Fórum Rio Empreendedor aponta soluções e oportunidades para o desenvolvimento do estado

Evento reuniu empresários, autoridades e especialistas 

A terceira edição do Fórum Rio Empreendedor, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), reuniu poder público, empresários e a sociedade para debater o “Rio que queremos”, tema do evento este ano e que contou com a participação de cerca de 1.200 pessoas na Casa do Empresário.

“O Rio que queremos é um Rio integrado”. Essa foi a tônica do primeiro dia do fórum. Sob diferentes enfoques — da mobilidade à segurança, da cultura à inovação —, o evento revelou um consenso: o desenvolvimento fluminense depende da capacidade de diálogo e cooperação entre diversos setores.

Da esquerda para a direita: Antonio Vilela, secretário Nicola Miccione, Josier Vilar e o secretário Osmar Lima

A abertura contou com as participações do presidente da ACRJ, Josier Vilar, moderando o painel, Antonio Vilela (Firjan), secretário de Estado Nicola Miccione, secretário municipal Osmar Lima, Guilherme Mercês (Fecomércio RJ), Robson Carneiro (Facerj e Sebrae Rio). O tom foi de otimismo e realismo. O presidente Josier Vilar ressaltou que o Rio precisa estar conectado ao seu tempo. “A cidade quer estar alinhada à tecnologia e ser um lugar atrativo para se empreender, se visitar e se investir”, afirmou.

O secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Nicola Miccione, por sua vez, destacou o avanço da desburocratização e o fortalecimento do diálogo com o setor produtivo. “O Rio de Janeiro sempre vai ter problemas, e precisamos solucioná-los. Olho mais o copo meio cheio do que meio vazio: o Rio melhorou muito nos últimos anos, mas ainda tem desafios”.

A segurança pública, tema inevitável quando se fala em empreender no estado, permeou todas as discussões do dia. O secretário de Estado de Segurança, Victor Carvalho, participou do painel mediado pelo delegado da Polícia Federal, Marcelo Itagiba, com as participações do consultor Camilo D’ornellas, do coordenador geral do Disque Denúncia., Renato Almeida, e do vice-presidente da ACRJ e presidente da Fetranscarga, Eduardo Rebuzzi. Foi consenso que apenas com integração e coordenação entre setores será possível enfrentar o problema.

À esquerda, o secretário municipal de Cultura do Rio, Lucas Padilha, ao lado do empresário Alexandre Accioly

O mesmo espírito norteou os debates sobre mobilidade urbana, cultura e inovação. As falas apontaram para a necessidade de projetos metropolitanos que unam esforços e tornem o Rio mais acessível e conectado, seja por meio de um transporte eficiente, de políticas culturais integradas ou da aproximação entre universidades, empresas  e poder público.

“Precisamos vender melhor nossos atrativos e manter os talentos aqui”, destacou Fábio Ferrari, do Grupo Visagio, em uma das mesas sobre inovação. Encerrando o dia, ficou evidente que o Rio é, por si só, uma marca — uma cidade que acolhe, cria e inspira. “Paris é a cidade mais bonita criada pelo homem e o Rio é a cidade mais bonita criada por Deus”, elogiou Patrick Sabatier, diretor da L’Oréal no Brasil.

A frase serviu como síntese de um sentimento compartilhado entre os participantes: o de que o Rio, apesar dos desafios, continua sendo um terreno fértil para empreender, investir e acreditar — desde que suas forças caminhem juntas.

2º dia de debates exalta as oportunidades que o estado oferece

Se na abertura do lll Fórum Rio Empreendedor a palavra-chave foi integração, o segundo exaltou as oportunidades que o estado oferece — comerciais, tecnológicas e territoriais. A bola rolou em um segmento que concentra poder de atração e economia: o futebol. O painel, moderado pelo presidente do Conselho Superior da ACRJ, Ruy Barreto Filho, mostrou que o esporte vai muito além das quatro linhas e pode ser um vetor de turismo, inovação e geração de renda. “O futebol é o maior entretenimento do Rio de Janeiro. Temos aqui o melhor espetáculo, mas ainda usamos mal ferramentas como o programa de sócio-torcedor, que poderiam aproximar o público e gerar valor real para os clubes e para a cidade”, disse

A vice-presidente de Comunicação da ACRJ, Jacyra Lucas, ladeada pelo empresário Fred Luz e o secretário Osmar Lima (à esquerda), e pelos presidentes Luiz Eduardo Baptista (Flamengo) e Josier Vilar (ACRJ)

O presidente do Flamengo acrescentou: “Hoje falta conexão em um mundo que nunca esteve tão conectado. Mais do que investir, é preciso integrar as pontas. Conectar os esforços entre clubes, cidade e setor de turismo para receber melhor o visitante e aproveitar os momentos certos para essa interação.” A ideia de convergir atrações — estádios, calendário e oferta turística — voltou em diferentes intervenções como caminho para estender a estadia do visitante e aumentar receita local.

As discussões no Fórum evoluíram para temas estruturantes: energia e transição, inovação corporativa, economia circular e regulação para parcerias público privadas. No painel sobre energia, ficou claro o potencial do interior do estado para novos investimentos e a dimensão econômica da transição. “O interior do estado tem oportunidades concretas, mão de obra qualificada, espaço para investimentos e uma estrutura em expansão”, afirmou Gabriel Kropsch.

Em conjunto com o debate “Liderando com inovação” e “Desvendando oportunidades da economia circular”, a mensagem foi unânime: tecnologia, capital humano e modelos de negócio circulares são peças-chave para transformar vocações em negócios sustentáveis.

O encerramento do ciclo de debates do dia aproximou temas institucionais e sociais: sucessão em empresas familiares e o papel das mulheres no empreendedorismo estiveram entre as pautas que trataram de regulação, governança e diversidade como motores do crescimento.

Mulheres empreendedoras tiveram destaque no segundo dia do fórum

Pensar o futuro também passou pelo passado: a conversa “De Irineu Evangelista a Irineu Marinho — um legado de empreendedorismo e inovação para o Rio e o país”, mediada por Ancelmo Gois, lembrou trajetórias que ajudaram a moldar a economia local e convidou o público a usar essas lições para projetar novos caminhos.

O que o Rio tem de melhor

No espaço do Hall e do 14º andar, a edição deste ano apresentou novidades em relação às anteriores, com vários espaços interativos para o público: o espaço Rio de Trajetórias, localizado no hall de entrada do prédio, será um ambiente concebido para celebrar a história, a inovação e o legado da ACRJ e do empresariado fluminense; o espaço Rio de Conexões, um ambiente dinâmico e interativo, criado para ser o ponto central de networking e geração de negócios; o Rio de Sabores, um convite para experimentar a autenticidade e a diversidade da gastronomia fluminense; o Rio de Ideias uma sala interativa do Fórum, com palco de debates inspiradores, trocas criativas e experiências de cocriação; e o espaço Rio da Economia Solidária, espaço colaborativo que reuniu empreendedores do Conselho Empresarial de Comunidades, Economia Solidária, Microempreendedorismo e Terceiro Setor da ACRJ.

 

Feira Toblu: Sucesso na 2ª edição 

 

Moda consciente e solidariedade movimentaram as dependências do Tijuca Tênis Clube

A Feira Toblu foi um verdadeiro sucesso em sua 2ª edição, realizada nas dependências do Tijuca Tênis Clube, Zona Norte do Rio. 

O evento reafirmou seu propósito de ser uma vitrine de moda consciente, cultura, educação e conexão empreendedora.

Com patrocínio do Sebrae, a feira ganhou ainda mais força e visibilidade, fortalecendo os pequenos negócios e impulsionando o ecossistema da moda sustentável. A presença marcante de Andréa Drummond, representante do Sebrae e facilitadora do Empretec – ONU/Sebrae, foi um dos grandes destaques, enriquecendo as rodas de conversa com sua experiência em empreendedorismo e inovação.

A idealizadora do evento, Larissa Toblu, destacou a importância do apoio do Sebrae. 

O patrocínio do Sebrae foi essencial para ampliarmos nosso alcance e fortalecer a rede de empreendedores que acreditam na moda sustentável e no consumo consciente. Nosso propósito vai além da moda: é também social, cultural e educativo.”

Além das marcas autorais e das rodas de conversa, a Feira Toblu tem em sua essência o trabalho solidário, com a participação de ONGs, arrecadação de alimentos não perecíveis e ações de apoio a instituições locais — uma marca presente em todas as edições.

Com público engajado e resultados inspiradores, a Feira Toblu confirma que veio para ficar — e em dezembro já  promete novidades imperdíveis na terceira edição.

Siga @feiratoblu para acompanhar tudo de perto!

 

 

PAN 2031: Comissão da Panam Sports encerra visitas técnicas no Rio e Niterói

Agenda de compromissos da comitiva foi encerrada no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói

Nesta última sexta-feira (03), a Comissão de Avaliação da Panam Sports fez o encerramento das visitas técnicas às instalações da candidatura conjunta de Rio de Janeiro e Niterói para sediar os Jogos Pan-americanos de 2031.

