA
Complexo de Lajes
Força da água que gera energia a milhões de lares
Com energia limpa e renovável, as usinas hidrelétricas são responsáveis pelo abastecimento de boa parte das casas no Brasil. Localizado em Piraí, no Sul Fluminense, o centenário Complexo Hidrelétrico de Lajes se destaca como um dos principais ativos de geração de energia da Light no Rio de Janeiro, sendo capaz de atender a cerca de dois milhões de residências, além de ser responsável por 95% da água que abastece a região metropolitana.
Acender uma lâmpada, carregar o celular, ligar a televisão. Por trás dessas atividades corriqueiras do dia a dia, há grandes chances de estar a energia produzida por uma usina hidrelétrica. Mais da metade da energia gerada no Brasil vem dessas estruturas, que produzem eletricidade a partir da água dos rios. Esse é o caso do Complexo Hidrelétrico de Lajes, da concessionária Light, uma das principais infraestruturas hídricas do estado do Rio de Janeiro, que combina geração de energia, segurança hídrica e preservação ambiental.

A energia hidrelétrica é produzida a partir da força da água em movimento. Com a construção das barragens, cria-se um reservatório que armazena água em volume adequado para a produção de energia elétrica. Quando liberada, a água é conduzida por dutos até as turbinas, que possuem pás que giram com o fluxo da água. Com isso, a força da água é transformada em energia mecânica. Nos geradores elétricos, conectados às turbinas, esse movimento é convertido em energia elétrica.
Após esse processo, a eletricidade segue pelas linhas de transmissão em alta tensão até as subestações, onde passa por transformadores que reduzem a tensão para os níveis adequados de distribuição. Em seguida, a energia chega às residências, em baixa tensão, pronta para ser utilizada (leia mais sobre transmissão na matéria a seguir).
No Complexo de Lajes, esse processo começa no rio Paraíba do Sul. A água é captada e passa por um sistema de transposição, que permite seu aproveitamento para a geração de energia. “Tudo tem início na cidade de Barra do Piraí, no interior do estado, onde está localizada a primeira usina elevatória. A gente pega a água do rio Paraíba do Sul e eleva em 15 metros para o Reservatório de Santana”, explica Diogo Azevedo, gerente de operação da Light.

Depois, na segunda usina elevatória de bombeamento, no município de Piraí, a água é elevada em mais 35 metros para o Reservatório de Vigara. “Ou seja, pegamos a água do rio Paraíba do Sul, elevamos num total em 50 metros e aproveitamos a queda da Serra das Araras, de 300 metros, para gerar energia nas usinas hidrelétricas da Light”, detalha Diogo.
A estrutura do complexo conta com seis reservatórios de água, três usinas hidrelétricas, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e duas usinas elevatórias. Juntas, elas possuem capacidade instalada de geração de 629 megawatts (MW), potência suficiente para atender, aproximadamente, a dois milhões de residências.
Outro destaque do Complexo de Lajes é o caráter renovável da energia produzida. Por utilizar a força da água como fonte de geração de energia, a usina hidrelétrica não produz qualquer tipo de poluente atmosférico, nem gera resíduo tóxico. “Produzimos uma energia limpa e renovável”, afirma o gerente de operação da Light. A empresa possui, inclusive, o certificado I-REC (International REC Standard), um selo internacional que reconhece a origem renovável da energia gerada pelo empreendimento, reforçando o compromisso com a operação sustentável e o respeito ao meio ambiente.

Além de ser um dos principais ativos de geração de energia da Light, o Complexo Hidrelétrico de Lajes tem também papel central na segurança hídrica. Atualmente, ele é responsável por cerca de 95% da água que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Uma trajetória centenária
A história do complexo começou no início do século XX, quando a capital fluminense enfrentava desafios relacionados ao abastecimento de água. A solução veio com um grande projeto de engenharia, que passou a desviar água da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul para o rio Guandu, criando um sistema integrado que permanece essencial até hoje.
Inaugurada em 1908, em Piraí, localizada a 47 quilômetros da capital, a Usina de Fontes foi a primeira unidade do Complexo de Lajes e também a primeira hidrelétrica de grande porte do Brasil. Na época, o Rio de Janeiro não possuía fonte própria de eletricidade em seu território e dependia do carvão importado para movimentar suas atividades. Por esse motivo, a construção da usina foi considerada um grande marco para o estado e, mais de um século depois, continua presente no desenvolvimento do Rio de Janeiro, assim como na vida de milhões de pessoas.






Menu
