MOTORES
Carlos Martins
DIRETO DO
túnel do tempo
NÓS FOMOS CONHECER A 42ª EXPOSIÇÃO DE AUTOMÓVEIS ANTIGOS DE TERESÓPOLIS E FICAMOS IMPRESSIONADOS: TUDO TÃO NOVINHO QUE PARECIA TER ACABADO DE SAIR DA LOJA. CONFIRA ESSE EVENTO QUE REUNIU OS APAIXONADOS PELO CHAMADO “ANTIGOMOBILISMO”.
Talvez você nunca tenha ouvido esse termo. Mas antigomobilismo é a paixão e o conjunto de atividades relacionadas à coleção, restauração e preservação de automóveis antigos, valorizando a originalidade, o estilo de época e a história que representam. Esse hobby envolve muito pesquisa e o mais bacana: a participação em eventos e encontros, que unem os colecionadores e suas famílias – afinal, é a melhor forma de exibir essas preciosidades.
Entre os dias 5 e 7 de setembro, foi a vez de Teresópolis receber o ronco desses motores bem-conservados. Na 42ª Exposição de Automóveis Antigos de Teresópolis – organizada pelo Clube Amigos do Antigo –, mais de mil veículos clássicos ocuparam os gramados do Teresópolis Golf Club. E estamos falando de modelos como Gordini, VW 1600, Mercedes-Benz 220, Opala, Comodoro, Dodge, Maverick, Camaro, Berlinetta e uma infinidade de Fuscas reluzentes.
Calcula-se que mais de 25 mil visitantes foram prestigiar a exposição, que também contou com uma programação cultural e gastronômica bem atraente. Leonardo Vasconcelos, prefeito de Teresópolis, reforça a relevância do evento: “É muito importante recebermos a Feira dos Automóveis Antigos. Este ano, nossa feira se situou como uma das três maiores do país”. A secretária de Turismo de Teresópolis, Nina Benedito, concorda: “É uma tradição, um dos eventos mais importantes e que já faz parte do nosso calendário oficial. Para Teresópolis, é um prazer e um privilégio enorme sediar um evento desse porte, fomentando o nosso turismo e a nossa economia local”.
”Este ano, nossa feira se situou como uma das três maiores do país.”
Leonardo Vasconcelos, prefeito de Teresópolis
UM SONHO DE PAI E FILHO
A cada carro antigo que conhecíamos, encontrávamos boas histórias para serem contadas. E uma delas unia pai e filho. O Mercury Eight Sedan, de 1949, na cor marrom-metálico, passou por um processo de restauração que durou anos. E, agora em 2025, estreou no evento de Teresópolis, e acabou sendo um dos veículos mais admirados. Seus proprietários são o aposentado Eni Mendes e seu filho, o engenheiro mecânico Luiz Augusto. É o rapaz quem fala: “É um sentimento de conquista, de realização, estar neste evento. Era um sonho antigo. Quando eu ainda estava na faculdade, meu pai me deu o desafio de encontrar esse carro, que é bem difícil de achar. Por coincidência, um professor meu tinha um guardado e compramos. Desde então, iniciamos um trabalho de construção não só do carro, mas também de ligação afetiva entre pai e filho”.
Outras histórias de família se apresentaram no gramado do Golf Clube, como a do empresário Alfredo Machado, proprietário de um Fiat 147 azul metálico. “Esse carro chegou lá em casa quase zero quilômetro, em 1980. Era do meu avô. Quando ele faleceu, ficou para o meu pai, que também morreu mais tarde. Hoje, o carro é meu. E eu sigo cuidando como uma parte da história da nossa família”.

