TODA A VIBE DA ARENA
ENTRE A LAGOA E A GÁVEA, O RECENTE SÍMBOLO DO ENTRETENIMENTO CARIOCA SE FIRMOU. AGORA, A ARENA JOCKEY JÁ É ATRAÇÃO AGUARDADA NO CALENDÁRIO DE SHOWS DA CIDADE, OFERECENDO AO GRANDE PÚBLICO CONFORTO, DIVERSIDADE E MUITA INOVAÇÃO.
No coração da Zona Sul, entre o verde da Gávea e o espelho d’água da Lagoa, a Arena Jockey se consolidou como um dos espaços mais vibrantes do entretenimento brasileiro. Criado pelo empresário e produtor Simon Fuller, o projeto nasceu do desejo de devolver ao Rio um espaço de shows à altura de sua história musical.
“A ideia foi em 2021, quando saímos em turnê com a Marisa Monte, no show Portas. No Rio, eu senti a carência de espaços. Queria fazer algo diferente, um lugar para ela chamar de seu. Fizemos dois finais de semana no Jockey, tudo esgotou, e quando desmontamos, eu pensei: podia ter mais”, lembra Simon, que transformou a experiência pontual em um projeto permanente dentro do Jockey Club Brasileiro.
De 2023 para cá, quando aconteceu a sua primeira edição, a Arena Jockey – agora Brava Arena Jockey – virou referência. A estrutura de 7.000 m2 é 100% coberta, climatizada e integrada ao jardim de convivência permitindo conforto e acessibilidade mesmo em dias de chuva ou calor intenso. “A partir do momento que você entra na Arena, não vai se molhar. Pode circular em todos os bares e banheiros, e sair de novo sem pegar uma gota de chuva”, explica o empresário.

O espaço, que permanece montado por quase três meses ao ano, tem movimentado o calendário cultural do Rio com uma programação diversa. “A gente vai desde Marisa Monte, Roberto Carlos e Marina Lima até Adriana Partimpim. É um programa família, para todas as tribos”, diz Simon.
A edição 2025 trouxe novidades, como o Track Bar, um listening club para até 65 pessoas, com DJs tocando apenas vinil. “É completamente blindado sonoramente, você não ouve nada da Arena. É uma experiência única, de quarta a domingo, das seis à meia-noite”, detalha.
ATRAÇÃO GRATUITA TAMBÉM
Outro destaque é o projeto das quartas-feiras gratuitas, viabilizado pela Lei Rouanet, com o festival “Baile da Música Brasileira”, comandado pelo Cordão do Boitatá. Já as quintas são do samba. “O Samba do Trabalhador está completando 20 anos. Muita gente sempre quis ir, mas achava longe. Agora, é incrível recebê-los na Zona Sul. Sempre com convidados e muita surpresa”, afirma.
Além da agenda intensa, o projeto aposta em impacto social com o Ingresso Solidário, em que destina parte da bilheteria a iniciativas locais. “Quando você vai na Arena, de alguma forma está impactando vidas. Ajudamos escolas públicas do entorno com equipamentos e aulas de música, e até já construímos uma quadra de esportes”, conta Simon.

Com público crescente e apoio de patrocinadores, a Arena Jockey já planeja sua próxima temporada. “Cada edição traz novos desafios e novas cerejas no bolo. Não existe teto. A gente vai tentar sempre entregar o melhor”, resume. Diante dessa promessa, entende-se por que essa “casa” de shows por temporada se tornou um símbolo de renovação cultural carioca – onde a música, a arte e a solidariedade se encontram sob a mesma tenda climatizada.
Pedro Guimarães é diretor-presidente da Apresenta – Associação dos Promotores de Eventos do Setor de Entretenimento e Afins. Foi secretário de Turismo da prefeitura e subsecretário de Esportes e Eventos do estado do Rio de Janeiro. Foi CEO da Marina da Glória e é empresário de diversos segmentos
LEGENDA 01:
À esquerda, Pedro com Simon Fuller, criador da Arena Jockey, por onde passaram nomes como Roberto Carlos, Paralamas do Sucesso e Marisa Monte
ASPAS 01:
“Cada edição traz novos desafios e novas cerejas no bolo. Não existe teto. A gente vai tentar sempre entregar o melhor.”
Simon Fuller, criador da Arena Jockey






