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SBPR: tecnologia nuclear com proteção

SBPR

Tecnologia nuclear com proteção e informação

Há quase quatro décadas, a SBPR contribui para a trajetória do setor nuclear no Brasil, operando no aperfeiçoamento das práticas relacionadas ao uso seguro das radiações. Além disso, atua junto a especialistas e também busca levar à população conhecimentos sobre a tecnologia nuclear.

presidente da SBPR, Josilto Oliveira de Aquino.

Àmedida que o Brasil amplia o uso das tecnologias nucleares em áreas como saúde, indústria e geração de energia, cresce a necessidade de garantir que essa expansão ocorra de forma segura. Essa visão é compartilhada pela Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR), que tem papel fundamental frente ao avanço da medicina nuclear, à ampliação da irradiação de alimentos, à modernização da radioterapia e ao surgimento de novas tecnologias. “A proteção radiológica é a ciência invisível que atua nos bastidores para que essas aplicações melhorem a qualidade de vida da população, com proteção e segurança para os trabalhadores, o público e o meio ambiente”, afirma o presidente da SBPR, Josilto Oliveira de Aquino.

Desde a sua fundação, em 1986, a SBPR se consolidou como um espaço de integração entre pesquisadores, docentes, profissionais, instituições de ensino, órgãos governamentais e demais organizações que trabalham nas diversas áreas em que as radiações são empregadas. Sua importância, no entanto, vai além da representação de uma comunidade técnica. A entidade contribui para o fortalecimento do setor nuclear brasileiro ao incentivar a excelência científica, a atualização profissional e a disseminação da cultura de segurança.

De acordo com Aquino, as principais ações da SBPR estão atualmente divididas em duas grandes frentes: o fortalecimento da comunidade científica e a contribuição direta para a sociedade. No campo acadêmico e técnico, esse trabalho se materializa por meio da realização de eventos de referência – o principal deles é o International Joint Conference RADIO, que reúne toda a comunidade da área – e da publicação da revista científica Brazilian Journal of Radiation Sciences, um importante veículo internacional para a divulgação de pesquisas de ponta em proteção radiológica.

Orientando a sociedade
De acordo com Aquino, ampliar o diálogo com a população é essencial, uma vez que ainda persistem percepções equivocadas sobre as radiações e suas aplicações. Com isso, a SBPR mantém oficinas contínuas de capacitação para professores da educação básica e vem desenvolvendo um curso virtual, em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen-Cnen), voltado para jornalistas de toda a América Latina, com informações corretas e acessíveis sobre as aplicações pacíficas da tecnologia nuclear. “Entendemos que a melhor forma de mitigar preconceitos ou lacunas de informação é educar quem educa o público”, declara.


O avanço das tecnologias nucleares representa, simultaneamente, uma oportunidade e uma responsabilidade, como avalia Aquino. Daí a importância do investimento contínuo em capacitação, incentivo à pesquisa, fortalecimento da cooperação entre instituições e permanente alinhamento às recomendações internacionais que orientam a evolução da proteção radiológica em todo o mundo. “A sociedade pode e deve confiar no desenvolvimento tecnológico e científico do nosso país, sabendo que existe uma comunidade de especialistas dedicada, dia e noite, a garantir que o uso pacífico da tecnologia nuclear continue sendo sinônimo de progresso, saúde e bem-estar para todos”, finaliza.

 

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