PORTOBELLO
ENTRE O SAFÁRI E O SUCESSO
Imagine um lugar onde o visitante pode chegar de avião, desembarcando a poucos metros de casa – ou do quarto de hotel –, seguir até o píer e sair de lancha. Tudo isso cercado por Mata Atlântica preservada, praias com mar calmo, areia clara e coqueiros. E, para completar, ainda podendo desfrutar de um dos projetos arquitetônicos e turísticos mais ousados do país. Esse lugar existe. E atende pelo nome de Portobello Resort & Safari.

Localizado em Mangaratiba, a cerca de 110 quilômetros do Rio de Janeiro, ocupa uma área impressionante de 2.700 hectares – o equivalente a 27 milhões de metros quadrados –, em um cenário onde natureza e infraestrutura convivem de forma harmônica. Inaugurado em 1987, já passou por inúmeras mudanças. A verdade é que Carlos Borges, proprietário fundador deste empreendimento de grandes dimensões, construiu ali muito mais do que um resort. Criou um conceito. “O hotel ocupa uma área pequena, mas é ele que dá o glamour à propriedade. Temos quatro quilômetros de praias aqui e metade da nossa área é parque nacional”, comenta Carlos. Estamos falando, portanto, de um local que une preservação e desenvolvimento.

E essa grandiosidade não está apenas na extensão territorial, mas, principalmente, na diversidade de experiências. Um dos maiores diferenciais do Portobello é abrigar o único safári ecológico dentro de um resort no Brasil. Em uma área de aproximadamente 300 mil metros quadrados, cerca de 500 animais herbívoros de diferentes partes do mundo – como Brasil, Europa e África – vivem soltos em um ambiente controlado e voltado à educação ambiental. A bordo de um jipe 4×4 com guia, os visitantes participam da aventura. “Aqui não tem jaula, não tem área fechada. As crianças vêm, curtem o safári e ficam pedindo para voltar. Isso faz com que nós tenhamos um público muito recorrente”, destaca o fundador.
CENÁRIO PARA MUITOS NEGÓCIOS

Mas o que realmente transforma o Portobello em um case de turismo empresarial é sua capacidade de integrar lazer, mobilidade e negócios em um mesmo ecossistema. Um dos marcos dessa virada foi a construção de uma pista de aviação com 1.300 metros de extensão, comparável à do aeroporto Santos Dumont. “Ela comporta qualquer tipo de jato executivo. Isso mudou completamente o nosso público. Hoje recebemos visitantes de Brasília, de Goiás, do Mato Grosso…”, enumera o empresário.
“O hotel ocupa uma área pequena, mas é ele que dá o glamour à propriedade. Temos quatro quilômetros de praias aqui e metade da nossa área é parque nacional.”
Carlos Borges, proprietário fundador do Portobello Resort & Safari
Essa facilidade de acesso amplia o alcance do empreendimento e o posiciona como um hub estratégico para grandes eventos corporativos. Empresas encontram ali não apenas infraestrutura, mas um ambiente propício à integração. Nesse contexto, o gerente-geral Luca Raposo destaca o uso crescente do espaço para experiências imersivas: “O que está muito em alta hoje é o team building. Temos uma área externa de quase 2 mil metros quadrados, além de um circuito de 16 quilômetros para bicicletas dentro da mata e toda a parte náutica, como o aluguel de canoas havaianas, que permitem atividades ao ar livre e integração de equipes”.
E se o acesso aéreo já impressiona, a estrutura náutica eleva o conceito a outro patamar. O empreendimento conta com marina para abrigar lanchas e cerca de 15 quilômetros de canais navegáveis, permitindo que embarcações fiquem literalmente na porta das residências – e aí estamos falando de construções luxuosas com áreas a partir de 3 mil metros quadrados, sendo que ainda há muitos terrenos à venda. “O proprietário pode ter o barco como extensão da casa. Ele chega pelos canais diretamente à sua residência. Isso é uma característica marcante do Portobello”, afirma Carlos.
Para viabilizar esse sistema, o resort abriga a única eclusa do estado do Rio de Janeiro, equipamento que permite a entrada das embarcações em qualquer maré e que agrega ainda mais exclusividade ao projeto. “É uma miniatura das grandes eclusas do mundo. Além de ser um atrativo, dá um charme à propriedade”, completa. Ele aproveitar para lembrar que, como estão a apenas 20 minutos da Ilha Grande, também são oferecidos barcos para os hóspedes irem desfrutar desse outro paraíso da Costa Verde.
BANHO DE RIO E PÉ NA AREIA

