Museu do Amanhã
O FUTURO NO CORAÇÃO DA PRAÇA MAUÁ
FAZ 11 ANOS QUE ESTE ESPAÇO CULTURAL SE TORNOU NÃO SÓ UM DOS CARTÕES-POSTAIS DO RIO DE JANEIRO, MAS TAMBÉM UMA REFERÊNCIA MUNDIAL EM INOVAÇÃO, SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA. AO VISITÁ-LO, MILHÕES DE PESSOAS SÃO CONVIDADAS A PENSAR NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS DA HUMANIDADE.

Em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã abriu suas portas. No ano seguinte, já conquistou a primeira vitória: se tornar o primeiro museu mais visitado da América do Sul – título que mantém até hoje. E, em 2016, também foi agraciado com o primeiro lugar no Leading Culture Destination Awards (considerado o “Oscar dos museus”), na categoria Melhor Novo Museu do Ano da América do Sul e Central. Em 2017, vieram novos prêmios internacionais, como o de Edifício Verde Mais Inovador, no MIPIM Awards, e o de Melhor Cenografia de Exposição Temporária (medalha de ouro) e de Exposição Permanente (medalha de bronze), no International Design & Communication Awards. Ao final de 2025, ao completar dez anos de funcionamento, o museu atingiu a marca de mais de 8 milhões de visitantes – sendo que, apenas no ano anterior, passaram por suas exposições 1,25 milhão de pessoas.

Por trás desse sucesso, encontra-se o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). “Nós completamos 11 anos de gestão do Museu do Amanhã, que foi um projeto disruptivo e inovador para o mundo dos museus, e acho que prestamos um bom serviço ao longo desse período”, conta Ricardo Piquet, diretor-geral do IDG. De fato, os visitantes parecem estar bem satisfeitos com o que veem: um local que integra arquitetura, ciência, tecnologia e sustentabilidade em uma única experiência. Em suas exposições, o espaço cultural utiliza recursos imersivos, inteligência de dados, audiovisual e interatividade para aproximar o público de temas que impactam o futuro, como mudança climática, biodiversidade, inteligência artificial, consumo consciente e impactos das escolhas humanas sobre o planeta. Tudo isso numa construção com design inovador, projetada para reduzir o consumo de energia e aproveitar recursos naturais.

E o melhor é que boa parte do museu é de acesso totalmente livre ao público. “Nós tiramos a bilheteria do grande saguão inicial da entrada e tornamos todo o andar térreo gratuito para todo mundo. Então, as pessoas entram e não pagam absolutamente nada para ter acesso a água, banheiro, café, loja e uma exposição no térreo, além de aproveitarem a própria arquitetura”, avisa Piquet. O mais bacana é que, mesmo assim, há todo um controle tecnológico para não ultrapassar o número permitido – e seguro – de visitantes por vez. “Temos câmeras na entrada e na saída, que contam quantas pessoas estão simultaneamente dentro do museu. Essa tecnologia me permite abrir e oferecer à população o andar térreo todo. As pessoas podem vir da Praça Mauá, atravessar o museu e ir até o píer ver a vista da Baía de Guanabara e o pôr do sol”, convida o diretor-geral do IDG.

Desde a sua inauguração, o Museu do Amanhã exibe a exposição permanente “Do Cosmos a Nós” –, além de outras temporárias. Mas vem coisa nova por aí. “Já assinamos com a Prefeitura do Rio o aporte de recursos para fazermos a nova exposição principal, de longa duração. Temos que atualizar a narrativa e os equipamentos, para que as pessoas continuem chamando de Museu do Amanhã, e não de Museu do Ontem”, brinca Piquet. Porém, enquanto a novidade não chega, visitar este local icônico da Cidade Maravilhosa continua sendo um programa imperdível. Anote aí: está aberto de terça a quinta, das 10 às 18 horas. Se quiser conhecer as exposições pagas (ingressos a R$ 40), precisa chegar até 17 horas. Boa visita!
Sávio Neves é presidente do Conselho Empresarial de Turismo da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ)






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