Vik Muniz – A Olho Nu”, maior retrospectiva do artista, chega ampliada ao Centro Cultural
Banco do Brasil Rio de Janeiro
Depois de ter sido vista por mais de 150 mil pessoas, desde que foi inaugurada em junho de 2025 no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, de onde seguiu para o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em dezembro de 2025 – realizada então pelo CCBB Salvador – a maior retrospectiva já feita sobre produção de Vik Muniz chega ao CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Daniel Rangel, que acompanha a trajetória de Vik Muniz desde 1999, a exposição vai ocupar o térreo e o primeiro andar do CCBB Rio de Janeiro com mais de 220 trabalhos, entre fotografias e esculturas, criadas de 1987 até o momento. “Vik Muniz – A Olho Nu” no CCBB Rio está acrescida de aproximadamente 20 trabalhos, dos quais cinco totalmente inéditos, criados pelo artista este ano especialmente para esta mostra.
Trata-se da maior e mais abrangente retrospectiva do artista Vik Muniz, que ficará em cartaz até 7 de setembro de 2026. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu” reúne mais de 220 obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas.

No CCBB Rio de Janeiro, “Vik Muniz – A Olho Nu” traz várias novidades, em relação às etapas anteriores do projeto, com aproximadamente mais vinte trabalhos, entre inéditos, restaurados, recriados em novas versões, e novas edições. A mostra no Rio tem seis novas séries, em relação às cidades anteriores: “Principia” (1997–2002) – interativa –, “Verso” (2008/2012), “Veículos Mnemônicos” (2014/2026), “Museu de Cinzas” (2019/2026), “Colônias” (2014-2016) e “O Arquivo de Weimar” (2004). Além dos inéditos, muitos desses trabalhos foram raramente exibidos no país. Entre as obras inéditas estão “Fênix” (“Tropeognathus mesembrinus”), 2026, da série “Museu de Cinzas”; “A Olho Nu” também apresenta três obras inéditas da série “Relicário”: “Herói” (2026), um conjunto com dez esculturas em mármore rajado, que se assemelham a pinos de boliche; “O segredo” (2026), interativa, um grande sino feito com tecido semelhante a de um cobertor; “Incertezas” (2026), em impressão jato de tinta em papel archival e dardos); e “Família”, da série “Álbum”, um raro retrato de Vik Muniz na infância, junto de seus pais.

Será mostrada pela primeira vez no Brasil a escultura “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália, onde foi produzida em Turim. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância. Instalada em frente à bilheteria da instituição, no térreo, a escultura já dará uma pista para o público de um dos eixos centrais da exposição: a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais. Suspensa na Rotunda estará uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de “Fênix” (Tropeognathus mesembrinus – 2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018, fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução.

Da série “Museu de Cinzas”, a escultura, totalmente inédita, vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de
envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. Cobrindo o chão da Rotunda, estará um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara” (1997), em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. A obra original “Medusa Marinara”, impressão em jato de tinta em papel archival, com 1,70 metro de diâmetro, integra a exposição no primeiro andar.
Em época de férias escolares, trata-se de um programão para a garotada, e o melhor, totalmente gratuito.
Serviço:
Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Até 7 de setembro de 2026
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.
Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura






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