A experiência no local, no entanto, vai além do sofisticado. Ela também mergulha no autêntico. Entre as vivências oferecidas, estão visitas a áreas de palmital, com direito a banho de rio em ambientes restritos para até 12 pessoas, e atividades ligadas à pecuária, com cerca de 800 cabeças de gado da raça Brahman.
“O que está muito em alta hoje é o team building. Temos uma área externa de quase 2 mil metros quadrados, que permite atividades ao ar livre e integração de equipes.”
Luca Raposo, gerente-geral do Portobello Resort & Safari
Além das propriedades, o PortoBello também surpreende na hotelaria: são 170 apartamentos, sendo cerca de 60 deles no modelo “pé na areia” – o hóspede sai do quarto diretamente para a praia. Já todas as outras unidades, que ficam no segundo e no terceiro andar, têm vista para o mar. A estrutura de lazer inclui quadras esportivas, campo de futebol, piscina, pista de boliche e espaço kids com recreadores, para deixar os pais relaxarem e curtirem tantas atrações enquanto a garotada se diverte. Tudo isso sem falar, claro, na gastronomia variada.
Não é à toa que o PortoBello Resort & Safari é procurado por quem quer desacelerar, se reconectar com a natureza e viver momentos inesquecíveis e marcantes nesse visual fantástico do nosso Caribe brasileiro. E ao agregar infraestrutura de ponta a toda essa beleza, o empreendimento se consolida como um lugar onde negócios e bem-estar caminham lado a lado.
Luiz Strauss é presidente do Visit Rio






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Imagine uma Copacabana frequentada, em sua maioria, por pescadores, e com a população do Rio de Janeiro pouco ligando para esse imenso mar azul. Essa foi a realidade da Princesinha do Mar até 1919, quando o presidente Epitácio Pessoa decidiu tornar a bela praia num badalado ponto turístico, encomendando ao empresário Octavio Guinle um grande hotel em sua orla – que serviria, também, para hospedar com pompa as celebridades internacionais que viriam para a comemoração do Centenário da Independência, em 1922. Essa segunda intenção, contudo, não deu certo. A obra atrasou e foi apenas em 13 de agosto de 1923 que foi inaugurado um dos mais icônicos hotéis do mundo, o Copacabana Palace, que rapidamente se tornou símbolo de glamour e sofisticação.
Para entender melhor o que está por trás desse símbolo do luxo no Rio de Janeiro, conversamos com o português Ulisses Marreiros, gerente-geral do hotel desde 2021. Executivo da hotelaria global, ele já passou por outros estabelecimentos “luxury”, em locais como Espanha, Portugal e Maldivas. “Eu sou um sortudo por ter sempre trabalhado em hotéis espetaculares”, comemora. Porém, sua vinda para o Brasil, ainda no período da pandemia, não foi tão fácil. “Chegar ao Brasil, talvez num dos hotéis mais icônicos do mundo e uma instituição para a cidade, foi realmente um desafio enorme. Mas esse desafio só tem tido sucesso porque, durante 100 anos, várias pessoas trabalharam em prol deste hotel para que ele se tornasse uma referência. Aqui, nós temos sempre essa visão de honrar o passado, mas, ao mesmo tempo, inspirar o futuro”, conta.


Tudo começou em 1992, quando o chef italiano Dânio Braga inaugurou o Locanda Della Mimosa, em Petrópolis. A pequena pousada com apenas seis quartos logo se tornou referência não só para quem buscava se hospedar com tranquilidade e requinte, mas também para os fãs da alta gastronomia e da enologia. Só que a grande virada de chave aconteceu em 2014, quando a Locanda foi adquirida pelo engenheiro e empresário Luiz Fernando Gomes. O petropolitano, que já se dedicava a alguns empreendimentos imobiliários na região, chegou com garra e tratou de aumentar a capacidade da pousada para 24 suítes.

tempo, conseguimos alguns prêmios bacanas, não só para a gente, mas importantes também para a cidade”, lembra.
Entre os prêmios que o Locanda recebeu, está o de melhor carta de vinhos do Guia Quatro Rodas. E por que manter essa primazia apenas por ali? Não faria sentido para o empreendedor Luiz Fernando, e um passarinho nos contou que ele já está com o pezinho dentro de Areal, município que fica a 20 minutos de Itaipava e a 30 de Petrópolis, conhecido por sua produção de uvas. Será verdade? “Estamos realmente indo para Areal. Tem mais de 20 vinícolas instaladas naquela região, e não poderíamos perder essa chance. Afinal, o Locanda é totalmente voltado a essa área de gastronomia e de enologia”, revela.
Reconhecida como entidade de utilidade pública, a fundação possui mais de 200 empresas mantenedoras e trabalha para impulsionar a visibilidade global do Rio de Janeiro.







O Fairmont Rio se destaca, ainda, pelo seu pilar social, ressaltado por Netto Moreira. “Eu acho importante reconhecermos não somente o meio ambiente e a governança, mas também o pilar social. É um propósito de fé, de ser o coração da comunidade. Estar presente no coração da comunidade, em todas as suas localidades, pelo mundo. E aqui no Rio de Janeiro, não fazemos diferente”, ressaltou.
Os quartos do Fairmont Gold se destacam entre as categorias de altíssimo nível da unidade hoteleira e proporcionam uma experiência ímpar, devidamente personalizada para cada hóspede. A exclusividade é notoriamente observada logo na recepção, reservada em um lounge privativo. Além disso, prezando de maneira permanente pelas melhores experiências para os que chegam ao hotel, toda a equipe do Fairmont é preparada para atender a um pedido específico ou prestar assistência durante a estada de seus hóspedes.






