Judiciário

NASCE UMA CONFRARIA: ALÉM DA TOGA

NASCE UMA CONFRARIA

ENTRE TAÇAS E HISTÓRIAS, QUATRO MAGISTRADOS REVELAM A PAIXÃO PELO VINHO. EM UMA NOITE DE DEGUSTAÇÃO, SURGIRAM BOAS LEMBRANÇAS, RISADAS E O COMPROMISSO DE REPETIR A DOSE MENSALMENTE.

Numa noite de segunda-feira, membros do Judiciário e do Ministério Público se encontraram na loja Grand Cru, de Copacabana, perfeita para quem gosta de um bom vinho: o juiz do TRT1, Marcelo Moura; o secretário-geral de Relações Institucionais e Defesa de Prerrogativas do MPRJ, Marfan Vieira; o procurador-chefe do MPT, Fábio Villela; e o desembargador do TRT1, Maurício Drummond. Recebidos pelo sommelier Michel Sá, o objetivo era participar de uma degustação às cegas de três rótulos. Ao final, seria feita a votação de qual vinho era o melhor.


Mas, antes, Michel ofereceu à turma de magistrados uma taça para abrir os trabalhos: “Nada melhor do que começar molhando o paladar com um belíssimo espumante. É feito para a recepção, para os momentos iniciais do bate-papo”. Depois, à mesa, as histórias relacionadas ao universo dos vinhos foram surgindo. E, acredite, deu até em casamento. “O primeiro encontro com a minha esposa foi no Grand Cru. Nosso noivado também, num jantar em que as alianças foram servidas no prato. Depois, nosso casamento civil e a festa do batizado de nosso filho. O vinho une. Seja no amor, seja na amizade, o vinho vem para celebrarmos”, relembra Fábio.
Maurício também foi flechado pelo Cupido em meio às taças: “Lá pelos idos do ano 2000, eu estava fazendo mestrado na Espanha e, depois das aulas, sempre ia tomar um vinhozinho. Foi aí que conheci a minha atual esposa. Uma união feita pelo vinho”. Porém, o desembargador fala: “Não sou um estudioso, mas aprecio muito essa bebida”.

Já Marcelo exibe um certificado de um curso básico sobre vinhos. Só que não se aprofundou nos estudos: “A melhor maneira de aprender é bebendo”, brinca o juiz. E outra história sobre cursos aconteceu com Marfan. Na década de 90, quando foi eleito à presidência da Associação do Ministério Público, passou a oferecer cursos jurídicos para atrair os associados. A adesão, contudo, era pequena. Até que teve a ideia de promover um curso de vinhos. “Qual não foi a minha surpresa quando vi que não havia lugar na Associação para tanta gente? Nunca mais deixamos de ter esse curso, e já se vão quase trinta anos”, comemora.


Após as degustações, chegou o momento de apontar o melhor vinho. E o mais votado foi o português Bojador, seguido pelo chileno Leyda Pinot Noir e pelo argentino Cocodrilo. Mas, muito além da escolha do vencedor, todos saíram ganhando. Ao final desta deliciosa noite, veio a sentença: uma vez ao mês, sempre às segundas-feiras, o grupo voltará a se encontrar no Grand Cru. Nasceu, assim, uma confraria. Tim-tim!

Reportagem de Sergio Maciel

 

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