Menu
Mas, com o sucesso crescente, foi necessário um espaço mais amplo, e já faz quatro anos que o evento se instalou de vez na área central do Jockey. Ao longo de 12 dias do mês de agosto, passaram por lá de 10 a 12 mil pessoas diariamente, totalizando 130 mil visitantes. “Batemos o nosso recorde de público”, comemora Leonardo André, diretor de projetos da Editora Globo – vale lembrar que o Rio Gastronomia é uma realização do Grupo Globo, com o incentivo do Ministério da Cultura.
Contando com um pano de fundo belíssimo, que é o visual emblemático das montanhas da Cidade Maravilhosa, o Rio Gastronomia reuniu 34 restaurantes – incluindo grandes chefs e estabelecimentos premiados, como Rufino, Lasai, Babbo Osteria, Absurda Confeitaria, San e Katz-sü –, 10 produtores de cachaças regionais e 20 produtores de queijos, geleias e azeites do interior do estado. Por seus estandes, passou gente de todas as idades. “Esse é um evento que leva famílias. Tinha muito carrinho de bebê, muita criança correndo… É uma arena bastante propensa para as pessoas interagirem”, comenta o diretor de projetos.

Com toda a certeza, esse grande evento esportivo movimenta muito a cidade. O reflexo se viu nos hotéis, restaurantes e pontos turísticos lotados. Isso, claro, traz um impacto econômico muito positivo ao Rio. Na edição anterior, a economia local foi impulsionada em R$ 355 milhões e houve a geração de 2,8 mil empregos diretos e indiretos, segundo o Instituto Fecomércio de Pesquisa. Até o fechamento desta edição, ainda não havia dados atualizados, mas a expectativa era de um número ainda maior, já que a quantidade de inscritos também foi superior a 2024. “Isso é incrível, não é mesmo? Como o nosso palco é a própria cidade, ela também se beneficia muito”, comemora Duda.E, nesse aspecto, o empresário enaltece ainda mais a Maratona: “O Rio de Janeiro não é uma cidade qualquer para se correr. É ‘a’ cidade! Não tem melhor lugar no mundo para se fazer a prova tendo esse pano de fundo constante. Em qualquer quilômetro que você esteja, vislumbra e contempla um ponto turístico, uma paisagem”. Duda está falando dos cartões postais ao longo do trajeto, como as praias do Leblon, de Ipanema, de Copacabana, de Botafogo e do Flamengo, além do visual do Corcovado e Pão de Açúcar. Até o Centro histórico da cidade conquista os atletas-turistas, que podem ver pelo caminho ícones da arquitetura carioca, como a igreja da Candelária, o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Museu de Arte do Rio (MAR). O bombeiro militar Anderson Perez, do Rio Grande do Sul, que o diga: “Aqui a gente corre feliz, curtindo realmente as paisagens. E ainda tem essa vibe da galera, que puxa a gente a seguir firme e tentar fazer sempre o nosso melhor”.

E é possível dar spoiler do que vem por aí? Sim! O empresário está se referindo à ampliação, ainda mais, desse evento esportivo. “Tivemos uma demanda muito grande este ano. Havia mais de 400 mil pessoas de todo o mundo na fila para comprar ingressos”, comenta. João explica que esse número é até pequeno, em comparação, por exemplo, à Maratona de Londres, em que mais de 1 milhão de pessoas tentam garantir sua vaga para correr.
“A nossa visão de futuro é transformar a Maratona do Rio em parte do Circuito Mundial de Majors. Existe a World Marathon Major, que é uma organização privada composta pelos organizadores de um seleto grupo de provas, que acontecem em Nova York, Chicago, Boston, Londres, Berlim, Tóquio e Sidney, e Cape Town e Xangai estão em processo de certificação para entrar. O nosso desejo é que essa organização crie uma décima vaga e que a América Latina seja representada por nós.”
“Foi o hub do evento, com tudo 100% gratuito. A Marina da Glória, com o Pão de Açúcar atrás, é a imagem do Rio que queremos passar para o mundo.”