A visita se iniciou pelo Caminho Niemeyer, no Centro de Niterói, que poderá abrigar provas de levantamento de peso, patinação artística, skate, escalada esportiva, squash e a largada da maratona. Em seguida, a comissão visitou a Arena da Concha Acústica, que está em fase final de construção e poderá ser palco do tiro com arco, luta livre, luta greco-romana e caratê, entre outras modalidades.

A comitiva foi composta pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, pelo vice-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, além do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marco La Porta, e os cinco integrantes da comissão liderada pelo presidente da Panam, Neven Ilic, entre outras autoridades públicas que percorreram os locais sugeridos para as competições no município.

Durante coletiva de imprensa realizada no Museu de Arte Contemporânea (MAC), o prefeito Rodrigo Neves demonstrou otimismo com a escolha do Rio e Niterói, no próximo dia 10, em Santiago, no Chile. A candidatura conjunta concorre com a cidade de Assunção, capital do Paraguai.

“Tivemos três dias de trabalho e estamos muito animados porque o Brasil tem um projeto coletivo dos atletas, do Comitê Olímpico Brasileiro e que conta com forte apoio das prefeituras de Niterói e do Rio de Janeiro, além, evidentemente, do governo do Estado do Rio e do Governo Federal. Temos praticamente toda a infraestrutura esportiva pronta. Por isso, a nossa prioridade será um investimento ainda maior nos atletas para os próximos seis anos e alguns investimentos em infraestrutura de mobilidade. Estamos muito felizes de receber, em Niterói, a comissão da Panam Sports e tenho certeza que a gente sai dessa missão com um passo adiante para que esses jogos sejam os melhores pan-americanos na história, com a acolhida do povo brasileiro”, declarou o chefe do Executivo.

O vice-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, reforçou que foi uma alegria ter a equipe da Panam Sports por três dias.

“Essa candidatura dos Jogos Pan-americanos Rio e Niterói só é possível por conta do legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e dos Jogos Pan-americanos de 2007. Receber esses jogos será muito importante. Fazer essa visita nos últimos dias com a comissão é poder mostrar o legado vivo que os Jogos Pan-Americanos e os Jogos Olímpicos de 2016 deixaram. Temos uma infraestrutura pronta com duas cidades conscientes da importância desses jogos. O Pan de 2031 vai unir as Américas. São jogos que olham para os atletas, para a cooperação esportiva e para o fortalecimento dos Comitês Olímpicos Internacionais. O presidente Lula e o governador Claudio Castro têm reiterado o apoio. Essa missão reforça as qualidades desse projeto”, disse Eduardo Cavaliere.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marco La Porta, ressaltou a sintonia com Rio e Niterói.

“Tenho certeza que todos que estiveram aqui presentes perceberam a sinergia, a sintonia que há entre as duas cidades e o Comitê Olímpico Brasileiro. A gente está muito confiante. Vai ser um impacto nas Américas. É isso que o Brasil pretende, é isso que Rio e Niterói, duas cidades irmãs, vão entregar com certeza em 2031”, disse Marco La Porta.

O presidente da Panam Sports, Neven Ilic, elogiou o que viu em Niterói e no Rio.

“Uma das coisas que quero destacar é o legado que deixaram, tanto nos Jogos Panamericanos de 2007 quanto na Olimpíada de 2016, no Rio. Estamos muito impressionados com a forma como as autoridades têm mantido esses equipamentos e como eles têm sido usados e reutilizados para diferentes finalidades em benefício da população. Estamos muito felizes. Não posso entregar mais detalhes, mas acho que é fácil dizer que o marco que vimos, tanto no Rio como em Niterói, é fantástico para um evento tão importante como os Jogos Pan-americanos”, afirmou o presidente da Panam Sports.

Rio+Agro: Agronegócio e sustentabilidade em debate no Riocentro

Fórum discute o futuro da produção agrícola aliado ao desenvolvimento sustentável

De 1º a 3 de outubro de 2025, o pavilhão 2 do Riocentro, na Barra da Tijuca, recebe a segunda edição do Rio+Agro, um dos maiores fóruns internacionais voltados para o desenvolvimento agroambiental sustentável. O evento reúne diversas lideranças globais, especialistas, empresários, instituições de pesquisa e autoridades públicas para debater o futuro da produção agrícola em sintonia com a preservação ambiental.

 

Com o tema “Brasil, líder no desenvolvimento agroambiental sustentável do cinturão tropical, promovendo segurança alimentar, hídrica, energética, socioambiental e climática no mundo”, o evento consolida o país como protagonista nas discussões sobre segurança alimentar, hídrica, energética e climática em escala global.

A programação inclui mais de 120 palestrantes nacionais e internacionais, painéis temáticos, workshops, rodadas de negócios e exposições de tecnologias sustentáveis.

O Rio+Agro também promove momentos de integração cultural com apresentações musicais de artistas renomados como Michel Teló e Leo Jaime, em uma arena montada especialmente para o evento. A expectativa é reunir milhares de participantes do Brasil e do exterior, superando o sucesso da edição anterior, que atraiu mais de 18 mil visitantes.

Com uma proposta inovadora e inclusiva, o Rio+Agro reafirma seu compromisso com um modelo de desenvolvimento sustentável, colocando o agro brasileiro no centro do debate sobre os grandes desafios e oportunidades do século XXI.

SERVIÇO
RIO+AGRO 2025 – Fórum Internacional do Desenvolvimento Agroambiental Sustentável
Datas: 1, 2 e 3 de outubro de 2025
Horário: Das 9h às 19h (Fórum e Exposição) + Shows
Local: Centro de Convenções Riocentro – Pavilhão 2
Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 – Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ

Miguel Pereira nos trilhos

A ESTRADA DE FERRO POR ONDE TRANSITA A TURÍSTICA MARIA FUMAÇA REMETE AO ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO DESTE MUNICÍPIO, LOCALIZADO A 120 KM DA CAPITAL FLUMINENSE. MIGUEL PEREIRA HOJE É LOCOMOTIVA E EXEMPLO DE AÇÕES INTEGRADAS ENTRE PODER PÚBLICO LOCAL E INICIATIVA PRIVADA, FOMENTANDO TURISMO, CULTURA, GERAÇÃO DE OPORTUNIDADES E CRESCIMENTO ECONÔMICO.

 

A Ponte Paulo de Frontin é o único viaduto de ferro em curva do mundo

O que Miguel Pereira tem? Se a pergunta fosse feita há 15 anos, provavelmente a resposta não seria das melhores. No entanto, fazer esse mesmo questionamento nos dias de hoje é sinônimo de orgulho e satisfação por parte de moradores e turistas, que, em períodos de feriados prolongados, ocupam 100% da rede hoteleira do município. Uma verdadeira potência!

O município, outrora distrito de Vassouras, foi emancipado em 25 de outubro de 1955 e batizado como Miguel Pereira. O nome é em homenagem ao renomado professor e médico Miguel Pereira, que, ao ser diagnosticado com um tumor, buscou refúgio na região devido ao clima ameno – considerado o terceiro melhor do mundo.


Localizada a 120 km da cidade do Rio de Janeiro, tornou-se não apenas um xodó do interior como também exemplo de iniciativas coordenadas entre poder público e empresariado – fruto de uma administração municipal gerenciada nos mesmos moldes de uma empresa. E a fórmula tem dado certo nos últimos oito anos. Prova disso é que a cidade possui um volume considerável de investimentos em obras por meio de parcerias público-privadas (PPPs) no valor de aproximadamente R$ 1 bilhão.

A partir de 2017, sob a administração do então prefeito André Português, Miguel Pereira iniciou seu despontar para além do cenário fluminense. Fruto de projetos em PPPs, em total sinergia com os poderes Legislativo e Judiciário, o município passou a desfrutar de uma era de desenvolvimento latente.

Após dois mandatos consecutivos de André (2017-2024), seu sucessor, Pedro Paulo Quinzinho, vem prosseguindo com o modelo de administração pública empreendedora, tocando os negócios da municipalidade como se estivesse no comando de uma empresa, focado no cumprimento de metas e na entrega de resultados. O ex-prefeito, atualmente, ocupa a presidência da Miguel Pereira Tur, autarquia municipal criada para alavancar as políticas públicas voltadas ao setor turístico da cidade. E a Revista Manchete esteve no município para a cerimônia de inauguração dessa autarquia.


André tem sido bastante convidado para conduzir palestras sobre gestão pública e apresentar o case de sucesso de Miguel Pereira. Recentemente, esteve em Dubai, maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, e retornará no mês de outubro em palestra agendada para cerca de 600 prefeitos do mundo inteiro, cujo tema será PPPs e turismo. “Todas as cidades mais fortes em turismo no Brasil e no exterior não possuem secretarias de turismo, e sim as autarquias, a exemplo da RioTur e GramadoTur. E Miguel Pereira não poderia ser diferente. A autarquia não é apenas um equipamento da cidade. Ganha toda uma região, assim como ganha o estado do Rio de Janeiro”, disse André.

O município também está tendo mais aquecimento econômico com a ampliação da rede hoteleira. “Começou em 14 de janeiro um investimento de R$ 168 milhões do hotel que foi eleito por duas vezes o melhor do mundo, o Colline de France. Antes, era apenas uma unidade no Brasil, em Gramado. Agora, serão duas, com a construção aqui em Miguel Pereira. E também começaram as obras do Hotel Sesc, com 87 quartos, e que vai se transformar em uma grande escola de turismo, fazendo todo o atendimento da rede hoteleira. São equipamentos que transformam todo o futuro de uma cidade”, declarou.