ESTRELAS DA VOLKSWAGEN
No meio dos inúmeros fusquinhas que passaram pela exposição, o do aposentado Everaldo Braz atraía inúmeros olhares. Pintando de azul e laranja, a partir da cópia do design de uma miniatura chinesa, o carro também era todo adesivado. “A intenção é chamar a atenção. Afinal, a gente chega num evento em que tem 50 Fuscas azuis, e a pessoa passa direto. Por isso, tem que chegar diferenciado”, revela. E, com certeza, ele conseguiu.
Porém, uma raridade também se destacou: um Fusca 1302, alemão, original conversível com injeção eletrônica. Ele estava à venda pela Troca de Clássico, um galpão de carros antigos de Teresópolis. “Esse carro traz uma curiosidade… Lá fora, em 1978, já tinha injeção eletrônica, que só foi chegar no Brasil nos anos 90, com o Gol GTI. É um modelo muito legal e muito raro de se ver aqui, até porque não foi lançado no nosso país”, conta o vendedor Igor Lack.
Mas nem só de Fusca vivem os fãs da Volkswagen. Denilson Santos, proprietário da By Deni Studio, faz um trabalho de restauração de vários veículos dessa montadora em sua cidade, Indaiatuba (SP). Pela primeira vez em Teresópolis, ele exibia cores e versões mais icônicas de carros da Volks, como Saveiro Sunset vinho metálico com friso laranja, Gol GTI amarelo sunny e dois modelos idênticos de Gol na cor azul astral, que só existiu em 1991. E valeu a pena sair de São Paulo para o interior do Rio? “Esse evento é muito prestigiado e achei bem legal e organizado”, comenta, satisfeito.
DOMINGO TEVE PREMIAÇÃO
Ao longo dos dois primeiros dias da exposição, uma comissão julgadora percorreu cada milímetro do Golf Club analisando os diversos modelos. “É uma avaliação muito difícil, porque são muitos veículos expostos e com grande qualidade”, explica Henrique Moraes, presidente do Clube dos Amigos do Antigo de Teresópolis. Mas o resultado chegou no domingo de manhã, com o anúncio de 25 carros premiados.
No último dia do evento, Henrique carregava a sensação de dever, mais uma vez, cumprido com êxito. “Nesta 42ª edição, a gente acredita que tenha ultrapassado mil carros expostos. No ano passado, foram cerca de 800. E olha que este ano a previsão era de chuva, mas graças a Deus ela não veio e atraiu os expositores”, comemora. E, agora, é acelerar e aguardar até a edição de 2026, que certamente seguirá encantando os amantes do antigomobilismo.
Carlos Martins é jornalista e comunicador de rádio e televisão






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Se você me perguntar o que é a Harley-Davidson, eu costumo dizer o seguinte: é uma marca que também vende moto, porque existem tantas outras coisas que entregamos para o cliente e para os apaixonados pela marca, que eu falo que a moto é quase o subproduto.” A definição apresentada pelo diretor da Rio Harley-Davidson, Luiz Vasconcellos, demonstra a força de uma marca conceituada que atravessou gerações para muito além da venda de motocicletas e que enaltece o significado do estilo de vida em ser Harley, tornando-se um verdadeiro símbolo cultural.

A Harley-Davidson possui modelos de motocicletas tanto para deslocamentos rápidos como também para viagens prolongadas, alinhados de acordo com a proposta e necessidade do cliente. A Street Bob, por exemplo, é uma moto que já vem customizada e possui um estilo diferente. É considerada um modelo fácil e leve para quem precisa realizar percursos muito mais ágeis no cotidiano.
“O motor de uma moto da Harley-Davidson tem uma concepção que faz com que o barulho seja patenteado. É o barulho hard que todo mundo gosta, que é nossa marca registrada. Isso tem um aspecto técnico. Trata-se da ideia de produção do motor em V, que conta com dois cilindros a 45 graus. A construção leva sempre o mesmo formato em V, o que possibilita que o barulho seja patenteado.”
Marie Antoinette, empresária multifacetada, de origem guineense e cabo-verdiana, de nacionalidade suíça, apresenta sua obra que será lançada no Brasil no Rio de Janeiro no MUHCAB- Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira no dia 13 de junho às 11 horas na sala Carolina de Jesus e na Bienal do Livro no Espaço da Secretaria da Educação no dia 14 de junho às 11h30.
A data, Dia da Criança Africana que acontece em 16 de junho , também é um importante marco na luta por uma educação de qualidade que respeite a cultura, a origem e as histórias de todas as crianças, especialmente as africanas. Para a autora poliglota, mãe solo e atípica, a chave de sua emancipação foi a educação que ela teve que brigar para acessar e assim sair do terror vivenciado ainda quando era criança, ponderando o quanto pode ser difícil ser menina em alguns contextos, famílias e sociedades.
O Grupo NefroClínicas acaba de inaugurar sua nova clínica de nefrologia, localizada na Gávea, no coração da Zona Sul do Rio de Janeiro. A unidade está localizada dentro do Shopping da Gávea e já começou a atender pacientes com doenças renais crônicas, oferecendo infraestrutura moderna e atendimento especializado.
O Brasil corre para o Rio








