Judiciário

Curiosidades Judiciário: Djavan do Fórum

DJAVAN DO FÓRUM

SÓ NÃO CONHECE O DJAVAN DO CAFEZINHO QUEM NUNCA FOI AO TJRJ. ESTA FIGURA QUERIDA CONQUISTA A CLIENTELA NÃO SÓ PELA BEBIDA QUENTE, MAS, SOBRETUDO, PELO CARINHO QUE DISTRIBUI A TODOS.

Já são 50 anos circulando pelos corredores do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro oferecendo cafezinho, chocolate quente, sanduíches e, o principal, sorrisos e simpatia. Este é o papel que Djavan desempenha com amor. Seu nome verdadeiro é José Luiz Serpa da Cunha, mas, graças a seus cabelos parecidos com os do cantor, ganhou o apelido pelo qual é chamado por juízes, desembargadores, promotores, defensores e por todos os outros profissionais do Direito. “Djavan é um querido. Ele é relíquia aqui no Fórum. Eu comecei a fazer estágio na Defensoria em 1994 e até hoje o encontro no corredor. Sempre muito carinhoso e acolhedor. É um café quentinho. Acima de tudo, é um aconchego para todos nós”, revela a advogada Tatiana Carvalho, enquanto dá um abraço no vendedor.

Djavan é tão querido no Fórum, que chegou a receber o Colar do Mérito Judiciário.

“Todas as pessoas do Tribunal são abençoadas. São minha família”, confessa Djavan. Também não é para menos… Ele conta que começou a vender a bebida aos 13 anos, acompanhando seu pai. “Aí eu comecei a minha carreira aqui dentro, e a coisa mais linda que eu sei fazer da minha vida é vender meu cafezinho. Ele é especial, feito em casa, com qualidade boa. E tem também o cafezinho sem açúcar para manter a beleza das pessoas bonitas”, brinca.

Mas será que tem mais algum segredo por trás de seu sucesso nas vendas? “É servir com amor e carinho, para agradar as pessoas. Depois que eu sirvo o café, ganho até abraço e fico feliz.”

As demonstrações de carinho por Djavan, porém, vão muito além. Em dezembro de 2023, ele recebeu o Colar do Mérito Judiciário, uma das mais altas condecorações concedidas por tribunais brasileiros a personalidades, magistrados e autoridades que prestaram serviços relevantes ao Poder Judiciário. “Nesse dia, eu tive que chorar. Fui premiado com algo valioso. Eu fui a pessoa mais feliz do mundo vendo as pessoas fazendo fila para tirar foto comigo. Até o governador quis! Vou guardar esse dia para sempre no coração, porque o Tribunal é a minha vida. Sem ele, não consigo viver”, emociona-se. E o Fórum também não consegue viver sem o Djavan, pode acreditar.