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A VIII edição do Festival Militum celebrou a memória militar brasileira

A VIII edição do Festival Militum celebrou a memória militar brasileira com depoimentos de veteranos.

O Festival Militum chegou à sua oitava edição em 2026 como espaço de preservação da memória militar brasileira.
Ele reuniu cinema, história e testemunhos de quem viveu conflitos armados.
A VIII edição aconteceu entre 17 e 21 de setembro de 2026, na cidade do Rio de Janeiro.
As sessões aconteceram no Museu Naval e no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, com entrada gratuita.
Ao todo, 26 filmes foram inscritos neste ano: 23 documentários, uma ficção e duas animações.
Produções de nove estados brasileiros e de uma produção italiana, mantendo o alcance internacional do festival.
Desse conjunto, a Comissão Organizadora selecionou 20 obras para exibição pública. Elas concorrem aos troféus Apollo, entregues pelo Júri Popular e pelo Júri Oficial.

Diversidade de temas e territórios em cena

Nesse contexto, a programação atravessou diferentes momentos da história militar brasileira.
Há relatos sobre a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, tema recorrente e emblemático do festival.
Além disso, o público encontrou produções sobre a Força Aérea Brasileira e a Marinha do Brasil.
Outros episódios menos conhecidos também apareceram, como a Guerra contra Aguirre e a Revolução Tenentista de 1924.
Também integraram a seleção narrativas sobre a expedição de Pedro Teixeira na Amazônia colonial e sobre a Operação Acolhida, que recebe migrantes venezuelanos em Roraima.
Essa amplitude territorial reforça o caráter plural do evento.
Nove estados brasileiros — DF, ES, MG, PR, RJ, RR, SC, SE e SP — foram representados nesta edição.

Vozes de veteranos e famílias no centro da narrativa

Por outro lado, o valor humano dos filmes se destacaram nos depoimentos diretos de veteranos. Muitas obras dão protagonismo a quem viveu os episódios narrados.
Documentários como “José Osório de Oliveira Filho” e “O Herói que eu chamei de pai” trazem memórias pessoais e familiares.

Eles humanizam a história militar por meio do afeto e da lembrança.
Sete produções, aliás, foram feitas especificamente para o Festival Militum. Esse número recorde mostra o crescimento do evento como incentivo à produção audiovisual nacional.

Inteligência artificial ganha espaço no cinema documental

Ainda assim, a tecnologia também marca presença nesta edição. Duas obras têm imagens inteiramente geradas por inteligência artificial, recurso ainda pouco comum no documentário histórico.
Outras três produções utilizam a IA de forma pontual. Essa tendência sinaliza novos caminhos narrativos para reconstituir cenas e personagens de períodos sem registro visual.
A cerimônia final homenageou o Tenente Apollo Miguel Rezk, veterano da FEB.
Ele foi o único brasileiro condecorado com a medalha norte-americana Distinguished Service Cross, por atos de bravura em combate.

Organização, parcerias e reconhecimento cultural

 

O Festival Militum foi idealizado pelo cineasta Daniel Mata Roque, que também dirige o evento. A Pátria Filmes organiza a mostra desde sua criação.
Entre os parceiros institucionais estão o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército.
Completam essa lista a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e outras entidades apoiadoras.
Sobretudo, o apoio de associações de veteranos, como a ANVFEB, reforça o vínculo entre o festival e as comunidades que guardam essa memória viva.
O Júri Oficial reúne historiadores, militares, jornalistas e pesquisadores. Nomes como Denise G. Porto, Fábio Pereira e Paula Mariane avaliam as obras concorrentes.

Um retrato coletivo da memória nacional

Enquanto isso, o Militum consolidou-se como ponte entre gerações. O festival aproxima jovens cineastas de histórias que corriam risco de desaparecer.
Portanto, mais do que uma mostra de cinema, o evento funcionou como arquivo vivo.
Ele documenta trajetórias de coragem, perda e reconstrução em diferentes contextos históricos.
Assim, a oitava edição reafirmou o compromisso do festival com a pluralidade de vozes. Veteranos, familiares e novos realizadores dividem o mesmo palco simbólico.

Nesse sentido, o Festival Militum segue cumprindo seu papel de interesse público: transformar memória em imagem e garantir que essas histórias continuem sendo contadas.

 

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