FOCO TAMBÉM EM EDUCAÇÃO E SAÚDE
Para além do turismo, o gestor citou melhorias na educação e qualificação profissional. “Além dos investimentos realizados na rede municipal de ensino no meu primeiro mandato, também inaugurei a Faetec, chegando a ter cerca de 800 alunos, muito voltada para todos os segmentos do turismo, buscando qualificar a nossa mão de obra. E inaugurei a Faculdade de Miguel Pereira (Famipe), mantida pela Universidade de Vassouras, eleita a melhor faculdade privada do estado do Rio de Janeiro e a oitava melhor do Brasil, e colocamos aqui os cursos de Direito, Medicina, entre outros”, disse André.
Miguel Pereira ganhou, ainda, um complexo de saúde e assistência social voltado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Espaço Azul TEAcolhe busca a melhoria da qualidade de vida e a inclusão social de crianças e adultos com autismo. Numa estrutura de três andares, conta com médico especialista em TEA, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, assistente social, psicóloga, psicopedagoga e fisioterapeuta.

Acima, André Português, junto ao prefeito Pedro Paulo Quinzinho, durante a cerimônia de inauguração da Miguel Pereira Tur, da qual é presidente.

André falou sobre outro importante investimento na saúde pública municipal. “Estamos há dois anos e meio criando a Cidade da Saúde. Um complexo com 70 mil m2, sendo o mais moderno e completo hospital público do estado do Rio de Janeiro. Isso comprova que, mesmo Miguel Pereira tendo o terceiro menor orçamento do estado, nem tudo é dinheiro, e sim gestão. Buscamos essa parceria com o Governo do Estado, conseguimos o recurso, entramos com a área e fizemos o projeto. E ainda este ano vamos entregar esse grande hospital, com 554 ambientes e 13 mil m2”, afirmou o gestor.

E, agora, é hora de olhar para o futuro. André Português finaliza, enfatizando sobre a Miguel Pereira do amanhã: “A população ainda não imagina o lugar em que Miguel Pereira vai chegar. É só o início! Temos muitos projetos em maturação, e outros com obras já em andamento. Inclusive, estamos discutindo mais 64 novos projetos. Também vamos inaugurar mais nove parques, chegando ao meu maior objetivo, que é tornar Miguel Pereira no maior destino fluminense, trazendo 9 milhões de turistas para o município”.

”Todas as cidades mais fortes em turismo no Brasil e no exterior não possuem secretarias de turismo, e sim as autarquias. E Miguel Pereira não poderia ser diferente. A autarquia não é apenas um equipamento da cidade. Ganha toda uma região, assim como ganha o estado do Rio de Janeiro.”

André Português, presidente da Miguel Pereira Tur

 

MUITOS MOTIVOS PARA VISITAR A CIDADE

INEGAVELMENTE, O TURISMO TEM SIDO A MOLA PROPULSORA PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL. E NÃO FALTAM ATRATIVOS PARA COLOCAR MIGUEL PEREIRA NO TOPO DO CENÁRIO FLUMINENSE E COM RECONHECIMENTO EM TODO BRASIL. VEJA ALGUNS DELES:

RUA TORTA
Com sua forma sinuosa e paisagismo singular, é um ambiente considerado “instagramável” e ideal para passeios em família. Tendo como fonte de inspiração a rua homônima de Gramado, foi prontamente adotada pelos turistas, sobretudo por sua atmosfera charmosa e acolhedora. Está localizada próximo à estação do trem turístico, bem atrás da Rua Coberta.

RUA COBERTA
No coração de Miguel Pereira, trata-se de um polo gastronômico e cultural inspirado na famosa rua de Gramado, em um ambiente com estrutura moderna e acolhedora. O local possui diversos estabelecimentos gastronômicos, com restaurantes que proporcionam uma ampla variedade culinária, além de cafeterias e lojas. Espaço ideal para passeios diurnos e noturnos.

MARIA FUMAÇA
É o único trem turístico do estado do Rio de Janeiro, oferecendo um passeio nostálgico e histórico que combina turismo e cultura. Tem um percurso de 9 km (ida e volta) entre as estações Professor Miguel Pereira e Governador Portela, feito em aproximadamente 1h30. “Esse projeto começou há cerca de dois anos. Todas as máquinas são de 1893. Além disso, todos os vagões foram recuperados por nós em prol do crescimento do turismo de Miguel Pereira. Esse é o nosso principal objetivo”, afirmou Renato Gonçalves, supervisor de operação do Trem Maria Fumaça.

LAGO JAVARY
É o cartão-postal da cidade, tendo se tornado um ponto recorrente para fotografias. O lago possui um espelho d’água de cerca de 60 mil m² e serve de habitat para diversas espécies – incluindo fauna aquática, aves e capivaras. É próximo a ele que irá se instalar a filial do hotel de luxo Colline de France.

TERRA DOS DINOS
Localizado em uma reserva de 1,4 milhão de m2, no meio da Mata Atlântica, é o maior parque de dinossauros do mundo. Abriga mais de 40 réplicas de dinossauros em tamanho real, muitas com sons e movimentos, incluindo uma réplica monumental de Argentinossauro, com mais de 30 m de comprimento.
Uma das atrações mais recentes da Terra dos Dinos é o maior trenó de montanha da América Latina. Tem 1,2  km de extensão, com curvas, subidas e descidas naturalizadas, e os carrinhos alcançam até 50 km/h, com controle de velocidade pelo visitante. A tirolesa é outra aventura emocionante. Possui mais de 300 m de extensão e até 100 m de altura, com vista imponente da Mata Atlântica. Já na Trilha Suspensa, é possível caminhar por mais de 200 m de passarela suspensa, chegando a até 10 m de altura.

“No final do período de férias, batemos recorde de público, com quase 40 mil pessoas somente no mês de julho, e sempre com novidades. A cada dois anos, priorizamos uma atração nova para o parque. Ano passado, trouxemos o trenó, que é um sucesso absoluto. E virão ainda mais novidades”, declarou Marcio Clare, proprietário do Parque Terra dos Dinos.

”No final do período de férias, batemos recorde de público, com quase 40 mil pessoas somente no mês de julho, e sempre com novidades.”
Marcio Clare, proprietário do Parque Terra dos Dinos

 

 

Carlos Martins é jornalista e comunicador de rádio e televisão

MOTORES
Carlos Martins

DIRETO DO
túnel do tempo

NÓS FOMOS CONHECER A 42ª EXPOSIÇÃO DE AUTOMÓVEIS ANTIGOS DE TERESÓPOLIS E FICAMOS IMPRESSIONADOS: TUDO TÃO NOVINHO QUE PARECIA TER ACABADO DE SAIR DA LOJA. CONFIRA ESSE EVENTO QUE REUNIU OS APAIXONADOS PELO CHAMADO “ANTIGOMOBILISMO”.

Talvez você nunca tenha ouvido esse termo. Mas antigomobilismo é a paixão e o conjunto de atividades relacionadas à coleção, restauração e preservação de automóveis antigos, valorizando a originalidade, o estilo de época e a história que representam. Esse hobby envolve muito pesquisa e o mais bacana: a participação em eventos e encontros, que unem os colecionadores e suas famílias – afinal, é a melhor forma de exibir essas preciosidades.

Entre os dias 5 e 7 de setembro, foi a vez de Teresópolis receber o ronco desses motores bem-conservados. Na 42ª Exposição de Automóveis Antigos de Teresópolis – organizada pelo Clube Amigos do Antigo –, mais de mil veículos clássicos ocuparam os gramados do Teresópolis Golf Club. E estamos falando de modelos como Gordini, VW 1600, Mercedes-Benz 220, Opala, Comodoro, Dodge, Maverick, Camaro, Berlinetta e uma infinidade de Fuscas reluzentes.

Calcula-se que mais de 25 mil visitantes foram prestigiar a exposição, que também contou com uma programação cultural e gastronômica bem atraente. Leonardo Vasconcelos, prefeito de Teresópolis, reforça a relevância do evento: “É muito importante recebermos a Feira dos Automóveis Antigos. Este ano, nossa feira se situou como uma das três maiores do país”. A secretária de Turismo de Teresópolis, Nina Benedito, concorda: “É uma tradição, um dos eventos mais importantes e que já faz parte do nosso calendário oficial. Para Teresópolis, é um prazer e um privilégio enorme sediar um evento desse porte, fomentando o nosso turismo e a nossa economia local”.

”Este ano, nossa feira se situou como uma das três maiores do país.”