Um monumento exclusivamente dedicado em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, que nasceu em 14 de março de 1822, na cidade italiana de Nápoles, e que foi casada com o imperador Dom Pedro II. A imperatriz era apaixonada pela região de Teresópolis, muito especialmente pelos encantos próprios da exuberância local e pela temperatura agradável, características predominantes de Terê. O nome Teresópolis significa Cidade de Teresa, uma homenagem prestada à imperatriz que passava longos períodos na localidade, ao lado do marido. Quem chega à cidade, assim como Teresa chegou, encanta-se pelas belezas naturais dessa terra, que agora será apresentada em detalhes. Sabendo que Terê é como um coração de mãe, sempre cabe mais um (e até mais uns).

A Feirinha do Alto é o maior atrativo turístico de Teresópolis. É a segunda maior feira artesanal ao ar livre do país e conta com mais de 600 estandes, entre roupas, brinquedos, artesanato e alimentação. O atrativo fica localizado no bairro do Alto, a cinco minutos da entrada da cidade, mais precisamente na Praça Higino da Silveira. A feira ocorre sempre aos sábados, domingos e feriados nacionais prolongados, das 10 às 18 horas.
Granja Comary é o nome pelo qual é conhecido o bairro Carlos Guinle, que abriga a sede da Seleção Brasileira de futebol. É o local de concentração da Seleção, além de centro de treinamento de outras categorias patrocinadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A sede conta com mais de 150 mil m2 de área verde, divididos entre cinco campos, infraestrutura para atendimento aos atletas e um centro de treinamento. A Granja atrai turistas também pela bela paisagem composta pelo lago Comary (artificial), de cujas margens podem ser vistos os picos da Serra dos Órgãos, incluindo o Dedo de Deus. É um cartão postal.






“Nós somos uma empresa familiar. Há quase 43 anos que a Maria Torta nasceu, enquanto eu estava grávida de gêmeos. E aí construímos uma empresa muito em torno da família. Tanto é que os nossos funcionários são muito antigos. As receitas são do meu marido, da família dele. E preservamos muito essa questão da tradição. Como estamos há muitos anos aqui, nós temos receitas clássicas, a exemplo do mil-folhas, que é uma tradição da Maria Torta, e a nossa coxinha, que fazem parte de memórias afetivas dos nossos clientes que visitam e que enxergam a Maria Torta como uma grande sala de estar de Teresópolis”, declarou Cláudia.

“O ambiente da fermentação é exatamente o que chamamos de dornas de fermentação. Aqui, quando o caldo da cana é esmagado na moenda, é transferido para cá e iniciamos todo o processo, em que as leveduras são as nossas grandes contribuidoras, usando a cachaça e transformando todo o açúcar que existe no caldo de cana em álcool. Esse processo demora em torno de 24 horas. Nós também temos a oportunidade de separar o início da destilação do final, chamado de cabeça e cauda, que possuem álcoois que não são desejáveis e que usamos para a produção do etanol. Mais uma prática sustentável aqui dentro da nossa fábrica. Então, não utilizamos a cabeça e a cauda na cachaça, e sim para a produção de etanol”, explicou Haroldo.


