MINAS E ENERGIA
Alexandre Silveira
À frente do estímulo à energia nuclear
O ministro de Minas e Energia revela, nesta entrevista, que tem ampliado as discussões sobre o tema, considerando seu potencial para fortalecer a segurança energética, apoiar a transição do setor e impulsionar a inovação no país.
O setor nuclear avança mundialmente, estando no centro das discussões quando o assunto é o futuro da energia. No Brasil, isso não é diferente. Por aqui, o movimento também ganha força, impulsionado por investimentos, novas tecnologias e uma agenda do Ministério de Minas e Energia (MME), que tem dado visibilidade ao tema e reforçado o papel da energia nuclear não apenas como uma fonte de geração de eletricidade, mas também como um instrumento para fortalecer a indústria nacional, incentivar a inovação e ampliar a segurança energética.

Gerada por aproximadamente 440 reatores em operação, a energia nuclear responde por cerca de 9% da eletricidade no mundo, de acordo com dados da World Nuclear Association (Associação Nuclear Mundial), organização internacional que representa a indústria nuclear. Entre os motivos que estimulam o setor, estão a meta de descarbonização, a busca por segurança energética e o aumento da demanda por eletricidade intensificado pela expansão dos data centers de inteligência artificial.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se pronuncia a respeito: “A energia nuclear é um dos pilares da pluralidade energética que estamos construindo no Brasil. Com uma das maiores reservas de urânio do mundo, domínio completo do ciclo do combustível e expertise regulatória consolidada, temos não apenas o direito, mas a responsabilidade de explorar esse potencial. Num contexto de crescimento exponencial da demanda energética, impulsionado por inteligência artificial, data centers e desenvolvimento, a energia nuclear oferece segurança de suprimento, estabilidade de carga e zero emissões de carbono. Isso é protagonismo com responsabilidade”.
À frente da pasta desde 2023, Alexandre Silveira é um dos principais defensores da expansão do setor nuclear no Brasil. Sua gestão tem defendido a conclusão de Angra 3, o fortalecimento da cadeia nacional do urânio e a modernização da governança da área. Além disso, o ministro tem destacado o potencial dos pequenos reatores modulares (SMRs) como uma oportunidade estratégica para promover inovação, industrialização e novas aplicações da geração distribuída.
Compromisso para aumentar a produção
Em sua conversar com a Revista Manchete Energia, o ministro também lembrou da importância das edições de 2023 e 2024 da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP28 e COP29, respectivamente. “Trinta e um países se comprometeram a triplicar a produção de energia nuclear até 2050, o que abre um leque de oportunidades para o Brasil. Além disso, estamos empenhados na avaliação de pequenos reatores modulares como oportunidade estratégica de inovação, industrialização e geração distribuída”, salientou.
Vale lembrar que, na ocasião dessas conferências, o Brasil ainda não integrava esse grupo mas, para Alexandre Silveira, esse movimento internacional abriu um leque de oportunidades para o país ampliar sua participação no setor. O fato é que a transição energética é uma das principais pautas do MME, e a energia nuclear ganha cada vez mais importância nesse processo. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a energia nuclear está entre as fontes de eletricidade mais limpas quando avaliada ao longo de todo o seu ciclo de vida. Mesmo considerando todas as fases envolvidas, desde a mineração de urânio à geração de energia, ela mantém níveis reduzidos de emissões, que são comparáveis aos de outras tecnologias de baixo carbono. “Essa é a transição justa que sempre defendemos: um Brasil que cresce, que investe em tecnologia de ponta e que mantém sua liderança socioambiental rumo a uma economia verde, atraindo investimentos e gerando empregos de qualidade para nossa população”, destaca o ministro.






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