Leonardo Vasconcelos, prefeito de Teresópolis

 

UM SONHO DE PAI E FILHO

A cada carro antigo que conhecíamos, encontrávamos boas histórias para serem contadas. E uma delas unia pai e filho. O Mercury Eight Sedan, de 1949, na cor marrom-metálico, passou por um processo de restauração que durou anos. E, agora em 2025, estreou no evento de Teresópolis, e acabou sendo um dos veículos mais admirados. Seus proprietários são o aposentado Eni Mendes e seu filho, o engenheiro mecânico Luiz Augusto. É o rapaz quem fala: “É um sentimento de conquista, de realização, estar neste evento. Era um sonho antigo. Quando eu ainda estava na faculdade, meu pai me deu o desafio de encontrar esse carro, que é bem difícil de achar. Por coincidência, um professor meu tinha um guardado e compramos. Desde então, iniciamos um trabalho de construção não só do carro, mas também de ligação afetiva entre pai e filho”.

Outras histórias de família se apresentaram no gramado do Golf Clube, como a do empresário Alfredo Machado, proprietário de um Fiat 147 azul metálico. “Esse carro chegou lá em casa quase zero quilômetro, em 1980. Era do meu avô. Quando ele faleceu, ficou para o meu pai, que também morreu mais tarde. Hoje, o carro é meu. E eu sigo cuidando como uma parte da história da nossa família”.

Everaldo Braz e Carlos Martins

ESTRELAS DA VOLKSWAGEN
No meio dos inúmeros fusquinhas que passaram pela exposição, o do aposentado Everaldo Braz atraía inúmeros olhares. Pintando de azul e laranja, a partir da cópia do design de uma miniatura chinesa, o carro também era todo adesivado. “A intenção é chamar a atenção. Afinal, a gente chega num evento em que tem 50 Fuscas azuis, e a pessoa passa direto. Por isso, tem que chegar diferenciado”, revela. E, com certeza, ele conseguiu.

Porém, uma raridade também se destacou: um Fusca 1302, alemão, original conversível com injeção eletrônica. Ele estava à venda pela Troca de Clássico, um galpão de carros antigos de Teresópolis. “Esse carro traz uma curiosidade… Lá fora, em 1978, já tinha injeção eletrônica, que só foi chegar no Brasil nos anos 90, com o Gol GTI. É um modelo muito legal e muito raro de se ver aqui, até porque não foi lançado no nosso país”, conta o vendedor Igor Lack.

Mas nem só de Fusca vivem os fãs da Volkswagen. Denilson Santos, proprietário da By Deni Studio, faz um trabalho de restauração de vários veículos dessa montadora em sua cidade, Indaiatuba (SP). Pela primeira vez em Teresópolis, ele exibia cores e versões mais icônicas de carros da Volks, como Saveiro Sunset vinho metálico com friso laranja, Gol GTI amarelo sunny e dois modelos idênticos de Gol na cor azul astral, que só existiu em 1991. E valeu a pena sair de São Paulo para o interior do Rio? “Esse evento é muito prestigiado e achei bem legal e organizado”, comenta, satisfeito.

DOMINGO TEVE PREMIAÇÃO

Ao longo dos dois primeiros dias da exposição, uma comissão julgadora percorreu cada milímetro do Golf Club analisando os diversos modelos. “É uma avaliação muito difícil, porque são muitos veículos expostos e com grande qualidade”, explica Henrique Moraes, presidente do Clube dos Amigos do Antigo de Teresópolis. Mas o resultado chegou no domingo de manhã, com o anúncio de 25 carros premiados.

No último dia do evento, Henrique carregava a sensação de dever, mais uma vez, cumprido com êxito. “Nesta 42ª edição, a gente acredita que tenha ultrapassado mil carros expostos. No ano passado, foram cerca de 800. E olha que este ano a previsão era de chuva, mas graças a Deus ela não veio e atraiu os expositores”, comemora. E, agora, é acelerar e aguardar até a edição de 2026, que certamente seguirá encantando os amantes do antigomobilismo.

Carlos Martins é jornalista e comunicador de rádio e televisão

Lifestyle sobre rodas

Muito além de uma moto, um estilo de vida! A Revista Manchete embarca pela história de uma das mais emblemáticas marcas de motocicleta, que inspirou uma fiel comunidade pelo mundo. A Harley-Davidson se destaca pelo design que remete à liberdade, pelo ruído diferenciado do motor e pela exclusividade de seus produtos.

Se você me perguntar o que é a Harley-Davidson, eu costumo dizer o seguinte: é uma marca que também vende moto, porque existem tantas outras coisas que entregamos para o cliente e para os apaixonados pela marca, que eu falo que a moto é quase o subproduto.” A definição apresentada pelo diretor da Rio Harley-Davidson, Luiz Vasconcellos, demonstra a força de uma marca conceituada que atravessou gerações para muito além da venda de motocicletas e que enaltece o significado do estilo de vida em ser Harley, tornando-se um verdadeiro símbolo cultural.

A concessionária Rio Harley-Davidson, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, mantém a premissa original da marca, criada em 1903, nos Estados Unidos, por William Harley e os irmãos Arthur e Walter Davidson, na cidade de Milwaukee, no estado de Wisconsin. Há 122 anos, os precursores da Harley construíram a primeira motocicleta em um pequeno galpão de madeira, com a proposta de criar uma bicicleta motorizada, mais especificamente para subir colinas sem muito esforço. A ideia inovadora possibilitou uma evolução rápida. Prova disso é que, em 1910, os sócios já produziam centenas de motos por ano.

“O tamanho do motor dela era um pouco maior do que uma latinha de massa de tomate. Então, era muito rudimentar, simplória, mas de fato funcionou. E a partir daquele momento, eles construíram essa primeira motocicleta para se deslocarem.”

Luiz Vasconcellos, diretor da concessionária Rio
Harley-Davidson,
referindo-se ao primeiro modelo da marca.

GUERRAS, CRISE E AVANÇOS

Em 1956, o cantor Elvis Presley posou para a capa de uma revista especializada em motocicletas montado em sua Harley, ajudando a popularizar a marca

Durante a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, a Harley forneceu milhares de motocicletas para o exército americano, aumentando sua reputação global e a imagem da marca como símbolo de resistência e liberdade.

Em 1929, a quebra da Bolsa de Nova York impactou diretamente a Harley, junto a outras grandes empresas americanas. No entanto, a marca se reinventou em 1934 e retornou ainda mais pujante, com o lançamento de novos produtos, e inovando com motores mais potentes e estilos distintos.
A empresa também passou pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), oportunidade em que pôde colaborar novamente com o exército dos Estados Unidos, reafirmando sua conduta e reputação na sociedade. Já entre os anos de 1950 e 1970, tornou-se ícone mundial, muito especialmente quando ganhou as telas do cinema, em filmes como The Wild One (1953) e Easy Rider (1969), que ajudaram a consolidar a imagem rebelde das Harley-Davidson.

“O Elvis Presley fez uma foto, uma raridade na capa de uma revista da época, e aquilo explodiu como um rastilho de pólvora. E aí a moto saiu realmente do mundo da motocicleta e foi para o mundo do cinema. Com isso, ela ganhou novos holofotes quando foi para o filme O Exterminador do Futuro, com Arnold Schwarzenegger, já na década de 1980’’, disse Vasconcellos.

Entre as décadas de 1990 e 2000, a Harley passou a focar na experiência do cliente, promovendo diversos eventos e lançamentos de linhas de roupas, acessórios e perfumes com a marca, modernizando-se e investindo em suas coleções, até a atualidade.A loja da Rio Harley-Davidson vende, além das potentes motocicletas, uma diversidade de produtos para que os clientes possam efetivamente vestir a marca Harley, desde malhas, jaquetas, camisetas, botas, capacetes, entre outros acessórios, para que o motociclista possa não somente andar de moto, mas também usar em outros passeios e finalidades de lazer. As opções envolvem estilos de roupas funcionais e vestuários do conceito lifestyle, que podem ser trajados em diferentes eventos e ocasiões.

 

MOTOS PARA DESLOCAMENTOS
CURTOS E PROLONGADOS
A Harley-Davidson possui modelos de motocicletas tanto para deslocamentos rápidos como também para viagens prolongadas, alinhados de acordo com a proposta e necessidade do cliente. A Street Bob, por exemplo, é uma moto que já vem customizada e possui um estilo diferente. É considerada um modelo fácil e leve para quem precisa realizar percursos muito mais ágeis no cotidiano.
Já a Fatboy é uma moto icônica da marca. A potência do motor de uma Harley-Davidson Fatboy possibilita um trajeto de até 500 km/h. Além disso, existem outros modelos considerados grandes estradeiros, que são as motos touring. “São aquelas em que a pessoa sai daqui e vai lá para o Ushuaia, na Argentina, em um trajeto de 10 mil quilômetros, e chega lá como se tivesse ido de avião”, afirmou Vasconcellos.
A marca também organiza suas motocicletas em diferentes coleções, com destaque para Grand American Touring, Cruiser, Adventure Touring e Sport. Além dessas, a Harley possui categorias para modelos elétricos.

CONCEITO DE EXCLUSIVIDADE
Uma peculiaridade da marca Harley-Davidson está nas motos e nos acessórios personalizados. Para quem é proprietário de uma Harley, mesmo que as motocicletas sejam do mesmo modelo, as peças nunca serão iguais. Uma distinção singular, e que se originou entre as décadas de 1930 e 1940, período de popularidade das tatuagens, é que as pessoas passaram a tatuar no corpo sua própria forma de identificação. E isso logo se tornou uma tendência adotada pela marca para destacar suas mais diferentes coleções. Os tanques das motos Harley, por exemplo, possuem um emblema e uma tatuagem próprios, reafirmando o conceito estabelecido pela empresa de criar a personalidade no produto e ao gosto individual dos seus proprietários. Outro grande diferencial é o barulho do motor, considerado a alma da marca.

