“Cada turista, cada peregrino, tem o seu valor. Cada pessoa que sobe ao Corcovado sabe muito bem que ali vai encontrar braços abertos e, ao mesmo tempo, a segurança de um turismo de excelência.”
Padre Omar Raposo, reitor do Santuário Cristo Redentor
Padre Omar:
MUITO ALÉM DO TURISMO RELIGIOSO
O CRISTO REDENTOR ABRIGA UM SANTUÁRIO, SOB O COMANDO DESTE SACERDOTE QUE TAMBÉM TEM OS BRAÇOS ABERTOS A TODOS QUE CHEGAM. VISITANTES SE MISTURAM A PEREGRINOS, E AS OBRAS SOCIAIS DA CIDADE ACABAM GANHANDO COM ISSO.

A cada ano, cerca de 2,5 milhões de pessoas visitam o Cristo Redentor. Entre elas, contudo, não passam apenas turistas vindos de todo o planeta para admirar uma das sete maravilhas do mundo moderno. Há também peregrinos e católicos que vão a missas, batizados e casamentos, realizados na Capela Nossa Senhora Aparecida, que fica sob a estátua. Sua capacidade é pequena – 22 pessoas sentadas –, mas o coração que está por trás dessa engrenagem religiosa é gigante: o padre Omar Raposo. Figura comum na mídia, ele é o reitor do Santuário Cristo Redentor, e, assim como o Cristo, recebe a todos – de qualquer crença – de braços abertos.
Foi apenas na comemoração do 75º aniversário do monumento que a capela teve suas portas abertas, em outubro de 2006 – quatro anos após a atração turística ter ganhado escadas rolantes, trazendo acessibilidade a quem antes precisava subir 220 degraus para chegar aos pés da estátua. Antes, as pessoas subiam o Morro do Corcovado muito mais para aproveitar este camarote natural, de 710 metros de altura, permitindo uma visão de 360 graus da Cidade Maravilhosa, sem qualquer ligação com a fé religiosa. Até que, com o advento do santuário, os sacramentos começaram a acontecer e, hoje, são realizadas missas diárias no local. Em 2008, um dos momentos históricos foi a celebração do primeiro casamento sob as bênçãos do Cristo Redentor.

Mas foi em 2019 que o DJ Alok “popularizou” os matrimônios no monumento, ao se casar sob as luzes do amanhecer da cidade. Padre Omar lembra com carinho: “Alok fez uma doação para o Santuário do Cristo Redentor, dizendo que queria que casais sem dinheiro também tivessem a oportunidade de se casar no Cristo. Fiz mais de dez casamentos com o que ele deixou”. Porém, é importante destacar: o faturamento obtido na capela não fica parado ali. “Os recursos passam pelo Cristo e descem com a capilaridade dos nossos projetos sociais. E hoje, realmente, são de alto impacto. A Arquidiocese do Rio [que faz a administração religiosa do monumento] já é reconhecida como a maior instituição filantrópica do Brasil. Esses eventos têm realmente um grande impacto”, relata o padre Omar.

O sacerdote reforça que, para manter a estrutura religiosa do local, é preciso contar com funcionários qualificados e com padres no local para celebrar e atender às pessoas. “É uma operação diligente, integrada ao ecossistema, à natureza, e mais do que nunca mostrando que o Rio de Janeiro é de fato, e sempre será, uma Cidade Maravilhosa”. E ele reforça: “O Cristo Redentor atrai visitantes pelo monumento que é, mas atrai também peregrinos. E tem, para além do monumento, os seus parceiros, os seus stakeholders, as suas obras sociais, o seu planejamento estratégico. Enfim, é uma engrenagem muito fluida e, ao mesmo tempo, marcada pelo desenvolvimento. Cada turista, cada peregrino, tem o seu valor. Cada pessoa que sobe ao Corcovado sabe muito bem que ali vai encontrar braços abertos e, ao mesmo tempo, a segurança de um turismo de excelência”.
LUZES DO BEM
Quem olha o Cristo de longe também se surpreende quando a estátua é iluminada para chamar a atenção sobre certos temas. Padre Omar conta que existe um calendário para atender à sociedade como um todo. Por exemplo, há iluminações voltadas para questões ambientais, para assuntos sensíveis da cidadania, como o Maio Amarelo (para a prevenção de acidentes de trânsito), e conscientizações de saúde, como Outubro Rosa e Novembro Azul, além de temas cristãos, como Páscoa e Natal. “Tudo isso tem o seu impacto, a sua reverberação. Recebo também muitos pedidos solidários de ONGs. Só que tenho despesas para iluminar o Cristo. Então, vamos criando um equilíbrio de tal forma que a receita que vem de alguém que pode pagar viabilize outras iluminações para atendermos a diversas campanhas”, explica.
De certa forma, ver o Cristo iluminado ao longe, de noite, é uma forma de suprir uma carência para turistas e peregrinos: as visitações ao monumento se encerram às 18 horas, sendo que o último trem do Corcovado sai da estação do Cosme Velho às 17 horas. Isso acontece por respeito às regras do Parque Nacional da Tijuca – onde fica o Corcovado –, já que é uma área de preservação ambiental. Quanto a isso, padre Omar se ressente: “O Rio tem o privilégio de ter observatórios em São Cristóvão e na Gávea. Mas o alto de Corcovado também pode ser um lugar especial de observação, podendo fomentar mais um segmento turístico no Brasil”.
Ele sonha ainda mais quando o assunto é visitação noturna ao Cristo: “Quem sabe a gente consegue lançar o Corcovado como experiência do astroturismo, um observatório de contemplação do cosmos? Isso também é uma experiência religiosa. Por exemplo, em Santiago de Compostela, as pessoas são guiadas pelas estrelas. Outras matrizes religiosas também trabalham a observação do céu como guia para a sua espiritualidade. A contemplação das estrelas é uma experiência mística”.
E por falar em turismo associado a misticismo, o sacerdote finaliza deixando mais uma sugestão: “Eu sinto falta também de termos uma subsecretaria voltada para o turismo religioso. Ou melhor, plurirreligioso, que é mais amplo. Eu chamo de turismo da fé. A Colômbia chama de turismo místico. Precisamos só que representações políticas e pessoas que conheçam o ambiente turístico possam promover isso, criando mais e mais desenvolvimento”. Que os desejos do querido padre Omar sejam atendidos, sob a proteção do Cristo Redentor.
Sávio Neves é presidente do Conselho Empresarial de Turismo da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ)






