SEMINÁRIO DA ANAMEL ENTRE A FÉ E A MISSÃO DE SERVIR
AO CELEBRAR 25 ANOS, A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MAGISTRADOS EVANGÉLICOS REUNIU GRANDES NOMES DO JUDICIÁRIO PARA REFLETIR SOBRE UMA ATUAÇÃO PAUTADA NO DIÁLOGO, NA INCLUSÃO E NA PACIFICAÇÃO SOCIAL.
No dia 21 de agosto, a Universidade Mackenzie, em São Paulo, sediou o V Seminário Nacional da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel). Com o tema “Justiça Servidora: Diálogo, Inclusão e Pacificação Social”, o evento girou em torno de três painéis: Princípio da Fraternidade e Justiça Servidora; Transição Digital e Acesso à Justiça; e O Futuro da Atuação Judicial. E, para falar sobre esses temas, grandes nomes do Judiciário e especialistas de diferentes áreas subiram ao palco, como o ministro do STF André Mendonça, o desembargador do TRF-2 William Douglas, a desembargadora do TJDF Nilsoni de Freitas – que também é presidente nacional da Anamel –, o jurista Ives Gandra e o psiquiatra e escritor, além de candidato à presidência da República, Augusto Cury.

O idealizador e primeiro presidente da Anamel, o desembargador do TJRJ Fabio Dutra, compôs a mesa principal da abertura e resumiu a importância do evento: “A Anamel está completando 25 anos. Nesse seminário, ela ressalta aspectos importantes da relevância dos magistrados evangélicos perante a sociedade, como justiça servidora, inclusão, diálogo e participação. Todas essas palavras marcam a atuação de um magistrado evangélico, que deve se preocupar em servir, porque Jesus disse que nós devemos servir. Também, sob outro aspecto, devemos ressaltar a dimensão vertical, que é a vinculação do homem a Deus, e a dimensão horizontal, que é a vinculação do homem ao seu próximo. E a Anamel, propondo um seminário deste tipo, está atendendo às ordens de Cristo e também levando os magistrados evangélicos a se inserirem ativamente na sociedade”.
Entre os palestrantes, o maior destaque ficou com o ministro do STF André Mendonça, que, inclusive, assumiu a função de liderança institucional e a coordenação acadêmica máxima do seminário. No púlpito, ele falou para um auditório cheio: “Liderança servidora significa ter um perfil de humildade, mas não de subserviência. Eu queria, a partir de Jesus Cristo, servir à Justiça e servir à sociedade através dos dons e talentos na magistratura”.

O desembargador do TRF-2 William Douglas também deixou sua mensagem: “Nós, cristãos, temos que respeitar as opiniões divergentes, ouvir e tentar entender o outro. Se eu quero ser um bom democrata, um bom professor, um bom operador do Direito, tenho que ser capaz de ouvir opiniões diferentes e refletir. E se eu quero ser um bom cristão, também tenho que ser capaz de ouvir e de respeitar, porque o nosso primeiro exemplo de respeito vem do próprio Jesus Cristo. Se a gente seguir o exemplo de Cristo, vai dar certo”. Satisfeito com o resultado do V Seminário, Fábio Dutra já convidou para o próximo: “Acontecerá na cidade de São Luís, nos dias 19, 20, 21 e 22 de novembro. Quem é magistrado evangélico será muito bem-vindo”.






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