“O motor de uma moto da Harley-Davidson tem uma concepção que faz com que o barulho seja patenteado. É o barulho hard que todo mundo gosta, que é nossa marca registrada. Isso tem um aspecto técnico. Trata-se da ideia de produção do motor em V, que conta com dois cilindros a 45 graus. A construção leva sempre o mesmo formato em V, o que possibilita que o barulho seja patenteado.”

Luiz Vasconcellos, diretor da concessionária Rio Harley-Davidson

FÁBRICA NO BRASIL
A fábrica da Harley no Brasil, situada na Zona Franca de Manaus (AM), foi a primeira unidade da marca fora dos Estados Unidos, e que inicialmente desenvolvia suas operações como uma fábrica CKD (Complete Knock-Down), focada no mercado brasileiro. Atualmente, a fábrica permanece em operação, atendendo ao mercado nacional. Hoje, a Harley possui 13 concessionárias e 13 representantes em território brasileiro. Vasconcellos conta que todas as motocicletas da loja são produzidas aqui no Brasil desde 2011. As peças vêm dos Estados Unidos, mas as motos são fabricadas com a nossa tecnologia e mão de obra – o que permitiu que a Harley retornasse ao mercado brasileiro e, de certa forma, muito mais competitiva do que antigamente, quando era um produto 100% importado.

UMA LEGIÃO DE APAIXONADOS
A Harley-Davidson conta com um grupo global, denominado Harley Owners Group (H.O.G.). A iniciativa oferece um ambiente exclusivo para que os proprietários de Harley-Davidson possam se conectar e compartilhar sua paixão pela marca e desfrutar do modo de vida Harley. O grupo possui mais de 1 milhão de participantes.

“Chegando no Japão, você pode não falar japonês, mas estando lá com uma jaqueta ou uma camisa do H.O.G, já é rapidamente identificado e muito bem-vindo ao grupo. E como associados, também temos benefícios exclusivos, incluindo um sistema de contagem de milhas, por exemplo, que colocamos no colete e que indicam quantas milhas já foram percorridas de moto. Contamos também com descontos em produtos Harley e ainda é possível participarmos de encontros e eventos exclusivos”, comentou Carlos Sena, agente de turismo e proprietário de Harley.
Tradição, qualidade, experiências personalizadas e senso de coletividade são as principais características que tornaram a Harley-Davidson uma verdadeira gigante mundial. Muito mais do que vender motos, a marca transcendeu esse aspecto, valorizando, sobretudo, o estilo Harley de ser, em uma linguagem única e sem fronteiras, tornando-a emblemática, relevante e admirada no mundo inteiro.

Carlos Martins é jornalista e comunicador de rádio e televisão

‘Das Cinzas ao Ouro’ chega ao Rio de Janeiro no mês de celebração ao Dia da Criança Africana

Marie Antoinette, empresária multifacetada, de origem guineense e cabo-verdiana, de nacionalidade suíça, apresenta sua obra que será lançada no Brasil no Rio de Janeiro no MUHCAB- Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira no dia 13 de junho às 11 horas na sala Carolina de Jesus e na Bienal do Livro no Espaço da Secretaria da Educação no dia 14 de junho às 11h30.

Durante agenda que visa conscientizar sobre a necessidade urgente de proteger crianças contra todas as formas de violência, a autora Marie Antoinette, que viveu inúmeras violências e negligências durante sua infância que tiveram consequências na fase adulta, chama atenção para esse tema em sua autobiografia “Das Cinzas ao Ouro”.

A data, Dia da Criança Africana que acontece em 16 de junho , também é um importante marco na luta por uma educação de qualidade que respeite a cultura, a origem e as histórias de todas as crianças, especialmente as africanas. Para a autora poliglota, mãe solo e atípica, a chave de sua emancipação foi a educação que ela teve que brigar para acessar e assim sair do terror vivenciado ainda quando era criança, ponderando o quanto pode ser difícil ser menina em alguns contextos, famílias e sociedades.

A autobiografia destaca sua trajetória, desde uma infância desafiadora até sua ascensão como uma referência internacional no mundo dos negócios, especialmente no setor de mineração. A autora aborda temas como liberdade econômica e geográfica, além de refletir sobre as várias faces da resiliência feminina que começa na infância.

 

 

Grupo Nefroclínicas inaugura nova unidade no Shopping da Gávea

Com a nova clínica, rede amplia o acesso ao tratamento renal no Rio de Janeiro

O Grupo NefroClínicas acaba de inaugurar sua nova clínica de nefrologia, localizada na Gávea, no coração da Zona Sul do Rio de Janeiro. A unidade está localizada dentro do Shopping da Gávea e já começou a atender pacientes com doenças renais crônicas, oferecendo infraestrutura moderna e atendimento especializado.

Com a nova unidade, a rede reforça seu compromisso de facilitar o acesso ao tratamento para doenças renais em diferentes regiões do Brasil.

A equipe da Revista Manchete, com o Giro Rio 360°, acompanhou o coquetel de inauguração da clínica, promovido na última quinta-feira (05). Nossa equipe conversou com o presidente do conselho do Grupo Nefroclínicas, Daniel Calazans, além do cirurgião vascular Dr. Guilherme Farme, e o Diretor Regional de Hospitais e Oncologia da Rede Américas, Nélisson do Espírito Santo.

“Nosso foco é tratar pessoas com problemas renais. E mais do que tratar apenas a doença, nosso foco é cuidar das pessoas e dar o melhor atendimento humanizado”, declarou Calazans.

 

Maratona do Rio: Está chegando o maior festival de corridas da América Latina

Com o lema “O Brasil corre para o Rio”, maratona conta com 85% de corredores de fora do Rio de Janeiro.

A Revista Manchete entra no clima da Maratona do Rio.

A organização do festival promoveu um encontro com profissionais de imprensa, na última quarta-feira (4), para apresentar todos os detalhes da corrida, que acontece entre os dias 19 e 22 de junho, com quatro percursos diferentes. As corridas são de 5km, 10km, 21km e 42 km, tendo largadas e chegadas sempre no Aterro do Flamengo, com exceção da prova da meia maratona, que terá largada na Praia do Leblon. Com cerca de 60 mil corredores, atingindo um recorde de inscritos, a Maratona do Rio é considerada o maior festival de corridas de toda a América Latina.

O Brasil corre para o Rio

O número de inscritos oriundos de fora da cidade maravilhosa corrobora com o lema estabelecido pela organização da maratona, denominado “O Brasil corre para o Rio”, com cerca de 85% de inscritos oriundos de outras cidades do país. Um exemplo cristalino disso, comprovado através dos números divulgados durante a apresentação, é que corredores vindos de cidades do estado de Minas Gerais estão no top 3 na lista de inscritos. Minas é o terceiro estado com o maior número de competidores no festival, com 13,5% de mineiros. São Paulo conta com 32%, e a presença de cariocas corredores corresponde a 19%.
As inscrições para a Maratona do Rio já estão encerradas. O primeiro percurso, de 5km, acontece no dia 19 de junho. No dia 20, ocorre a prova de 10km, com a meia maratona no dia 21, e o encerramento no dia 22 com a maratona de 42km.

•Calendário | Maratona do Rio

Prova 5km

Data: 19/06/2025
Largada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Chegada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Horário de largada: 16h (Brasília)
Tempo limite de prova: 90 minutos

Prova 10km

Data: 20/06/2025
Largada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Chegada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Horário de largada: 7h (Brasília)
Tempo limite de prova: 90 minutos

Prova 21km

Data: 21/06/2025
Largada: Praia do Leblon
Chegada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Horário de largada: 6h (Brasília)
Tempo limite de prova: 3h

Prova 42 km

Data: 22/06/2025
Largada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Chegada: Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória
Horário de largada: 5h (Brasília)
Tempo limite de prova: 6h

 

 

 

 

 

O tradicional Clube do Feijão Amigo, fundado há 45 anos e hoje presente em mais de 30 países, reuniu personalidades de destaque nos segmentos turístico, político e empresarial, durante almoço no Pareo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Entre os homenageados, o Secretário de Estado de Turismo Gustavo Tutuca recebeu da Confraria uma placa de reconhecimento pelo seu trabalho.

Marcos Salles, Sandro Fernandes, Gustavo Tutuca e Ramiro Fidalgo.
Gustavo Tutuca e Wagner Victer
Fábio Serrão, Sérgio Ricardo, Wallerson Scherrer e Nilo Sergio Felix

A associação que reúne os principais nomes do trade turístico no Brasil e no exterior promoveu seu encontro regional deste ano no restaurante Páreo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 29 de abril. Capitaneado pelo presidente da confraria no Rio, o decano do turismo brasileiro Nilo Sérgio Félix, o almoço reuniu cerca de 180 pessoas, divididas entres os setores turístico, político e empresarial da sociedade carioca e fluminense. Entre elas, o secretário de Estado de Turismo Gustavo Tutuca, um dos homenageados de destaque no evento por seus relevantes serviços prestados ao turismo fluminense. Além de Tutuca, também foram homenageados o presidente da TurisRio, Sérgio Ricardo de Almeida, o líder da hotelaria carioca, Alfredo Lopes, entre outras personalidades.