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Já vai longe o tempo em que o forte dos quiosques nas praias cariocas era a venda de água de coco. E isso se deve à implantação da Orla Rio, concessionária privada responsável pela transformação do serviço de praia no Rio de Janeiro. Nesta edição, vamos conhecer mais dessa história numa conversa com o CEO da Orla Rio, João Marcello Barreto. Em 1962, seu pai, João Barreto, deu os primeiros passos no Quebra-Mar da Barra da Tijuca, com uma simples carrocinha de cachorro-quente.
João também reforça o conceito de rede: “O operador não pode pensar individualmente. Se ele fizer alguma coisa errada, afeta essa rede de quiosques. É como um grande shopping a céu aberto”. Para reforçar isso, a Orla Rio desenvolveu programas de qualificação e certificações internas, como o Quiosque Show, um selo que avalia atendimento, higiene, segurança sanitária, práticas ambientais e critérios de ESG.
Referência nacional em gestão e inovação, a Rodoviária do Rio vive uma nova era sob a direção de Roberta Faria, primeira mulher a comandar o terminal em quase seis décadas de história. Há três anos e meio à frente de uma estrutura que reúne cerca de 3 mil colaboradores e movimenta mais de 11 milhões de passageiros por ano, ela tem conduzido uma verdadeira revolução – tanto dentro quanto fora dos muros. “A Rodoviária do Rio é a segunda maior da América Latina. É motivo de muito orgulho fazer toda essa engrenagem funcionar, que envolve não só as empresas de ônibus, mas também o nosso mall com diversas lojas, a praça de alimentação, o estacionamento… É todo um complexo para trazer uma experiência positiva para os passageiros e turistas”, afirma Roberta.



Mais do que palco para idas e vindas, reencontros e despedidas, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – mais conhecido como Galeão – conecta a Cidade Maravilhosa ao mundo e contribui para impulsionar o turismo e a economia carioca. Quando o assunto é a satisfação dos passageiros, ele aparece como um dos cinco melhores do país entre os aeroportos com maior movimentação, segundo a mais recente pesquisa do Governo Federal, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
AUMENTO DE POUSOS E DECOLAGENS
O primeiro grande desafio da RIO galeão logo após a concessão em 2014 foi preparar o aeroporto para as Olímpiadas de 2016, na capital fluminense. Foram dois anos de muito trabalho para que o terminal estivesse apto a receber e embarcar atletas, delegações e turistas. O resultado foi motivo de orgulho para a equipe: entregar o Galeão pronto para o maior evento esportivo do planeta, de forma segura e eficiente.
acessíveis e ampliar a demanda de passageiros. Um exemplo foi a rota Rio-Londres da Norwegian, operada em modelo low cost por um ano: nesse período, a procura pelo trecho cresceu mais de 60%.
A movimentação de cargas no Galeão foi crucial durante a pandemia de Covid-19. Foi ela que praticamente manteve o aeroporto em funcionamento, garantindo receitas à concessionária em meio à crise. No início de março de 2020, a média era de 300 voos diários. No mês seguinte, esse número caiu para apenas três.





O parque conta com uma agenda diversificada de atrações que encantam crianças e adultos. Prova disso foi a parceria com grandes nomes, como D.P.A. e Ladybug, proporcionando diversão, música e atividades especiais, sem abrir mão da temática de conservação ambiental.




A Terra dos Dinos possui infraestrutura de banheiros, alimentação e loja com os suvenires para manter vivas as suas lembranças.
Além de conhecer os dinossauros, o visitante poderá se divertir nas outras atrações como tirolesa e o trenó.
