DEBATES QUE PAUTAM O BRASIL DE AMANHÃ
EM UM MOMENTO DECISIVO PARA OS RUMOS DO PAÍS, LIDERANÇAS DOS SETORES PÚBLICO E PRIVADO SE REUNIRAM PARA DISCUTIR CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO. ECONOMIA, INOVAÇÃO, INVESTIMENTOS E AMBIENTE DE NEGÓCIOS ESTIVERAM NO CENTRO DAS CONVERSAS, COM UM OLHAR VOLTADO PARA OS DESAFIOS – E AS OPORTUNIDADES – QUE DESPONTAM NO CENÁRIO BRASILEIRO.
O 25º Fórum Empresarial LIDE reuniu empresários, executivos, economistas, autoridades e líderes de diferentes setores para discutir os principais desafios e oportunidades do Brasil. O encontro aconteceu em um momento oportuno, em que a população se interessa pelos planos de governo para fazer a escolha de seus representantes. O fundador e co-chairman do LIDE, João Doria, definiu o propósito do evento: “Se muitos do governo não dão atenção àquilo que representa a verdadeira base do futuro do país, que é a atividade privada com uma visão liberal e social, o LIDE consegue fazer modestamente esse papel. Distante de visões partidárias, aqui no LIDE só há uma posição. E a posição é pelo Brasil”.

Com o tema “Cenários do Brasil”, o encontro, realizado em 21 de agosto, no Hotel Fairmont, debateu questões como crescimento econômico, juros, carga tributária, infraestrutura, segurança jurídica, produtividade, inovação, inteligência artificial, energia e ambiente de negócios. Foram revelados neste fórum informações otimistas para o empreendedorismo no Brasil. A diretora-geral da Uber, Silvia Penna, apresentou novidades e confirmou que o Brasil continua sendo o maior mercado da empresa no mundo em volume de viagens. “A maior operação da Uber do mundo em número de transações está aqui no Brasil”, disse a executiva, que continuou seu discurso fazendo o prognóstico sobre a mobilidade urbana: “A realidade autônoma dos carros voadores já está acontecendo de uma forma sinérgica, junto a motoristas humanos”.
Ainda sobre o Brasil do amanhã, executivos anunciaram investimentos expressivos. O vice-presidente da Vale, Sami Arap, revelou que, se a empresa adquirir licença para explorar um determinado bloco de minério de ferro, fará uma vultosa contrapartida de cunho ambiental: “Se nós licenciarmos o corpo C, a Vale entregará uma nova Floresta de Carajás. Nós compraremos e construiremos uma nova floresta de 800 a 900 mil hectares, que será algo único no mundo”.

Quanto às projeções de desenvolvimento econômico, também houve boas notícias relacionadas aos estudos da Firjan. O presidente da federação, Luiz Césio Caetano, mencionou a proposta Rio de Futuro, em que aponta nove novas oportunidades de crescimento para a indústria nos próximos dez anos. “Isso gera cerca de 700 mil novos empregos e acrescenta R$ 210 bilhões ao PIB do Rio de Janeiro”, revelou Caetano.
DESAFIOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA
O cenário macroeconômico e o ambiente de investimentos no Brasil foram debatidos e analisados por especialistas. A mensagem central foi de enfrentamento aos desafios da reforma tributária e da política de juros, mas também foi de uma janela de oportunidades com maior participação no mercado global, como definiu o economista-chefe da XP, Caio Megale: “O mundo vê o Basil mais como uma solução do que como um problema”. Para o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é preciso administrar melhor a dívida pública para retomar o crescimento econômico. “Hoje, o Brasil tem cerca de 350 bilhões de dólares em reserva”, lembrou Meirelles em tom otimista.

Ao final do evento, o senador Rodrigo Pacheco recebeu das mãos do CEO do LIDE Global, João Doria Neto, uma placa de homenagem, neste momento em que está se despedindo da vida pública. O ex-presidente do Senado Federal ressaltou a contribuição do parlamento com diversos marcos legislativos, defendeu o diálogo institucional e citou um mantra considerado por ele fundamental: “O desenvolvimento humano e o desenvolvimento social têm como pressuposto o desenvolvimento econômico”.






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