Alfredo Lopes, Sophie Barbara e Netto Moreira

Nilo Félix, na condição de presidente da organização no Rio, também fez uma saudosa referência ao amigo e fundador da confraria, o empresário Michel Tuma Ness, mais conhecido como Michelão, que faleceu aos 81 anos. “Um ícone do turismo brasileiro. O saudoso Michelão permanece. Ele deixou esse legado. Então nós estamos aqui com as principais lideranças do setor. Homenageamos algumas pessoas na certeza de que o Feijão Amigo é uma coisa fraterna”, afirmou.
O empresário Alexandre Tuma Ness, herdeiro do fundador, também marcou presença no encontro, comandando a já tradicional “Mortadela do Michelão”, marca registrada nos encontros da organização e em diversos eventos de turismo.

O secretário de Estado de Turismo Gustavo Tutuca e sua esposa Andrezza Borges posam com o avental produzido especialmente para o evento

“Feliz de estar aqui no Clube do Feijão Amigo, que é uma entidade que representa e homenageia tantas pessoas importantes do turismo, especialmente neste momento em que o Rio de Janeiro tem retomado seu protagonismo no turismo internacional. A gente tem o apoio do governador Cláudio Castro, com todo o investimento necessário para isso, e que entendeu de fato a importância do turismo para a economia do Rio.”

Gustavo Tutuca, secretário de Estado de Turismo

 

“Esse encontro não poderia ser em um momento melhor. E fazemos uma homenagem ao secretário Gustavo Tutuca, que está realizando um trabalho espetacular à frente da secretaria de Turismo do Estado”, enfatizou Nilo Félix. Já o homenageado Gustavo Tutuca externou sua felicidade pelo reconhecimento de seu trabalho no comando das políticas públicas de turismo no Rio.

Nilo Félix, na condição de presidente da organização no Rio, também fez uma saudosa referência ao amigo e fundador da confraria, o empresário Michel Tuma Ness, mais conhecido como Michelão, que faleceu aos 81 anos. “Um ícone do turismo brasileiro. O saudoso Michelão permanece. Ele deixou esse legado. Então nós estamos aqui com as principais lideranças do setor. Homenageamos algumas pessoas na certeza de que o Feijão Amigo é uma coisa fraterna”, afirmou.

 

O saboroso feijão amigo ganha mais uma tradição: a mortadela do Michelão, oferecida por Alexandre Tuma Ness
O brinde de Michel Couto, CEO do Grand Cru Copacabana – um dos patrocinadores do evento

 

O empresário Alexandre Tuma Ness, herdeiro do fundador, também marcou presença no encontro, comandando a já tradicional “Mortadela do Michelão”, marca registrada nos encontros da organização e em diversos eventos de turismo.

“A gente fica muito feliz de saber que o Rio de Janeiro sempre foi uma liderança do Clube do Feijão Amigo, fundado há 45 anos pelo meu pai. O Clube já percorreu os 27 estados do Brasil. Mas o Rio sempre foi a liderança do Clube, divulgando políticas públicas para o turismo.”

Alexandre Tuma Ness, empresário

CONFRARIA SURGIU NA DÉCADA DE 1980

Ocupando a posição de vanguarda na divulgação do turismo, da cultura e da gastronomia do Brasil, o Clube do Feijão Amigo foi criado no ano de 1980, há 45 anos, pelo empresário Michel Tuma Ness, mais conhecido como Michelão, figura amplamente reconhecida como ícone do turismo brasileiro, e que presidiu a Federação Nacional de Turismo (Fenactur).

O propósito de criação do Clube do Feijão Amigo foi incentivar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao setor turístico em todo o território nacional e que pudessem ser divulgadas com o símbolo da gastronomia brasileira: o feijão!

Formada majoritariamente por empresários e líderes, a confraria está presente em todo o território nacional, nos 27 estados da federação, mais Fernando de Noronha, além de 30 países, sendo responsável por centenas de homenagens a diversas personalidades da vida pública, incluindo presidentes, governadores e prefeitos de todo o Brasil.

Nilo Félix assumiu a presidência da organização no Rio de Janeiro em 1990, a convite do presidente nacional Michelão e de Aldo Siviero, que ocupava o cargo de diretor da Varig. Na mesma época, uma comissão da confraria foi formalizada e composta por Aldinho Júnior, Luiz Antônio Kallut e Sergio Cinelli.

O crescimento das atividades do grupo era notório. Fruto da paixão de seus dirigentes e associados, uma legião gigantesca de apaixonados pelo Clube, que realizou cinco grandes encontros durante o ano. Algo que inevitavelmente despertou a atenção das grandes empresas para que patrocinassem os eventos. O Banco Nacional, por exemplo, durante a realização do congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), em Fortaleza, lançou o cartão de crédito bandeira Visa do Clube do Feijão Amigo. Um salto monumental da organização que cresceu de forma significativa, impactando positivamente o turismo nacional e internacional, empunhando a bandeira de nosso país pelo mundo inteiro.

Carlos Martins é jornalista e comunicador de rádio e televisão

Fotos: Isabela Salles e Fred Pontes

TERESÓPOLIS: ENCANTOS E CURIOSIDADES DA CIDADE DE TERESA

O município localizado na Região Serrana do Rio de Janeiro é amplamente reconhecido por suas belezas naturais e pelo clima ameno. Mas também reserva lugar para a alta gastronomia, além das curiosidades que enaltecem tradições e a pujança turística perante seus moradores e visitantes.

Acima, a vista da Serra dos Órgãos e, ao fundo, o pico Dedo de Deus. Nesta foto, o trecho da nascente do Rio Paquequer, que atravessa a cidade de Teresópolis

Teresópolis, ou simplesmente Terê. A antiga freguesia integrante do município de Magé conquistou sua emancipação político-administrativa há 133 anos, em 6 de julho de 1891. A cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro conta com uma altitude média de 871 metros e tem o turismo como vocação natural, sendo seu eixo de desenvolvimento econômico. Uma verdadeira potência da serra fluminense.

Um dos principais destinos de turismo de fim de semana no inverno, Teresópolis está a cerca de 90 km do Rio de Janeiro

De acordo com os dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2022, Teresópolis possui cerca de 165.123 habitantes que ocupam uma área de pouco mais de 770 km². Logo quando se chega ao município, uma oportunidade singular: a contemplação da vista de um dos berços do montanhismo brasileiro, o Dedo de Deus, situado na Serra dos Órgãos – uma das principais referências turísticas da região.

Do outro lado, mais uma parada obrigatória. O Mirante do Soberbo, um complemento extraordinário da receptividade. E bem ao lado, a figura de Teresa. Um monumento exclusivamente dedicado em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, que nasceu em 14 de março de 1822, na cidade italiana de Nápoles, e que foi casada com o imperador Dom Pedro II. A imperatriz era apaixonada pela região de Teresópolis, muito especialmente pelos encantos próprios da exuberância local e pela temperatura agradável, características predominantes de Terê. O nome Teresópolis significa Cidade de Teresa, uma homenagem prestada à imperatriz que passava longos períodos na localidade, ao lado do marido. Quem chega à cidade, assim como Teresa chegou, encanta-se pelas belezas naturais dessa terra, que agora será apresentada em detalhes. Sabendo que Terê é como um coração de mãe, sempre cabe mais um (e até mais uns).

PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS
Criado em 30 de novembro de 1939, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) proporciona uma vista encantadora a todos que visitam a unidade de conservação que contém 2.024 hectares protegidos, abrangendo os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, sendo o terceiro Parque Nacional do Brasil, contando com uma rica biodiversidade.
Unidade Federal de Proteção Integral, a área está subordinada ao Instituto Chico Mendes (ICMbio) e se credencia por possuir a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 km. É o espaço ideal para os aventureiros e apaixonados por esportes de montanha, como rapel, escalada e caminhada, além das extraordinárias cachoeiras que atraem seus visitantes.
De acordo com o ICMbio, o parque contém mais de 2.800 espécies de plantas, cerca de 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis. É aberto diariamente para visitações gratuitas, além de possuir um sistema de agendamento para camping.

FONTE JUDITH
A Fonte Judith foi criada em 1920, revitalizada em 1967 e fica localizada no bairro do Alto. É considerada um ótimo ponto para reenergizar e se conectar com a natureza por meio da água cristalina da fonte revestida com azulejos portugueses de Jorge Colaço. O local recebeu esse nome devido a uma jovem, cuja família tinha casa de veraneio na região, e que após tentar diversos tratamentos em vão teria sido curada de uma doença estomacal depois de tomar a água da fonte. Análises posteriores revelaram que a água tem um componente químico chamado radônio, que ajudou na cura da menina Judith. Além disso, é umas das 12 fontes de água natural da cidade de Teresópolis.

