OS 7 ELOS DA LONGEVIDADE
VIVER MAIS É UMA CONQUISTA. MAS O VERDADEIRO DESAFIO É CHEGAR LONGE COM SAÚDE, AUTONOMIA E QUALIDADE DE VIDA. E, PARA ISSO, SETE HÁBITOS PRECISAM CAMINHAR JUNTOS. DESCUBRA QUAIS SÃO ELES, SEGUNDO A MEDICINA DO ESTILO DE VIDA.
Estamos vivendo mais. Mas será que estamos vivendo melhor? Quando se fala em longevidade, essa talvez seja uma das perguntas mais importantes a fazer. Para conversar sobre o assunto, recebi Edimilson Migowski, médico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que atua na medicina do estilo de vida e será o curador do Life Global Rio, evento de wellness que vai acontecer em agosto de 2027, no Riocentro. E ele começa lembrando que cuidar da longevidade não é assunto apenas para quem já chegou à maturidade: “Começamos a envelhecer aos 25, 30 anos de idade. Bem antes daquela idade tradicional de 60 anos, em que se fala que somos idosos”. Ainda assim, vem a boa notícia: “Embora o ideal seja começar a se cuidar cedo, antes tarde do que nunca para começar a promover saúde”.

É justamente aí que entram o que Migowski chama de os sete elos da medicina do estilo de vida: dormir bem, alimentar-se bem, praticar atividades físicas, gerenciar o estresse, cultivar bons relacionamentos, não abusar de drogas – lícitas ou ilícitas – e cuidar da saúde oral. O médico explica que os seis primeiros são tradicionalmente apresentados como pilares da saúde pela Harvard Medical School, mas ele acrescentou a saúde bucal e prefere outra imagem para explicar o conceito: “Não acho legal falar pilar, porque, se eu colocar sete pilares e um tapume em cima, se um pilar for retirado, o tapume não cai já que tem mais seis. O ideal é ver como elos de uma corrente. Quando um deles quebra, toda a corrente se rompe”.
Portanto, esses hábitos estão interligados. “Se você dorme mal, como é que vai gerenciar o estresse? Como é que vai comer bem? Como é que vai fazer atividade física? Então, esses elos conversam entre si”, instiga o médico. Para ele, quem deseja promover saúde precisa observar o conjunto. E o organismo, segundo Migowski, responde rapidamente quando passamos a tratá-lo melhor.
ALIMENTAÇÃO É UM ELO FORTE
Na medicina do estilo de vida, a alimentação ocupa um espaço importante. A proposta é: priorizar comida de verdade e reduzir os ultraprocessados. Migowski resume de uma forma fácil de guardar: “Eu vou descascar mais e desembrulhar menos”. Arroz, feijão, carnes, legumes e vegetais entram nessa lógica. “Não quer dizer que eu nunca vá comer um ultraprocessado, mas devo evitar”, completa.
O mesmo raciocínio vale para a atividade física. E aqui o médico desmonta uma desculpa bastante comum: a de que precisamos gostar de exercício para praticá-lo. “Eu faço todo dia, mas não gosto, não. É igual tomar banho, escovar os dentes, me alimentar e beber água. Faço por consciência, porque é necessário e importante”, confessa.
Porém, não é um almoço saudável ou uma ida à academia que muda uma vida. De acordo com Migowski, o segredo está na constância: “O fato de você comer bem um dia não vai torná-lo saudável. Por outro lado, comer mal um dia também não vai torná-lo doente. O que faz com que você tenha uma melhora da sua saúde é a frequência e a consistência com que coloca em prática os sete elos. A ideia é tentar adotar hábitos mais saudáveis. E hábito é algo que já se está fazendo há mais de três meses”.
Mas será que quem segue os preceitos da medicina do estilo da vida nunca vai adoecer? O médico responde: “Pode adoecer, desenvolver um câncer, infartar e ter um acidente vascular cerebral, mas não vai ser culpado por isso, porque fez o que precisava para manter a saúde. Foi o destino”. Migowski finaliza avisando que, quando se fala em questão genética e envelhecimento, ela é responsável por apenas 5% a 10% das doenças. “A maior parte é o que você está fazendo de hábito saudável ou não. A genética predispõe, mas o que determina, na verdade, é você seguir ou não os sete elos da saúde”.
OS SETE ELOS
1 – DORMIR BEM
2 – ALIMENTAR-SE BEM
3 – PRATICAR ATIVIDADES FÍSICAS
4 – GERENCIAR O ESTRESSE
5 – CULTIVAR BONS RELACIONAMENTOS
6 – NÃO ABUSAR DE DROGAS (LÍCITAS OU ILÍCITAS)
7 – CUIDAR DA SAÚDE ORAL
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Fatima Facuri é CEO do Grupo Open Brasil, administradora e uma das principais lideranças da indústria brasileira de eventos. Embaixadora do Global Wellness Institute, atua na promoção da inovação, do desenvolvimento do setor e da agenda do bem-estar






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