COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Soberania e inovação
que impulsionam o Brasil
A Petrobras segue como um dos pilares da matriz energética brasileira, contribuindo para a soberania do setor, tendo o Campo de Búzios como um dos principais símbolos da evolução da indústria nacional de petróleo e gás e desenvolvendo soluções voltadas à transição energética.
A trajetória da Petrobras teve início em 1953 e, desde então, a sua história se mistura à do setor energético brasileiro. Em mais de 70 anos, a companhia desempenha papel estratégico para o abastecimento do país, o fortalecimento da soberania energética e o desenvolvimento econômico. Da produção no pré-sal – com destaque para o Campo de Búzios, o maior em águas profundas do mundo – aos investimentos em sustentabilidade, a empresa busca conciliar liderança na produção de petróleo e gás com os desafios da transição energética.

A Petrobras é referência na extração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, e a sua atuação colabora para que o Brasil esteja entre os dez maiores produtores globais, ocupando a oitava posição. Em 2025, a companhia bateu recorde histórico de produção de petróleo, alcançando 2,40 milhões de barris de óleo por dia, o que que representa um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é elevar esse volume para cerca de 2,5 milhões de barris diários ao longo do ano.
Grande parte desse desempenho vem sendo impulsionado pelo Campo de Búzios, o maior do país em reservas e produção. Localizado na Bacia de Santos, a aproximadamente 180 km da costa da cidade do Rio de Janeiro, ele ocupa 852 km² e está situado em águas com mais de dois mil metros de profundidade. “Estamos falando de um megacampo, que equivale a cerca de duas Baías de Guanabara em área”, compara Wagner Victer, gerente de programas estruturantes da Petrobras.
Descoberto em 2010, o Campo de Búzios conta com oito plataformas em operação, incluindo a maior do Brasil – o navio-plataforma Almirante Tamandaré, com capacidade de produção de 225 mil barris de petróleo por dia. Outras três unidades estão em construção, enquanto uma quarta se encontra em processo licitatório. Em junho de 2026, o campo bateu recorde ao superar a marca de 1,2 milhão de barris diários. “Essa é uma produção equivalente à da Venezuela, da Líbia e do Qatar e à de grandes países produtores de petróleo”, afirma Victer.
Já Paolo Gonçalves, gerente-geral de gestão e parcerias da Petrobras, traz outra informação relevante: “O Campo de Búzios também se destaca pela produção de gás natural e alcançou outro marco ao exportar das plataformas para a costa quase 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Isso é muito importante para que possamos disponibilizar mais gás ao mercado brasileiro, fazendo com que esse combustível fique mais acessível à população”.
Entre as 12 plataformas que integrarão o Campo de Búzios, a chamada Búzios 12 terá um papel estratégico para o suprimento de gás natural no país, como declara Victer. A unidade funcionará como um hub para o escoamento do gás até a costa e, além de contar com sistemas para processar e separar a produção própria, ela também será capaz de exportar o gás produzido em outras plataformas do campo que não foram originalmente projetadas para essa finalidade.
Toda essa operação é acompanhada em tempo real a partir do Centro de Operações Integradas (COI), localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro. O espaço de alta tecnologia realiza o monitoramento 24 horas por dia do Campo de Búzios. No local, são acompanhados os principais equipamentos e indicadores de produção das plataformas, incluindo dados relacionados à produção de petróleo e gás natural.
Responsabilidade ambiental
e transição energética
Atualmente, a Petrobras responde por cerca de 30% de toda a energia consumida no Brasil. A meta é manter essa participação até 2050, ampliando gradualmente a presença de fontes renováveis em seu portfólio. A expectativa é de que aproximadamente 7% da energia fornecida pela empresa nessa data sejam provenientes dessas fontes.
Esse compromisso demonstra como a companhia busca conciliar sua liderança na produção de petróleo e gás com investimentos voltados à sustentabilidade. O Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras prevê investimentos de aproximadamente US$ 13 bilhões em iniciativas relacionadas à transição energética. Os recursos contemplam projetos de descarbonização operacional, biocombustíveis, geração renovável, hidrogênio, captura e armazenamento de carbono, biometano, combustível sustentável de aviação e soluções baseadas na natureza. A empresa também elabora ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltadas para tecnologias de baixo carbono e para o aumento da eficiência energética de suas operações.
O petróleo produzido pela Petrobras possui um nível de carbono associado menor do que o de outros países, como garante Victer. Isso porque a empresa investe em equipamentos modernos para alcançar um nível de emissão de CO₂ muito inferior ao praticado por outras empresas. Além disso, a Petrobras faz todo o monitoramento dessa emissão. Em relação ao Campo de Búzios, esse diferencial é reforçado por Gonçalves. “Temos uma pegada de carbono que é referência na indústria do petróleo, uma das mais baixas. Isso significa que produzir petróleo no Campo de Búzios contribui para reduzi-la no mundo, já que existem campos que produzem com uma pegada muito alta, enquanto o nosso tem uma muito baixa”, avalia.
Victer salienta ainda que, apesar de ser um importante produtor de petróleo, o Brasil responde por pouco mais de 1% das emissões fósseis globais, percentual muito inferior ao de grandes emissores, como China, Estados Unidos, Índia e Rússia. Segundo ele, esse cenário coloca o país em posição de destaque nas discussões sobre a transição energética.
A tecnologia brasileira também tem papel importante para tornar a produção de petróleo mais sustentável. Entre as inovações que vêm sendo desenvolvidas pela Petrobras, está o HISEP®, um equipamento que permite separar o gás do petróleo ainda no fundo do mar e reinjetar o gás com carbono associado diretamente no poço. A solução reduz a necessidade de trazer esse gás à superfície para tratamento, contribuindo para uma operação com menor impacto ambiental.
Além de tornar a produção mais sustentável, o desenvolvimento de tecnologias também contribui para fortalecer a segurança energética do país. Segundo Victer, em um cenário marcado, muitas vezes, por instabilidades geopolíticas, produzir e refinar petróleo no Brasil reduz a dependência de importações, ao mesmo tempo que gera empregos e royalties e impulsiona a inovação nacional. “Isso demonstra a importância de ter uma empresa estatal como a Petrobras investindo em tecnologia no Brasil e criando soluções próprias”, afirma.
Os combustíveis fósseis seguem presentes na matriz energética global e nacional e continuam desempenhando papel relevante no abastecimento de energia, na mobilidade, na indústria e em diferentes aplicações. Além dos combustíveis utilizados em veículos, como gasolina e diesel, o petróleo também está presente na produção de plásticos, gás de cozinha (GLP), querosene de aviação, entre outros produtos. E, na avaliação de Victer, esses usos continuarão fazendo parte do dia a dia da sociedade. “A transição do setor vai ser feita pela adição energética e não pela eliminação das fontes que nós temos hoje”, conclui.






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