FEIRINHA DO ALTO
A Feirinha do Alto é o maior atrativo turístico de Teresópolis. É a segunda maior feira artesanal ao ar livre do país e conta com mais de 600 estandes, entre roupas, brinquedos, artesanato e alimentação. O atrativo fica localizado no bairro do Alto, a cinco minutos da entrada da cidade, mais precisamente na Praça Higino da Silveira. A feira ocorre sempre aos sábados, domingos e feriados nacionais prolongados, das 10 às 18 horas.

GRANJA COMARY E CBF
Granja Comary é o nome pelo qual é conhecido o bairro Carlos Guinle, que abriga a sede da Seleção Brasileira de futebol. É o local de concentração da Seleção, além de centro de treinamento de outras categorias patrocinadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A sede conta com mais de 150 mil m2 de área verde, divididos entre cinco campos, infraestrutura para atendimento aos atletas e um centro de treinamento. A Granja atrai turistas também pela bela paisagem composta pelo lago Comary (artificial), de cujas margens podem ser vistos os picos da Serra dos Órgãos, incluindo o Dedo de Deus. É um cartão postal.

Escola Ginda Bloch, um presente do fundador da Revista Manchete, Adolpho Bloch, à cidade de Teresópolis. O nome foi uma homenagem a sua mãe.

ESCOLA GINDA BLOCH: UM PRESENTE DE ADOLPHO PARA TERÊ
A Escola Municipal Ginda Bloch integra o arcabouço de curiosidades de Teresópolis. A unidade educacional teve seu projeto arquitetônico desenvolvido por Oscar Niemeyer, sendo inaugurada em 30 de abril de 1970, como um presente do jornalista e empresário Adolpho Bloch, fundador da Revista Manchete e filho de Ginda. Durante anos, o empresário colaborou de maneira significativa para a manutenção da unidade, que em 2013 foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

“Adolpho foi morador da cidade, e com isso ele contribuiu doando a escola para a prefeitura. Até hoje nossa unidade é uma referência para o município no setor de segundo segmento, que é do sexto ao nono ano. Hoje, nós contamos com 427 alunos em dois turnos. E isso foi um grande ganho para o município. Nós, inclusive, temos um contato direto com o Instituto Niemeyer, que prevê uma estrutura de reforma e ampliação, a qual estamos aguardando com muita ansiedade.”

Edna Bussinger, diretora e professora da Escola Ginda Bloch.

CIRCUITO GASTRONÔMICO

A gastronomia de Teresópolis possui uma reconhecida influência europeia, com a presença de diversos restaurantes de culinária alemã, suíça e italiana, o que denota o processo de colonização da região. As cervejas artesanais também são partícipes do requinte gastronômico. A cidade abriga cervejarias que oferecem diversos tours e degustações. O clima de montanha também evidencia uma boa pedida de pratos quentes, como fondue e receitas com truta, peixe típico da região.

O restaurante Viva Itália é um dos exemplos de sofisticação da culinária italiana, com variedades de pratos, além de cafeteria, sorveteria, delicatessen e área de lazer em um clima extremamente agradável. O consultor de negócios gastronômicos Roberto Miralha enalteceu o trade local.

“Eu acredito que o polo gastronômico, ou seja, o trade gastronômico da cidade, realmente é muito favorável. Hoje nós temos empresários que investem muito na cidade. Apostam e acreditam em equipamentos turísticos como esse (Viva Itália), por exemplo. Então, não só posso falar nomes como Viva Itália, mas também irão nascer vários outros. É uma comunidade muito forte. São pessoas que não trocam Teresópolis por nada e trabalham aqui, vivem aqui, criam seus filhos aqui pela segurança e por esse climinha gostoso que é uma delícia também. Mas, realmente, o polo gastronômico é top. É o ápice daqui”, declarou.

Quando falamos de culinária alemã, o restaurante Taberna Alpina é referência absoluta. Com 70 anos de tradição, o prato mais tradicional da casa é o Filet à Madame Butterfly.

Aconchego e tradição do Taberna Alpina. Destaque para o prato mais requisitado: o Filé à Madame Butterfly

“São 70 anos de tradição aqui na cidade de Teresópolis. E a Dona Erna, que fundou o restaurante, trouxe toda essa história para cá, vinda da Alemanha, e estamos dando continuidade. Espero que por mais 70 anos. O Filet Madame Butterfly é um prato que não é muito encontrado por aí. Ele é original da Suíça e foi trazido na década de 70. É um dos pratos que mais vende aqui na casa”, detalhou a sócia do Taberna Alpina, Priscila Medeiros.

Embora a culinária europeia seja a mola propulsora da gastronomia local, a cidade propicia uma diversidade de gostos e opções no setor. Há espaço para todos que prezam por bom gosto, qualidade e sofisticação para além dos pratos predominantemente europeus. O restaurante Sinhá é uma comprovação desse conceito, prezando pela gastronomia do interior e por pratos tipicamente mineiros.

“Na verdade, nós buscamos exatamente voltar ao passado para que tivéssemos essa experiência de como era viver em Teresópolis anos atrás. Nós viemos muito para essa parte rural da cidade. Então, tivemos a grande ideia de ser uma referência turística da área rural de Teresópolis, mesmo em meio a prédios e estando dentro da cidade. E a ideia foi criar esse cenário de aconchego, de como era viver sem a tecnologia, sem esse tanto de informações que temos hoje”, disse Ariane Oliveira, proprietária do restaurante.

Os atores Henrique Silva e Estefane Lucas, que interpretam o engenheiro André Rebouças e a imperatriz Teresa Cristina nos tradicionais jantares temáticos no Restaurante Donna Tê

 

Vania Baddini, proprietária do restaurante Donna Tê, é uma especialista quando se fala em gastronomia na cidade de Teresópolis, já que acumula a experiência de ter sido presidente do polo gastronômico durante 12 anos A empresária detalhou como se deu todo o conceito do circuito gastronômico local e o motivo da sua fama na região.

“O Viva Itália é uma gastronomia especial, realmente parece que você está na Itália. Ainda nesse circuito, temos o Sinhá, um restaurante temático. A cenografia te leva à roça e toda a culinária é voltada para o campo, incluindo os doces do interior. O Taberna Alpina é impossível não conhecer. Todos que vêm para Teresópolis desde criança possuem uma memória afetiva enorme desse restaurante. E descendo para o Centro, tem o Donna Tê, que é um restaurante também temático e cultural, que conta a história da imperatriz Teresa Cristina com os atores interpretando a imperatriz e o engenheiro e abolicionista André Rebouças”, pontuou Vania, detalhando o percurso da gastronomia teresopolitana.

As delícias mineiras são o carro-chefe do Restaurante Sinhá, que conta com um espaço cenográfico remetendo às tradições do interior
Vila St. Gallen, um espaço destinado aos amantes da cervejaria de Terê

 

MARIA TORTA: A MAIS TRADICIONAL DOCERIA DE TERESÓPOLIS

D epois da refeição, a boa pedida é sempre uma sobremesa, claro. A doceria Maria Torta é a mais tradicional de Teresópolis. Criada há 42 anos, a empresária Cláudia Raposo pontuou o diferencial da doceria, além de destacar o doce predileto da maioria dos clientes: o tradicional mil-folhas de chocolate, carro-chefe da Maria Torta.

“Nós somos uma empresa familiar. Há quase 43 anos que a Maria Torta nasceu, enquanto eu estava grávida de gêmeos. E aí construímos uma empresa muito em torno da família. Tanto é que os nossos funcionários são muito antigos. As receitas são do meu marido, da família dele. E preservamos muito essa questão da tradição. Como estamos há muitos anos aqui, nós temos receitas clássicas, a exemplo do mil-folhas, que é uma tradição da Maria Torta, e a nossa coxinha, que fazem parte de memórias afetivas dos nossos clientes que visitam e que enxergam a Maria Torta como uma grande sala de estar de Teresópolis”, declarou Cláudia.

A cidade de Teresópolis é uma boa rota para quem quer vestir casaco, luvas, cachecol e passear em meio à natureza. Durante a alta temporada, especialmente no inverno, Terê atrai turistas em busca de experiências sofisticadas e personalizadas, o que favorece sua rede hoteleira. Inclusive, é recomendável que, durante esse período, as reservas sejam realizadas com antecedência, por conta da altíssima demanda. Além disso, muitos hotéis oferecem pacotes especiais para famílias, casais e grupos, incluindo passeios, atividades ao ar livre e gastronomia elevada.
Seja na disputadíssima alta temporada, ou até mesmo em outras épocas do ano, Teresópolis é sempre um ponto de encontro para quem gosta de viajar aos fins de semana. É pura efervescência! Fonte de orgulho e inspiração, não apenas para os seus moradores, mas também para quem já abraçou a cidade como sua. Viva Terê!

Carlos Martins é jornalista e comunicador de rádio e televisão

Cana, branquinha, mé, pinga, marvada – ou simplesmente cachaça. São tantos nomes! Feita a partir do caldo de cana, tornou-se tão popular a ponto de ser referência de bebida destilada brasileira. Integrante do imaginário afetivo de milhares de pessoas, a cachaça está presente em diferentes regiões e classes sociais do país. E o estado do Rio de Janeiro ocupa seu lugar de relevância na produção da bebida, especialmente no município de Quissamã, na região Norte Fluminense.

Cachaça, a bebida destilada brasileira

Considerada até “um santo remédio” pela crendice popular, existem mais de 10 mil marcas brasileiras de cachaça. O estado do Rio de Janeiro, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, ocupa a terceira colocação em marcas registradas e produtos da bebida, atrás apenas dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Partindo dessa premissa, a Revista Manchete foi ao Engenho São Miguel para mergulhar nos alambiques e desvendar os mistérios dessa bebida que frequenta desde botecos a restaurantes luxuosos. Potência quando o assunto é produção de cachaça, o município de Quissamã, na região Norte Fluminense do estado, é o local onde se encontra a Cachaça Sete Engenhos, marca consolidada no mercado por sua credibilidade no segmento de bebidas.

“Quissamã tem uma tradição muito grande em produzir cana, açúcar e cachaça. E a cidade viu seu apogeu a partir da fundação do primeiro engenho central do país. Ao longo dos anos, a nossa família se dedicou aqui à produção de cana, açúcar e cachaça”, declarou Haroldo Carneiro, proprietário do Engenho São Miguel. 

Segundo Haroldo, o conceito inicial para uma produção adequada de cachaça passa por uma boa e indispensável qualidade da cana.

“A primeira coisa é ter uma boa matéria-prima, uma boa qualidade de cana. Aqui no Engenho São Miguel, toda a nossa cana é produzida de forma orgânica. A gente não usa qualquer produto químico. Ela é colhida sem queimadas e feita toda a higienização necessária. E aqui começamos o processo a partir de uma boa matéria-prima. O segredo também é ter uma fermentação muito bem-feita, livre de qualquer impureza.”

Haroldo Carneiro, proprietário do Engenho São Miguel

PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL

A preocupação com a sustentabilidade é um processo incontestável no desenvolvimento da cachaça no Engenho São Miguel. Desde a produção da cana orgânica até o reaproveitamento de todos os produtos da fábrica, o objetivo é manter um bom equilíbrio com o meio ambiente, seguindo o princípio de que nada se perde. Tudo se transforma em gigantescas potencialidades no âmbito das etapas de produção.

O ambiente da fermentação é exatamente o que chamamos de dornas de fermentação. Aqui, quando o caldo da cana é esmagado na moenda, é transferido para cá e iniciamos todo o processo, em que as leveduras são as nossas grandes contribuidoras, usando a cachaça e transformando todo o açúcar que existe no caldo de cana em álcool. Esse processo demora em torno de 24 horas. Nós também temos a oportunidade de separar o início da destilação do final, chamado de cabeça e cauda, que possuem álcoois que não são desejáveis e que usamos para a produção do etanol. Mais uma prática sustentável aqui dentro da nossa fábrica. Então, não utilizamos a cabeça e a cauda na cachaça, e sim para a produção de etanol”, explicou Haroldo.

DO SINGELO AO SOFISTICADO

Durante a conversa com a Revista Manchete, Haroldo Carneiro também citou o aspecto da adesão da cachaça por diferentes classes sociais, passando pelos espaços mais singelos e chegando aos ambientes requintados da sociedade.

“Há algumas décadas, a cachaça era considerada uma bebida de periferia. Ela ainda hoje continua sendo muito consumida nesses pontos mais isolados. Mas ela também adentrou nos melhores bares e restaurantes das capitais brasileiras, como São Paulo e Rio. Você vai lá na Dias Ferreira, na Barão da Torre, em qualquer lugar que tem um restaurante de altíssimo nível, e observa que todos eles hoje possuem uma carta de coquetelaria com cachaça. Então, a gente percebe que já está sendo muito apreciada em todos os níveis sociais”, disse.

ATUAÇÃO COM A CLIENTELA E TRABALHO DE EXPORTAÇÃO

Atuando perante mais de duzentos clientes no Rio de Janeiro, e com trabalho consolidado no exterior, Alexandre Carneiro, analista de resultados do Engenho São Miguel, detalhou como as ações com a clientela são realizadas:

“Hoje nós temos no Rio um embaixador, que é o Pedro Barros, e ele é o responsável por estar de bar em bar visitando os clientes e também abrindo possibilidades com clientes novos. E aqui no Engenho, fazemos todo o acompanhamento dos pedidos e podemos ver a média que o cliente costuma solicitar e conferir para ver se, de repente, já passou do tempo que ele deveria fazer uma segunda solicitação. Acompanhamos tudo rigorosamente”, disse.

O relacionamento estabelecido com o trabalho de exportação da Cachaça Sete Engenhos para mais de 15 países foi destacado pela gerente administrativa Mayara Matos.

“Apesar de ser uma cachaça do interior, uma empresa pequena e de gestão familiar, é muito interessante vermos que a cachaça daqui de Quissamã está presente em diversos países. O processo é um pouco burocrático, diferente do que a gente faz para a venda dentro do Brasil, contando com uma série de documentos. Você tem que ter um agente aduaneiro para auxiliar nesse processo, pois se trata de uma burocracia maior. No entanto, também nos dá um resultado muito melhor.”

Mayara Matos, gerente administrativa da Cachaça 7 Engenhos

A CACHAÇA MANCHETE

Uma das especialidades da Cachaça Sete Engenhos é o desenvolvimento de rótulos personalizados, começando pela Cachaça Sete Engenhos Imperial. A empresa produziu o blend exclusivo em comemoração aos 450 anos do Rio de Janeiro, lançado por ocasião das festividades na Cidade Maravilhosa, além dos rótulos destinados ao Copacabana Palace e Cristo Redentor, que credenciou a Sete Engenhos como o único destilado no mundo inteiro a possuir chancela para utilizar a imagem do monumento.

Uma das especialidades da Cachaça Sete Engenhos é o desenvolvimento de rótulos personalizados, começando pela Cachaça Sete Engenhos Imperial. A empresa produziu o blend exclusivo em comemoração aos 450 anos do Rio de Janeiro, lançado por ocasião das festividades na Cidade Maravilhosa, além dos rótulos destinados ao Copacabana Palace e Cristo Redentor, que credenciou a Sete Engenhos como o único destilado no mundo inteiro a possuir chancela para utilizar a imagem do monumento.

“É um rótulo feito com muito carinho. E nós, que somos da época da Revista Manchete, ficamos muito orgulhosos em poder produzir mais esse rótulo e com ainda mais qualidade. Estamos felizes em juntar a nossa marca a uma outra marca que é tão tradicional, como a Manchete.

Haroldo Carneiro, proprietário do Engenho São Miguel

A HISTÓRIA DO ENGENHO SÃO MIGUEL

O Engenho São Miguel possui quatrocentos anos de atuação no manejo da cana de açúcar, associando credibilidade, produção sustentável e tecnologia de ponta. Tradição, qualidade e sustentabilidade são os princípios que norteiam a atuação da família de Haroldo Carneiro (fundador da Sete Engenhos) e seguidos à risca até os dias atuais.

Alambique da Cachaça Sete Engenhos

A história do Engenho São Miguel está absolutamente entrelaçada com a história do Brasil. Os antepassados de Haroldo participaram diretamente da fundação do Rio de Janeiro, ao lado de Estácio de Sá. Posteriormente, na Ilha dos Sete Engenhos (atual Ilha do Governador), passaram a se debruçar na produção de cana, cachaça e açúcar.

No ano de 1661, José de Barcelos Machado, também ancestral de Haroldo Carneiro, participou da Revolta da Cachaça. Já no final do século XVII, a família Barcelos decidiu trocar a Ilha dos Sete Engenhos pelas terras de Quissamã, na região Norte do Rio. 

Manoel Carneiro da Silva, fundador do primeiro engenho de Quissamã, por volta de 1770, se casou com Ana Barcelos Coutinho, uma das herdeiras da família Barcelos.

Entrada da fazenda São Miguel

ASCENSÃO DE QUISSAMàNA PRODUÇÃO AÇUCAREIRA

Com a chegada de D. João VI ao Rio de Janeiro em 1808, o município de Quissamã passou a vivenciar seu momento de glória com o crescimento da produção açucareira. Em 1858, os herdeiros de Manoel Carneiro da Silva fundaram sete engenhos de açúcar e cachaça, entre eles o Engenho São Miguel, em 1858. Já em 1877, foi estabelecida a unificação dos sete engenhos, consolidando o Engenho Central de Quissamã, sendo o primeiro de toda a América Latina.

Com o passar do tempos, já nos anos 2000, o Engenho Central de Quissamã foi impactado pela crise na produção canavieira, obrigando-o a interromper suas atividades e, por consequência, a fechar suas portas.

Sala de armazenamento e envelhecimento da cachaça

A partir de 2010, Haroldo Carneiro reabriu suas portas. Uma das primeiras iniciativas na reabertura foi a implementação de novos formatos e de técnicas atualizadas na produção e no manejo de cana, zelando permanentemente pelas práticas de sustentabilidade no engenho.

Nos anos seguintes, marcos significativos se somaram à trajetória da Sete Engenhos. A medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas pelo tradicional blend com a variante Cerejeira, a modificação da identidade visual e a mudança definitiva de nome, passando de Cachaças São Miguel para Sete Engenhos, entre tantos outros avanços, credenciaram a marca como uma das mais bem posicionadas no mercado de bebidas.